Resumo (PT):
Este relatório de preparação para a docência em Ensino das Artes Visuais, dá a compreender
como a partir do estágio e do ensaio que o acompanha, se repensa o potencial da prática
pedagógica e do agente a esta associado.
No estágio apalpa-se o chão e a cor, recordamo-nos dos referentes artísticos e da sua
implicação no nosso gesto singular. Somos cada vez mais conscientes de que este é o campo
da formação de um coletivo, que pensa o artístico e o científico, a razão e o sensível como
uma mesma coisa. O professor e o aluno podem deixar de o ser por breves momentos, para
se tornarem peões de um novo jogo, simultaneamente cúmplices e impulsores das relações do
aprender e ensinar, do ver e fazer arte. Para além das sessões desenvolvidas na Escola Artística
Soares dos Reis em torno da Cor como principal estímulo para o trabalho em conjunto com
os estudantes, neste documento problematizo também a complexidade intrínseca à crise de
referências, nos dias de hoje. Enfatizo a pertinência de aproximar o aluno e o professor
ao coletivo intelectual de artistas, críticos e espectadores que constroem este campo epistemológico.
Do eu para o nós é o ponto intermédio que questiona o equilíbrio deste jogo, a condição
do indivíduo ao dispor-se por si e pelo coletivo, ou pelo coletivo com consciência de si.
As experiências desenham-se como numa analogia de um ciclo difluente, um ciclo onde todos os
fatores se derramam, como se compostos por elementos híbridos, para se revitalizarem sob outras formas,
com outros sentidos. Tornarem-se por isso vida ao questionarem incessantemente a
mesma através do processo dos seus feitos, como um coletivo em condição e potência de ser
estudante, de se relacionar com as coisas sempre pela primeira vez, dadas as circunstâncias
mutáveis do seu corpo e do mundo.
Language:
Portuguese
No. of pages:
99