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Sociologia da Saúde e da Doença

Código: MSOCI026     Sigla: SOCSD

Ocorrência: 2011/2012 - 1S

Ativa? Sim
Página Web: http://moodle.up.pt/course/view.php?id=1917
Unidade Responsável: Departamento de Sociologia
Curso/CE Responsável: Mestrado em Sociologia

Ciclos de Estudo/Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Anos Curriculares Créditos UCN Créditos ECTS Horas de Contacto Horas Totais
MSOCI 12 MSOCI - Plano de Estudos 1 - 6 52 162

Língua de trabalho

Português

Objetivos

A unidade curricular ‘Sociologia da Saúde e da Doença’ pretende dinamizar um contacto de carácter geral com a problemática da saúde, da doença e da medicina no âmbito da análise sociológica, tomando como referência a realidade portuguesa.
A primeira parte da disciplina tem como objectivo familiarizar os alunos com os contributos teóricos e metodológicos da Sociologia da Saúde e da Doença no âmbito da produção sociológica geral, bem como com os problemas que marcaram a sua emergência e o seu desenvolvimento.
A segunda parte da disciplina tem como objectivo promover uma reflexão detalhada sobre as determinantes sociais da saúde e da doença, com particular ênfase na questão das desigualdades no acesso à saúde e na distribuição da doença.
A terceira e última parte da disciplina têm como objectivo familiarizar os alunos com as configurações estruturais do sistema de saúde português, promovendo alguma reflexão numa lógica comparativa de âmbito internacional.
No final do semestre espera-se que os alunos apresentem competências: no domínio da problematização teórica da saúde e da doença; no domínio da análise dos factores socioeconómicos com impacto na saúde e na doença; no domínio da análise de sistemas de saúde.

Programa

1. O DESENVOLVIMENTO CONCEPTUAL DA SOCIOLOGIA DA SAÚDE E DA DOENÇA
1.1. Perspectivas teóricas das Ciências Sociais e Humanas sobre a Medicina, a Saúde e a Doença
1.2. O corpo na medicina
1.3. Os conceitos de Saúde, de Doença e de Estar Doente: profissionais vs. leigos
1.4. Dimensões sociais e culturais na experiência da doença
1.5. Iatrogénese social e estrutural: o papel da medicina na sociedade
1.6. A problemática da doença mental

2. AS DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE E DA DOENÇA
2.1. Determinantes económicas, psicossociais, educacionais, nutricionais e ambientais
2.2. A medição da saúde e da doença
2.3. Desigualdades na saúde e na doença
2.3.1. Factores de desigualdade: pobreza; etnicidade e género
2.3.2. O acesso à saúde
2.3.3. O impacto das políticas sociais

3. AS POLÍTICAS DE SAÚDE E A ORGANIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRESTAÇÃO DE CUIDADOS
3.1. A organização da prestação de cuidados de saúde: traços gerais de evolução histórica e a emergência do Serviço Nacional de Saúde em Portugal
3.2. Modelos de financiamento, de gestão e de controlo da prestação de cuidados de saúde
3.3. Tipos de prestação de cuidados: cuidados profissionais e cuidados não-profissionais
3.4. Debates em torno da reforma nos sistemas de saúde: perspectivas internacionais

Bibliografia Obrigatória

AGGLETON P. ; Health, Routledge, 1990
CABRAL, Manuel Villaverde; A adesão à terapêutica em Portugal : atitudes e comportamentos da população portuguesa perante as prescrições médicas, os hábitos de saúde e o consumo de medicamentos, Imprensa de Ciências Sociais, 2010
CARAPINHEIRO, G.; Saberes e poderes no hospital : uma sociologia dos serviços hospitalares, Edições Afrontamento, 1993
CARAPINHEIRO G. (org.); Sociologia da Saúde: Estudos e Perspectivas, Editores Pé de Página, 2006
COHEN, M.; Health and the rise of civilization, Yale University Press, 1989
EPSTEIN, S.; Inclusion : the politics of difference in medical research, University of Chicago Press, 2007
FITZPATRICK M. ; The Tyranny of Health. Doctors and the Regulation of Lifestyle, Routledge, 2001
LUPTON D. ; Medicine as Culture. Illness, disease and the body in western societies, Sage, 1994
MARMOT, M.; determinants of health. 2nd ed , Oxford University Press, 2006
SERRA, H.; Médicos e poder : transplantação hepática e tecnocracias, Almedina, 2008
SZASZ, T.S.; The medicalization of everyday life : selected essays, Syracuse Unviersity Press, 2007
WHITAKER, R.; Anatomy of an epidemic : magic bullets, psychiatric drugs, and the astonishing rise of mental illness in America, Crown Publishers, 2010

