Fitoplâncton e Zooplâncton Marinhos
| Áreas Científicas |
| Classificação |
Área Científica |
| OFICIAL |
Biologia e Ecologia Marinhas |
Ocorrência: 2009/2010 - 2S
Ciclos de Estudo/Cursos
Língua de trabalho
Português
Objetivos
Tema I: Fitoplâncton
Objectivos gerais: Introdução ao estudo e ecologia do plâncton marinho e suas divisões taxonómicas e biogeográficas. Fitoplâncton: noção dos principais grupos do fitoplâncton, ciclos de vida, adaptações morfológicas e funcionais e sua relação com os processos oceanográficos físicos e químicos. Importância na cadeia alimentar do fitoplâncton marinho produtor de biotoxinas e dinâmica das principais proliferações na costa portuguesa.
Competências: Conhecer a nomenclatura utilizada em fitoplâncton, os diferentes grupos taxonómicos e sua ecologia. Capacidade de identificar as principais espécies marinhas de fitoplâncton tóxico na costa portuguesa e as formas e metodologias de amostragem.
Resultados da aprendizagem: Desenvolver a capacidade de realizar trabalho em fitoplâncton marinho.
Tema II: Zooplâncton
Objectivos gerais: Transmitir a noção de zooplâncton, da adaptação funcional e ecológica dos seus organismos ao meio marinho, da sua distribuição em ligação estreita com os processos físicos globais e da sua importância trófica e da aplicabilidade dos estudos de plâncton
Competências: Conhecer a nomenclatura utilizada em zooplâncton, os diferentes grupos taxonómicos, as formas e metodologias de amostragem. Transmitir a percepção de que os organismos zooplanctónicos vivem num ambiente em que as forças de viscosidade são determinantes e que o seu comportamento é muito diferente da nossa própria experiência.
Resultados da aprendizagem: Desenvolver a capacidade de realizar trabalho em zooplâncton.
Programa
Parte 1. Fitoplâncton
I. Introdução
• Divisões do plâncton.
• Principais grupos do fitoplâncton e Ciclos de vida.
• Adaptações morfológicas.
• Conceito de população e comunidade
• Conceito de biodiversidade.
• Ciclos de produção planctónica
• Amostragem do plâncton e escalas espaciais e temporais de observação.
II. Ecologia do fitoplâncton marinho
• Zonas biogeográficas de distribuição.
• Adaptações ecológicas e interacções físicas e biológicas. Espécies indicadoras.
• Fitoplâncton das áreas de afloramento. Mandala de Margalef.
• Exemplos da distribuição e dinâmica dos grupos fitoplanctónicos na área de afloramento Ibérica.
III. Blooms de fitoplâncton e espécies produtoras de toxinas
• O mecanismo da formação do bloom de Primavera.
• Blooms e marés vermelhas.
• As espécies tóxicas, tipos de toxicidade e distribuição geográfica.
• O fitoplâncton tóxico em águas portuguesas e estado do conhecimento da dinâmica dos blooms.
• Propagação dos blooms. Alterações climáticas.
• Redes de alerta
Tema II: Zooplâncton
• Introdução
• Oceanos
• Circulação oceânica de superfície
• Circulação oceânica profunda
• Upwelling
• Giros oceânicos
• A zona pelágica
• A zona bentónica
• Definição geral do Plâncton
• Dimensões
• Modo de alimentação
• Zona marinha em que habitam
• Adaptação ao meio
• Permanência no plâncton
• Adaptações funcionais e ecológicas do zooplâncton
• Principais grupos sistemáticos
• Sistemática e morfologia dos principais grupos do holoplâncton
• Amostragem
• Posição ecológica
• Cadeias (teias) tróficas e tranferência energética
• Crescimento e metabolismo
• Reprodução e desenvolvimento
• Ciclos de vida zooplanctónicos
• Stock residente e produção
• Biologia e Zonas de fronteira
• Movimento turbulento
• Fontes da energia turbulenta
• Viscosidade
• Comparação de forças; o número de Reynolds
• Difusão molecular
• Escalas das estructuras turbulentas
• Zooplâncton
• A vida em ambiente viscoso
• Alimentação em ambiente viscoso
• A detecção de alimento
• Modos possíveis de alimentação selectiva
• Calculo das taxas de alimentação
• Turbulência e taxas de contacto com o alimento em larvas de peixes
• Padrões de distribuição
• Distribuição vertical
• Variação temporal
• Variação espacial
• Diversidade e afinidade das comunidades
• Aplicabilidade dos estudos de plâncton
• Zoogeografia
• Pescas e avaliação de stocks
• Aquacultura
• Toxicologia
• Alterações climáticas
• Exemplos de estudos na costa Portuguesa
Bibliografia Obrigatória
Vários; Ver listagem fornecida em Observações., Vários, Vários. ISBN: Vários
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
Aulas teóricas – análise e discussão do conteúdo programático.
