Saltar para:
Logótipo
Você está em: Início > Notícias > Urbanismo e Sustentabilidade Ecológica - Sistemas urbanos de baixo custo em carbono | Curso

Urbanismo e Sustentabilidade Ecológica - Sistemas urbanos de baixo custo em carbono | Curso

até 15 de Setembro | entrega das candidaturas

flyer

Curso Formação Contínua - 2011-2012
3 de outubro de 2011 a 31 de Janeiro de 2012

Coordenação
Albert Cuchí | UPC
Manuel Fernandes de Sá | FAUP

APRESENTAÇÂO
O desígnio da sustentabilidade ecológica apresenta um impacto particular nos sistemas urbanos. As restrições às emissões atmosféricas provenientes do sistema produtivo procuram escalas apropriadas de aplicação, sendo a escala urbana uma expressão privilegiada do metabolismo social que transforma recursos em resíduos e emissões. Falamos, por exemplo, das restrições estabelecidas pelo Pacote Energia-clima que dá continuidade ao Protocolo de Quioto.

A obrigação de desenvolver e implementar modelos urbanos mais sustentáveis compromete todos os operadores urbanos responsáveis pela definição de políticas, especialmente, os políticos, gestores e planeadores urbanos. Deste modo, desencadeia uma série de questões a serem resolvidas para que os agentes que actuam no território abordem essa exigência com o enfoque mais adequado.

Que temas devem ser considerados para potenciar a necessidade da sustentabilidade à escala urbana? Quais as opções e modelos disponíveis? Com que instrumentos, conceptuais e operativos, devemos enfrenta-los? Em que medida os instrumentos tradicionais de ordenamento urbano podem ser úteis? Que mudanças devem ser introduzidas para adequar esses instrumentos territoriais? Que outros instrumentos serão precisos para abordar a sustentabilidade à escala urbana?

O curso pretende fomentar a interdisciplinaridade e a qualidade na investigação, reforçar a ligação ao tecido empresarial e social, a valorização económica e social e os acordos de cooperação com escolas e institutos, nacionais e internacionais.

Áreas científicas
O curso proposto tem como objectivo apresentar um discurso rigoroso sobre as relações entre sustentabilidade ecológica/território e território/cidade, numa exploração das suas implicações sobre a dinâmica territorial que suporta as nossas cidades. Propõe uma visão das opções/acções de intervenção urbanística para reduzir os impactos ambientais das cidades.

Área científica - Classificação Nacional das Áreas de Formação (CNAEF)
581- Arquitectura e Urbanismo.

A Classificação da Área Científica, conforme previsto no Regulamento de Aplicação do Sistema de Créditos Curriculares aos Cursos Conferentes de Grau da Universidade do Porto, que adopta a designação do CORDIS (Community Record & Development Information Service), é 06.01,Arquitectura.

Objectivos
- Estabelecer um quadro teórico da relação entre sustentabilidade ecológica, território e cidade.
- Analisar a situação actual dos problemas ambientais das cidades e do território, bem como os caminhos de melhoria disponíveis actualmente e as possíveis acções futuras.
- Conhecer as possibilidades e limitações dos actuais instrumentos de planeamento urbano de modo a incorporar as exigências do tema em estudo.
- Identificar as estratégias de acção sustentáveis na cidade contemporânea.

Competências e resultados esperados da aprendizagem
Como resultado global do curso, o estudante deverá adquirir consciência da amplitude e profundidade do debate da sustentabilidade ecológica no âmbito urbano e territorial, da importância dessa escala na configuração da sociedade sustentável, da incidência - actual e futura - nas actividades próprias do planeamento urbano, assim como adquirir as bases conceptuais e metodológicas capazes de orienta-lo na prática profissional no ponto de vista da sustentabilidade urbana.
O estudante deverá ser capaz de classificar os diversos factores determinantes para a sustentabilidade da cidade e do território; dispor de um quadro crítico em relação aos próprios instrumentos de planeamento urbano; ser capaz de integrar os objectivos do curso nas propostas de intervenção na cidade.

Créditos
O curso atribuirá 19 ECTS.