Bibliografia Complementar

ALBRECHT G.L., FITZPATRICK R., SCRIMSHAW S. (eds.); The Handbook of Social Studies in Health and Medicine, Londres, Sage, 1999
AUGÉ M. e HERZLICH C. ; Le Sens du Mal. Anthropologie, Histoire, Sociologie de la Maladie, des Archives Contemporaines, 1984
BLANE D., BRUNNER E. e WILKINSON R.; Health and Social Organization. Towards a Health Policy for the 21st Century, Routledge, 1996
BLOOR M. ; The Sociology of HIV Transmission, Sage, 1995
BUNTON R. e PETERSEN A.; Foucault, Health and Medicine, Routledge, 1997
BURY M. ; Health and Illness in a Changing Society, Routledge, 1997
CALNAN M. ; Health and Illness. The Lay Perspective, Tavistock, 1987
CANGUILHEM G. ; Le Normal et le Pathologique, PUF, 1991
FERREIRA F.A. ; História da Saúde e dos Serviços de Saúde em Portugal, Fundação Calouste Gulbenkian, 1990
GABE J., KEÇÇEHER D. e WILLIAMS G. (eds.) ; Challenging Medicine, Routledge, 1994
HOGG C. ; Patients, Power and Politics, Sage, 1999
HUGMAN R. ; Power in Caring Professions, Macmillan, 1991
MILES J.A. ; Women, Health and Medicine, Open University Press, 1991
PAQUET G. ; Santé et Inégalités Sociales, Institut Québécois de Recherche sur la Culture, 1990
PAYNE S. ; Women, Health and Poverty: an introduction, Harvester Wheatsheaf, 1991
PETERSON A. e LUPTON D.; The New Public Health. Health and Self in the Age of Risk, Sage, 1996
POWELL F.D. e WESSWN A.(eds.); Health Care Systems in Transition, Sage, 1998
PRIOR L. ; The Social Organization of Mental Illness, Sage, 1993
SHARMA U. ; Complementary Medicine Today. Practitioners and Patients, Routledge, 1995
SILVERMAN D. ; Communication and Medical Practice. Social Relations in the Clinic, Sage, 1987
SONTAG S. ; AIDS and its Metaphors, The Penguin Books, 1989
TURNER B.S; Regulating Bodies. Essays in Medical Sociology, Routledge, 1992

Observações Bibliográficas

No início das aulas será distribuída uma listagem com um sumário dos conteúdos das referências bibliográficas fundamentais, para orientação dos estudantes.

Métodos de ensino e atividades de aprendizagem

Utilização de métodos expositivos articulados com o recurso a métodos interrogativos, demonstrativos e activos.

Aulas teórico-práticas (TP)
Aulas expositivas sobre os diferentes pontos do programa, com privilégio para a exposição de conteúdos teóricos. A intervenção expositiva por parte da docente é intercalada quer com práticas interrogativas, que apelam à participação dos alunos, quer com metodologias demonstrativas, privilegiando a exemplificação com casos da sociedade portuguesa.

Sessões de orientação tutorial (OT)
Aulas orientadas por programas de trabalho prévios. As sessões de orientação tutorial consistem no apoio e acompanhamento científico-pedagógico dos alunos.

Palavras Chave

Ciências Sociais > Sociologia
Ciências Sociais > Sociologia > Comportamento societal

Tipo de avaliação

Avaliação distribuída sem exame final

Componentes de Avaliação

Descrição Tipo Tempo (Horas) Peso (%) Data Conclusão
Participação presencial (estimativa) Participação presencial 56,00
Produção de relatório Defesa pública de dissertação, de relatório de projeto ou estágio, ou de tese 40,00
Participação nos debates Exame 12,00
Total: - 0,00

Componentes de Ocupação

Descrição Tipo Tempo (Horas) Data Conclusão
Preparação dos materiais para participação nas aulas Estudo autónomo 54
Total: 54,00

Obtenção de frequência

A avaliação compreende os seguintes elementos:
- um relatório escrito sobre um tema proposto pela docente;
- trabalho de preparação e trabalho de concretização efectiva dos debates previstos ao longo do semestre;
- assiduidade.
Todas os elementos de avaliação são de realização obrigatória, independentemente do estatuto do estudante. Os debates serão concretizados através da plataforma Moodle UP, pelo que não implicam a presença na sala de aula nem a assiduidade à unidade curricular.

Fórmula de cálculo da classificação final

A avaliação compreende os seguintes elementos, cada um com o peso ponderado indicado à frente:
- relatório escrito sobre um tema proposto pela docente – 50% da classificação final
- trabalho de preparação e trabalho de concretização efectiva dos debates previstos ao longo do semestre – 40% da classificação final
- assiduidade – 10% da classificação final

A classificação final do estudante resulta da média ponderada dos elementos de avaliação previstos, não podendo, em nenhum deles, a classificação ser igual ou inferior a 7 valores.

Avaliação especial (TE, DA, ...)

Os alunos que, nos termos da lei, estejam dispensados da assiduidade às aulas ficam obrigados a contactar com o docente, no início do período de funcionamento da disciplina, para efeitos do estabelecimento dos respectivos procedimentos de avaliação de conhecimentos.

Melhoria de classificação

O estudante poderá requerer melhoria da classificação. A melhoria poderá ocorrer nas épocas de recurso de avaliação final, até à época de recurso (inclusive) do ano lectivo seguinte ao da aprovação da disciplina. Os alunos que desejem realizar a melhoria da classificação no ano seguinte àquele em que obtiveram aprovação nas unidades curriculares respectivas têm de se cingir aos programas e métodos de avaliação vigentes nesse ano lectivo.

A melhoria de classificação só poderá ser concretizada sobre os elementos de avaliação passíveis de repetição em condições iguais às da avaliação normal. Nesse sentido, a melhoria de classificação só é possível para o relatório escrito. A melhoria de classificação implica a realização de um novo trabalho, nas condiçõe sdefinidas para a época de recurso. Em circunstância alguma serão aceites versões melhoradas de trabalhos já submetidos a avaliação.
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