| Código: | MFIL009 | Sigla: | FM |
| Áreas Científicas | |
|---|---|
| Classificação | Área Científica |
| OFICIAL | Filosofia |
| Ativa? | Sim |
| Unidade Responsável: | Departamento de Filosofia |
| Curso/CE Responsável: | Mestrado em Filosofia |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Anos Curriculares | Créditos UCN | Créditos ECTS | Horas de Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| MFIL | 15 | Plano Oficial em vigor(2023) | 1 | - | 6 | 41 | 162 |
| Docente | Responsabilidade |
|---|---|
| João Alberto Cardoso Gomes Pinto | Regente |
| Teorico-Prática: | 3,00 |
| Tipo | Docente | Turmas | Horas |
|---|---|---|---|
| Teorico-Prática | Totais | 1 | 3,00 |
| João Alberto Cardoso Gomes Pinto | 3,00 |
Este curso pretende fornecer um enquadramento lógico-conceptual para a atual filosofia da mente, centrado no modo como o tema das atitudes (crenças e desejos, basicamente) e o tema das experiências (conscientes) fazem parte do pensamento acerca de nós próprios, da nossa linguagem, da nossa racionalidade e, em geral, do nosso ser no mundo. O curso facultará uma perspetiva da filosofia da mente posterior à Iª guerra mundial (a partir de algumas observações cruciais de Descartes, Locke/Hume, Leibniz, Dilthey, Brentano e Frege) com a análise, na sequência histórica apropriada, do trabalho desenvolvido por alguns dos seus mais importantes representantes (por exemplo, C. Hempel, G. Ryle, C. D. Broad, A. Turing, J. J. C. Smart, H. Putnam, D. Davidson, J. Fodor, T. Nagel, P. Churchland, D. Dennett, J. Searle, T. Nagel ou D. Chalmers), de modo a esclarecer algumas relações entre a investigação em filosofia da mente e ciências cognitivas.
Depois da conclusão deste curso, os estudantes serão capazes de: (1) demonstrar familiaridade com alguns temas centrais da atual filosofia da mente e compreender como as ideias na filosofia da mente surgem de um compromisso crítico com a tradição filosófica e a experiência vivida; (2) dominar o enquadramento lógico-conceptual que subjaz aos debates filosóficos sobre atitudes e consciência; (3) apreciar o quanto muitas das teorias hoje propostas sobre atitudes e consciência são controversas e, por vezes, dificilmente comparáveis entre si; (4) desenvolver capacidades para lidar com textos mais exigentes (ou mais recentes), aprofundando conhecimentos e revelando discriminação intelectual – habilidade para encontrar os aspetos essenciais das posições filosóficas e, a partir daí, detetar e construir argumentos (ou, pelo menos, leituras textuais) interessantes.
Não previstos.
1. Aspetos básicos.
1.1 Enquadramento histórico da (atual) filosofia da mente. As posições dualistas da tradição filosófica: o caso de Descartes, o caso de Locke-Hume, o caso de Leibniz, o caso de Dilthey, o caso de Brentano e o caso de Frege.
1.2 Uma perspetiva geral sobre a diversidade das formas contemporâneas de naturalismo.
2. Teorias.
2.1 C. G. Hempel, "The Logical Analysis of Psychology": o behaviourismo lógico (conceptual ou analítico) e seus problemas.
2.2 A posição disposicionalista de G. Ryle. A posição emergentista.
2.3 J. J. C. Smart, "Sensations and Brain Processes": a teoria da identidade (estrita) mente-corpo/cérebro e seus problemas.
2.4 H. Putnam, "The Nature of Mental States": o funcionalismo turinguiano (ou mecânico) e seus problemas.
2.5 J. A. Fodor, "Psychosemantics - Introduction: The Persistence of the Attitudes": o funcionalismo computacional simbólico e seus problemas.
2.6 As formas renovadas do funcionalismo: o funcionalismo conexionista subsimbólico e o funcionalismo teleológico.
2.7 P. M. Churchland, "Eliminative Materialism and the Propositional Attitudes": o materialismo eliminativista e seus problemas. O caso de D. Dennett. O caso do replicacionismo (simulacionista).
2.8 D. Chalmers, "The Conscious Mind - Can Consciousness Be Reductively Explained?" e F. Jackson, "What Mary Didn't Know": o problema da consciência fenoménica e os seus recentes desenvolvimentos (no seguimento do morcego de T. Nagel).
Sessões de seminário consistindo de lições, com análise e discussão crítica (com os estudantes) dos artigos e partes das obras de leitura obrigatória, bem como de outro material relevante. (Há a possibilidade de algumas sessões sobre temas específicos serem leccionadas por professores convidados.)
| Designação | Peso (%) |
|---|---|
| Participação presencial | 10,00 |
| Trabalho escrito | 90,00 |
| Total: | 100,00 |
| Designação | Tempo (Horas) |
|---|---|
| Apresentação/discussão de um trabalho científico | 1,00 |
| Estudo autónomo | 80,00 |
| Frequência das aulas | 41,00 |
| Trabalho de investigação | 20,00 |
| Trabalho escrito | 20,00 |
| Total: | 162,00 |
Assiduidade: presença em 75% das sessões previstas (com excepção para os casos previstos na lei e estudantes que obtiveram frequência em ano letivo anterior).
Nota atribuída a trabalhos escritos individuais (previamente preparados e depois apresentados/defendidos numa sessão de seminário).
Não previstos.
Não previsto.
De acordo com as normas em vigor.
Novos trabalhos escritos individuais.