ORGANIZAÇÃO
Coordenação científica
- Manuel Fernandes de Sá | Professor Catedrático, Presidente do Conselho Científico, FAUP
- Albert Cuchí | Professor Arquitecto, Universidade Politécnica da Catalunha

Coordenação do curso
Alberto Lage | Assistente, FAUP

Apoio institucional
O curso tem apoio das seguintes instituições:
- AdEPorto, Agência de Energia do Porto
- ETSAV-UPC, Escola de Arquitectura de Vallès da Universidade Politécnica da Catalunha
- OA e OASRN/Norte 41º, Ordem dos Arquitectos - Secção Regional do Norte

PLANO DE ESTUDOS, PROGRAMA E MODO DE FUNCIONAMENTO
O curso é organizado em seis temas que enquadram as diversas conferências e intervenções e que definem a abordagem que se propõe ao estudo e discussão do urbanismo para a sustentabilidade ecológica. Cada tema desenvolve-se em diferentes sessões que constituem o conteúdo teórico do curso e que deverão repercutir-se no andamento dos trabalhos práticos:

I. Apresentação
(curso, as bases teóricas e aplicação prática)
-Exposição da estrutura do curso e anúncio dos casos de estudo seleccionados;
-Apresentação das bases teóricas e da orientação do curso.

II. Enquadramento
(aproximação à sustentabilidade como suporte do curso e a relação com o urbanismo)

Economia ecológica e alterações climáticas
-Comparação paradigma orgânico/paradigma industrial;
-O paradigma ecológico como marco de referência;
-Introdução à economia ecológica.

Planeamento urbano e emissões de GEE
-A relação entre o urbanismo, o planeamento urbano e os paradigmas orgânico, industrial e ecológico;
-Incompatibilidades entre planeamento urbano convencional e objectivos de sustentabilidade ecológica - o pacto dos autarcas, o pacote Energia-Clima e os Planos Municipais de Ordenamento do Território.

Sustentabilidade ecológica e urbanismo
-Práticas alternativas de urbanismo e abordagens contemporâneas à "ecologia urbana";
-A teoria do urbanismo perante a teoria ecológica.

III. Edificação
(papel da habitação sustentável num urbanismo ecológico)

Edificação ecológica e fluxos de energia e materiais
-Energia (energia primária, energia final, energia incorporada, ciclo de vida);
-Materiais e emissões de carbono.

Edificação ecológica e eco-transformação urbana
-Evolução dos paradigmas dominantes de edificação;
-O papel da Reabilitação Urbana e das políticas e programas de apoio ao planeamento urbano;
-O pacto dos autarcas em matéria de edificação.

Eficiência energética no uso de edifícios
-Visão crítica da regulamentação térmica e limitações da certificação energética;
-Outras vias para uma edificação termicamente passiva;
-O pacto dos autarcas em matéria de eficiência energética.

IV. Mobilidade
(mobilidade de materiais e pessoas como raiz do facto urbano e a sua importância na sustentabilidade ambiental)

Metabolismo urbano e mobilidade de fluxos
-Metabolismo urbano não contaminante;
-O pacto dos autarcas em matéria de mobilidade urbana.

Mobilidade de baixa emissão e planos urbanísticos
-A mobilidade suave e de baixa emissão e a repartição modal do espaço público;
-Avaliação de planos e seus efeitos.

Mobilidade ecológica e infra-estruturação do território
-Os impactes ecológicos das infra-estruturas de transportes colectivos;
-Os impactes ecológicos das infra-estruturas rodoviárias.

V. Paisagem
(escala territorial da dinâmica material urbana e a sua relação com a cidade)

Água e paisagem urbana
-Projectos e planos para infra-estruturas hídricas;
-O pacto dos autarcas em matéria de serviços urbanos (água, resíduos).

Paisagem produtiva
-A paisagem rural e urbana como redes complementares para um metabolismo social não contaminante.

Paisagem contemporânea
-A paisagem rural e urbana como redes complementares no planeamento urbano e no "urbanismo real".

