“Observar: da arte à clínica” nasce de uma ideia colaborativa e iterativa entre docentes da FMUP e da FBAUP.
Em Saúde existe evidência que fundamenta critérios de diagnóstico para a maioria das doenças conhecidas e ainda orientações relativas ao plano de tratamento mais adequado assim como o acompanhamento necessário de cada patologia. No entanto, para a correta recolha das variáveis necessárias para a atribuição de um diagnóstico, existe uma etapa a montante – a observação do paciente – da qual a acuidade diagnóstica e eficácia terapêutica estão dependentes.
Um correto diagnóstico só será possível se os elementos que lhe são necessários forem corretamente observados e identificados. Para isto, as competências de observação e comunicação do clínico são essenciais. O treino destas capacidades, colhendo no âmago o poder das artes visuais, pode ser uma mais-valia para clínicos e pacientes.
Introduzindo os estudantes às estratégias de pensamento visual (visual thinking strategies) e através da observação de obras de arte e de imagens provenientes de casos clínicos reais, bem como recorrendo a grupos de discussão e a uma oficina de desenho, pretende-se desenvolver as capacidades de observação e análise dos estudantes, pensamento crítico e trabalho em equipa.
Com efeito, uma revisão narrativa de 2018 que descreve 11 cursos que incluem as artes visuais no ensino médico, agregou evidência indicativa de que esta estratégia pode facilitar o desenvolvimento das competências de observação clínica [1].
A maioria destes cursos utiliza a abordagem pedagógica
Virtual Thinking Strategies, originalmente desenvolvida por Abigail Housen (psicóloga) e Philip Yenawine (educador de arte) para auxiliar os estudantes a utilizarem as artes visuais para desenvolverem a observação e o pensamento crítico. Esta estratégia baseia-se na colocação e resposta a três questões: (1) “O que se passa nesta imagem?”; (2) “O que vê aqui que o leva a dizer isso?”; e (3) “Que mais consegue encontrar?”.
De acordo com um relatório de 2017, cerca de 70 faculdades de Medicina incorporavam a arte na sua oferta formativa, entre EUA, Canadá, Austrália e Itália. Em Portugal, não temos conhecimento de qualquer oferta do género. Assim, envidamos contactos com docentes da Harvard Medical School para colher da experiência do seu inovador curso “Training the Eye: Improving the Art of Physical Diagnosis” e transpor para a UP essa oferta formativa em falta. Sublinhamos que, um estudo de 2008 publicado pela equipa responsável [2] por esse curso de referência demonstrou que o curso melhorou a capacidade de os estudantes fazerem observações mais rigorosas de achados físicos em pacientes. Os estudantes treinados com visual thinking strategies fizeram, em média mais cinco observações em comparação com o grupo de controlo.
Objetivos
O objetivo primeiro é consolidar a literacia visual: usar a arte para melhorar a capacidade de observação e o diagnóstico clínico.
Introduzindo os estudantes às estratégias de pensamento visual (visual thinking strategies) e através da observação de obras de arte e de imagens provenientes de casos clínicos reais, bem como recorrendo a grupos de discussão e a uma oficina de desenho, pretende-se desenvolver as capacidades de observação, descrição e análise dos estudantes, bem como capacitá-los para o pensamento crítico e trabalho em equipa.
Competências Profissionais
No final desta Unidade de Formação Contínua os estudantes devem alcançar os seguintes objetivos:
- Apreensão do processo metacognitivo da observação.
- Prática da observação através da arte.
- Melhoria das competências de observação, descrição verbal, análise e interpretação.
- Desenvolvimento da capacidade de observação e diagnóstico clínicos.
- Capacitação para a comunicação e trabalho em equipa.
- Consolidação da resiliência e empatia.
- Compreensão do conceito de viés pessoal e aprender a lidar com a incerteza em Saúde.
Informações
Regime de funcionamento: b-learning
Vagas: máx.: 30/mín.: 10
Destinatários:
Estudantes do ensino superior da área da Saúde e profissionais de saúde.
Condições específicas de acesso:
- Estudantes com frequência universitária em 1.º ciclos de estudos na área das Ciências da Saúde.
- Licenciatura ou Mestrado na área das Ciências da Saúde e áreas afins.
- Estudantes de outras áreas com frequência universitária em 1.º ciclos de estudos com interesse nesta área.
Critérios de seleção e seriação dos candidatos e respetivas ponderações:
Será atribuída pontuação (0 a 20) às candidaturas com as seguintes características dos candidatos:
- 1) Estudantes com frequência universitária em 1.º ciclos de estudos na área das Ciências da Saúde – 20 pontos
- 2)Licenciatura ou Mestrado/Doutoramento na área das Ciências da Saúde e áreas afins – 16 pontos
- 3) Estudantes de outras áreas com frequência universitária em 1.º ciclos de estudos com interesse nesta área - 10 pontos
Critério de desempate: preferência aos estudantes em nível mais precoce de formação.
Candidaturas on-line: 13.12.2021 a 21.01.2022
Prazo para afixação de resultados provisórios: 25.01.2022
Modo de notificação dos candidatos: por e-mail para o endereço eletrónico indicado na candidatura.
Audiência Prévia: 26.01 a 8.02.2022
Prazo para afixação de resultados definitivos: 10.02.2022
Modo de notificação dos candidatos: por e-mail para o endereço eletrónico indicado na candidatura
Prazo para a apresentação da reclamação dos candidatos: 11.10.2022
Prazo para a publicação da decisão de reclamações: 14.02.2022
Matrículas on-line: 15 a 24.02.2022
Eventual colocação de suplentes: 25.02.2022
Propina:
25¤ +2¤ (seg. escolar) (alunos UP/alumini); 75¤ +2¤ (seg. escolar) (alunos externos)
Calendarização: março: 24, 28 e 31 (17-20h)
abril: 7 (17-20h) 9 (10-13h) 21 e 28 abril (17-20h)
maio: 5 (17-20h)
Local: FMUP
Comentários
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Contactos
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