Aulas práticas – Saídas de campo e prática de laboratório para aprendizagem de técnicas em estudos de fito e zooplâncton: amostragem, determinação de parâmetros físico químicos da água, transporte de fito e zooplâncton vivo, observação em microscópio com contraste de fase e campo claro, microscópio de inversão e microscópio electrónico de varrimento de amostras vivas e fixadas de diversas espécies de fitoplâncton com especial ênfase nas produtoras de toxinas ou as produtoras de descolorações da água do mar, observação e triagem de zooplâncton vivo, estabelecimento de uma cultura de copépodes e sua alimentação.
Tipo de avaliação
Avaliação distribuída sem exame final
Componentes de Avaliação
| Descrição |
Tipo |
Tempo (Horas) |
Peso (%) |
Data Conclusão |
| Participação presencial (estimativa) |
Participação presencial |
50,00 |
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Total: |
- |
0,00 |
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Fórmula de cálculo da classificação final
Classificação obtida na monografia.
Provas e trabalhos especiais
Realização de uma monografia.
Observações
Bibliografia principal e complementar:
Colebrook, J.M. (1973) The design of sampling surveys, FAO Fish. Tech. Pap., 122, 52-58 p.
GEOHAB. (2005). Global Ecology and Oceanography of Harmful Algal Blooms, GEOHAB core research project: HABs in upwelling systems. G.Pitcher, M.T. Moita, F. Figueiras, R. Kudela, T. Probyn & V. Trainer (eds.). SCOR and IOC, Baltimore and Paris, 82 pp..
GEOHAB. (2008). Global Ecology and Oceanography of Harmful Algal Blooms, GEOHAB core research project: HABs in stratified systems. P.Gentien, B. Reguera H. Yamakazi, L. Fernand, E. Berdalet & R. Raine (eds.). SCOR and IOC, Paris and Newark, 59 pp..
Hallegraeff, G.M., Anderson, D.M. & Cembella, A.D. (Eds.) 1995. - Manual on harmful marine microalgae. IOC Manual and Guides, UNESCO Nº 33, 551 pp.
Harris, R., Wiebe, P., Lenz, J., Skjoldal, H.R., Huntley, M., (ed.) (2000) ICES Zooplankton Methodology Manual. 684 pp.
ICES (vários) Fiches d’identification du Zooplankton
Lasker, R. (Ed.) (1984) Marine fish larvae. Morphology, Ecology and Relation to Fisheries. University of Washington Press, 131 pp.
Longhurst, A., (1998) Ecological Geography of the Sea. Acadmic Press, 398 pp.
Mann, K.H., Lazier, J.R.N. (1996) Dynamics of Marine Ecosystems. Biological-Physical Interactions in the Oceans. Blackwell Scientific Publications, Boston. 466 pp.
Margalef, R. (1978). Life-forms of phytoplankton as survival alternatives in an unstable environment. Oceanol. Acta, 1(4): 439-509.
Smetacek V. & U. Passow (1990). Spring bloom initiation and Sverdrup's critical-depth model. Limnol. Oceanogr., 35: 228-234
Sournia, A. (Ed.)(1978). Phytoplankton manual. Monographs on Oceanic Methodology. 6. UNESCO, Paris, 337 pp.
Raymont, J.E.G. (1963) Plankton and productivity in the Oceans. Pergamon Press, Oxford. 660 pp.
Smith P., Richardson S.L. (1977) Standard techniques for pelagic fish eggs and larva surveys. FAO Fish. Tech. Pap., 175, 100pp
Todd, C.D., Laverack, M.S., Boxshall, G.A., 1996 Coastal Marine Zooplankton: a Practical Manual for Students. University Press, Cambridge, 106 pp.
Tomas, C.R. (Ed.) 1993. - Marine Phytoplankton: A guide to Naked Flagellates and Coccolithophorids. Academic Press, Inc., N. York, 263 pp.
Tomas, C.R. (Ed.) 1996. - Identifying Marine Diatoms and Dinoflagellates. Academic Press, Inc., N. York, 598 pp.