VI. Síntese e integração:
Integração dos três temas sectoriais
-Abordagem conjunta de planeamento de sistemas urbanos;
-Discussão de propostas para os casos de estudo e integração dos sectores da edificação, mobilidade e redes biofísicas num paradigma de planeamento urbano ecológico.

As sessões de workshop acompanharão o andamento teórico focado e desenvolvido progressivamente com os temas teóricos estudados em cada um dos casos de estudo. Os casos devem ser tratados em grupos de vários alunos os quais desenvolverão, eventualmente, um trabalho individual adicional.

Duração do curso
De acordo com a metodologia proposta, o curso está organizado em 15 semanas com 12 horas por semana de aula, com uma carga horária de 180 horas distribuídas por sessões teóricas (75 horas), conferências, seminários e workshops (105 horas) em que se abordarão questões com base nos casos estudos fornecidos pelas autarquias, que sejam considerados relevantes.
Considera-se que os alunos devem assistir às aulas, trabalhar nas sessões práticas e trabalhar fora da sala de aula e, durante a semana, participar em visitas, palestras, exercícios de desenvolvimento do trabalho de grupo, supondo-se um total de 514 horas de trabalho.


Carga horária semanal


carga horária semanal


Calendário geral do curso


Calendário geral do curso



Metodologia de ensino/aprendizagem
O curso pretende alcançar os objectivos propostos com uma reflexão baseada em casos reais do planeamento urbano sobre sistemas urbanos existentes - seleccionadas em função do interesse e objectivos do curso - aos quais o curso deverá dar resposta numa aproximação suficientemente definida para orientar o desenvolvimento posterior desse planeamento.

Deste modo, os conteúdos teóricos devem encontrar uma aplicação imediata sobre os casos de estudo e, portanto, estar referidos a eles. Nesse sentido, já para poder planear e abordar adequadamente os casos de estudo, propomos que as sucessivas edições do curso se orientem sobre temáticas específicas e latentes nesse momento. Propomos para a primeira edição a baixa emissividade de gases de efeito estufa (CO2 equivalente) como objectivo urbano, factor central do Pacote Energia-Clima e do Pacto dos Autarcas subscrito por diversas cidades portuguesas, bem como do Protocolo de Quioto - que embora termine em 2012 tem já diversos sucessores - e que representa um objectivo ambiental na necessária tendência de transição para sistemas urbanos de baixo custo de carbono.

A análise de uma estratégia como o Pacto dos Autarcas (Covenant of Mayors) que compromete municípios a reduzir as suas emissões em 20% até 2020 relativamente aos valores de 1990 dentro das estratégias de sustentabilidade urbana permite aproximar a discussão da adequação dos instrumentos de planeamento e gestão urbana na luta contra as alterações climáticas.

A preferência de trabalhar em cidades existentes em vez de zonas urbanas novas, deve-se ao facto de o problema a ser resolvido ser o da cidade consolidada e não a geração de modelos "ex novo", a procura de apoio de numa complexa realidade existente e capaz de fornecer novos dados e experiências enriquecedoras.

Avaliação
A avaliação compreende a assiduidade, participação nos seminários, trabalho de grupo e trabalho individual. É obrigatória a frequência de 80% das sessões práticas para obter uma avaliação final.

Certificado
Será atribuído um certificado de formação contínua ao participante que reunir as condições especificadas na avaliação. A frequência mínima de 75% das sessões permite a atribuição de um certificado de frequência sem avaliação.

Créditos
O curso atribuirá 19 ECTS.

