Mudança Estrutural e Inovação
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| Classificação |
Área Científica |
| OFICIAL |
Economia |
Ocorrência: 2007/2008 - 2S
Ciclos de Estudo/Cursos
Língua de trabalho
Português
Objetivos
Com aproveitamento na disciplina, os alunos deverão ser capazes de:
- Situar e aplicar, comparativamente, os paradigmas da mudança estrutural (structural change) e evolucionista na abordagem da dinâmica económica de longo prazo;
- Interpretar os principais factos estilizados da dinâmica económica de longo prazo e da inovação tecnológica;
- Discutir e avaliar criticamente as principais opções de políticas tecnológica e de inovação no quadro das experiências de industrialização periférica e dependente e dos países da OCDE
Programa
I. INTRODUÇÃO
I.1. Organização do curso e objecto de estudo
II. DINÂMICA ECONÓMICA DE LONGO PRAZO E MUDANÇA ESTRUTURAL
II.1. Introdução ao paradigma da mudança estrutural (Structural Change)
II.2. Factos estilizados da mudança estrutural
II.2.1. Principais indicadores e evidências de mudança estrutural a longo prazo
II.2.2. Crescimento económico e desigualdade na distribuição do rendimento
III. A INDUSTRIALIZAÇÃO COMO MOTOR DE CRESCIMENTO.
III.1. A abundância em recursos naturais constitui um factor inibidor da industrialização a longo prazo?
III.2. Divisão social e técnica do trabalho e alargamento do mercado interno. A problemática do BIG PUSH
III. 3. Comércio externo e externalidades: o modelo de G. FEDER
III. 4. A relevância do investimento em equipamento
III. 5. Industrialização tardia e política comercial externa: síntese
IV. INTRODUÇÃO AO QUADRO GERAL DAS TEORIAS DA INOVAÇÃO
IV.1.Fundamentos do evolucionismo moderno
IV.2. Inovação e dinâmica macroeconómica
IV.2.1.Taxonomia das inovações. Inovação radical e inovação incremental. “General purpose technologies”. Paradigmas técnico-económicos: a análise de C. Freeman. e ciclos longos.
IV.2.2.Paradigmas técnico-económicos e ciclos longos. IV.2.3.Modelo do “gap” tecnológico de Jan Fagerberg.
V. TEORIAS E DETERMINANTES DA INOVAÇÃO
V.1. Teorias de âmbito geral
V.2.Determinantes sectoriais. A taxonomia de K. Pavitt de padrões sectoriais de inovação.
V.3. Determinantes espaciais e territoriais do processo de inovação
V.4. Determinantes institucionais do processo de inovação
V.4.1.Conceito de sistema nacional de inovação. Exemplos e análise comparativa de sistemas. Co-evolução dos aspectos institucionais e económicos
V.4.2.Análise das evidências empíricas no contexto do universo de países OCDE
Bibliografia Obrigatória
BELL, Martin e PAVITT, Keith ; “Technological Accumulation and industrial growth: contrasts between developed and developing countries”, in D. Archibugi e J. Michie (1997), Technology, Globalisation and Economic Performance, Cambridge University Press , 1997
CAMAGNI, Roberto ; “Local Milieu, uncertainty and innovation networks: towards a new dynamic theory of economic space”, in R. Camagni (1991) (editor), Innovation Networks: spatial perspectives, Londres: Belhaven Press , 1991
CHENERY, Hollis (1988) “Structural Transformation: A program of Research”, in G. Ranis e T.P. Schultz (1988), The State of Development Economics, Basil &Blackwell, pp.49-68
DE LONG, Bradford e SUMMERS, Lawrence (1993), “How Strongly Do Developing Economies Benefit from Equipment Investment?”, Journal of Monetary Economics, vol.23, pp. 395-415
FAGERBERG, Jan (1987), “A Technology Gap Approach to Why Growth Rates Differ”, Research Policy, Agosto, reeditado em C. Freeman (1990), The Economics of Innovation, Edward Elgar
FIELDS, Gary (2001), Distribution and Development, cap. 3 (Economic Growth and Inequality – a review of the empirical evidence), MIT Press, 35-71
FEDER, G. (1982), “On Exports and Economic Growth”, Journal of Development Economics, Vol. 12(1-2), pp. 59-73.
KRUGMAN, Paul “The Fall and Rise of Development Economics”: http://web.mit.edu/Krugman/www/dishpan.html
NELSON, R. (1988), The Agenda for growth theory: a different point of view, Cambridge Journal of Economics, 497-520
ROSENBERG, Nathan e FRISCHTAK, C. (1984), “Technological Innovation and long waves”, Cambridge Journal of Economics
Bibliografia Complementar
Abramovitz, Moses (1986), “Catching-up, Forging Ahead and falling Behind”, Journal of Economic History, volume 46, nº 2, pp.385-406
Baumol, William J. (2002), The Free-Market Innovation Machine: Analysing the Growth Miracle of Capitalism, Princeton, New Jersey: Princeton University Press
Freeman, C. e Soete, L. (1997), The Economics of Industrial Innovation, 3ª edição, Londres: Pinter
Freeman, C. (2004), “Technological infrastructure and international competitiveness”, Industrial and Corporate Change, volume 13, nº 3, pp. 541-569
Hall, Peter (1993), Innovation, Economics and Evolution: Theoretical Perspectives on Changing Technology in Economic Systems, New York: Harvester Wheatsheaf
Lundvall, Bengt-Ake e outros (2002), “National systems of production, innovation and competence building”, Research Policy, volume 31, pp.213-231
Maddison, Angus (2001), The World Economy – a millennial perspective, OECD Development Centre Studies, Paris: OCDE
Nelson, R.R. (editor) (1993), National Innovation Systems: A Comparative Analysis, New York: Oxford University Press
Nelson, R. R. (1995), “Recent evolutionary theorizing about economic change”, Journal of Economic Literature, volume 33, pp.48-90
Nelson, R.R. (2003), “On the uneven evolution of human know-how”, Research Policy, volume 32, pp.909-922
Nelson, R.R. (2004), “The Market Economy and the scientific commons”, Research Policy, volume 33, pp.455-471
Nelson, R.R. e Pack, Howard (1998), “The Asian Miracle and Modern Growth Theory”, Policy Research Working Paper nº 1881, Washington: World Bank
Nelson, R.R. e Winter, S. (1982), An Evolutionary Theory of Economic Change, Cambridge, M.A.: Harvard University Press
Pack. Howard (2000), “Industrial policy: growth elixir or poison”, The World Bank Research Observer, volume 15, nº1, pp.47-67
Pavitt, K. (1984), “Sectoral Patterns of Technical Change: Towards a Taxonomy and a Theory”, Research Policy, volume 13, pp. 343-373.
Schumpeter, Joseph (1934), The Theory of Economic Development, Cambridge, MA: Harvard University Press
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
Priviligiar-se-á a componente de articulação da formação teórica com abundante informação empírica (INDICADORES E TESTES ECONOMÉTRICOS), de modo a concretizar efectivamente a natureza de aulas teórico-práticas
Tipo de avaliação
Avaliação distribuída sem exame final
Obtenção de frequência
Os alunos deverão estar obrigatoriamente inscritos numa turma para poderem realizar a avaliação distribuída e só poderão realizar os 3 testes na turma em que estiverem inscritos
Fórmula de cálculo da classificação final
Na Avaliação distribuida
O aluno tem aproveitamento se:
Nota final - 0,25*teste 1+0,25* teste 2 + 0,50 teste 3 >= 9,5 com nota de Teste 3 >=6,0
No Exame final
O aluno tem aproveitamento se:
Nota final >= 9,5