Corpo docente
Joana Mourão(FAUP/LNEC), Alberto Lage (FAUP), Teresa Marat - Mendes (ISCTE) e os coordenadores científicos Manuel Fernandes de Sá (FAUP) e Albert Cuchí (UPC) serão os tutores dos trabalhos dos alunos e farão o acompanhamento diário.
A equipa de docentes do curso é complementada por professores ou especialistas que desenvolvem os temas adequados para a abordagem do curso, designadamente, J.M. Alier (Universitat Autonoma Barcelona), Miguel Nery (OARSN-Norte 41º), Vasco Freitas (FEUP), Francisco Barata Fernandes (FAUP), Eduardo Oliveira Fernandes (ADE), Salvador Rueda, (Agencia de Ecología Urbana de Barcelona) António Babo (FEUP), Paulo Pinho (FEUP) João Abel Peças Lopes (INESC), Pietro Laureano, (consultor da UNESCO, Università degli Studi di Bologna), Joaquim Poças Martins (Águas do Porto), Teresa Andersen (FCUP), Álvaro Domingues (FAUP).
Estes docentes terão a missão de desenvolver os temas das sessões planeadas e alguns deles, na segunda parte da aula teórico-prática, poderão participar em sessões de debate sobre as pro-postas dos grupos de trabalho. Assim, a equipa do curso envolvida nos casos de estudo expande-se para além da equipe de tutores que apoia o curso diariamente e pode enriquece-lo com os especialistas que se considerarem necessários.

CANDIDATURAS

Destinatários
O curso dirige-se a profissionais e técnicos da administração local, arquitectos, engenheiros, geógrafos, planeadores, promotores urbanos, etc., implicados no planeamento urbano e municipal, assim como a estudantes de doutoramento interessados em determinados temas, passíveis de investigação no âmbito da sustentabilidade e na sua expressão à escala urbana e territorial, tais como a definição teórica e instrumental de um urbanismo ecológico que actue como ferramenta para as estratégias de limitação a emissividade do actual metabolismo urbano.

Os técnicos de administração local poderão recorrer a financiamento no âmbito do QREN.

Pré-requisitos de acesso
Considera-se que os estudantes do curso dispõem de uma bagagem cultural e teórica que lhes permite conhecer e criticar os princípios do planeamento urbano, seus instrumentos e, em concreto, as práticas e normativas usadas em Portugal. Não será preciso que disponham de conhecimentos avançados no campo da sustentabilidade e das emissões de carbono, mas sim o interesse e motivação na aprendizagem e sua aplicação no planeamento urbano.

Numerus clausus
Trinta. O número mínimo de participantes é de quinze.

Critérios de selecção e seriação
A admissão dos candidatos à frequência do curso será realizada em função de:
50% carta de interesse (entre 1000 e 2000 caracteres)
50% curriculum académico e/ou profissional (valorizar-se-à especialmente o curriculum no âmbito dos temas do curso)
A seriação será realizada por um júri constituído pelo corpo docente do ciclo de formação.

Propina
O valor da propina é de 2250,00 Euros.
Os membros das instituições parceiras terão um desconto de 10%.

Prazos de Candidatura

Entrega das candidaturas | até 15 de Setembro
Prazo limite para afixação dos editais de colocação | 19 Setembro
Matrícula e Inscrição | 20 a 26 Setembro
Prazo para reclamação sobre as colocações | 19 a 23 Setembro
Decisão sobre as reclamações | 26 Setembro
Publicitação das decisões sobre as reclamações | 27 Setembro
Matrículas e inscrições decorrentes das reclamações atendidas | 27 a 30 de Setembro


Documentos a apresentar para a candidatura

* Boletim de Candidatura

* Fotocópia do bilhete de identidade
* Declaração de próprio a terceiros (se não for o próprio a entregar a documentação)

* Curriculum Vitae actualizado
* carta de interesse (entre 1000 e 2000 caracteres)

* Comprovativo de membro de instituição parceira (se for o caso)
* Certidão comprovativa do grau de licenciado ou ciclo de estudos
* Recibo comprovativo do pagamento de emolumentos (a efectuar na tesouraria)


Emolumentos
55 euros



Informações
Secretariado académico | Dr. Suzana Araújo
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
Rua do Gólgota 512
4150-755 Porto
PORTUGAL

Telefone +351 226 057 100
Fax +351 226 057 199
formacao.continua@arq.up.pt
Recomendar Página Voltar ao Topo
Copyright 1996-2020 © Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto  I Termos e Condições  I Acessibilidade  I Índice A-Z  I Livro de Visitas
Página gerada em: 2020-06-06 às 16:11:18 | Política de Utilização Aceitável | Política de Proteção de Dados Pessoais