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História da FCUP

Edifício Central da Universidade do Porto Menu Inicial
O Edifício Central da Universidade do Porto, em estilo neo-clássico comum a outro património arquitectónico da Cidade (Hospital de Santo António, Feitoria Inglesa, Palácio das Carrancas), só viria a ser concluído no século XX.

A sua história remonta, porém, pelo menos ao século XVII: em 1651 o Padre Baltasar Guedes funda, naquele local, o Seminário dos Meninos Órfãos, ou Colégio da Graça, junto à Igreja homónima.

Quando, em 1803, é criada a Real Academia de Marinha e Comércio da Cidade do Porto – que incorporava as Aulas de Náutica (1762) e de Desenho (1779) – é encomendado, a José da Costa e Silva, projecto de "...huma Casa no Terreno do Collegio dos Meninos Orfâos, própria para as referidas Aulas, que se vão erigir, e para as duas já creadas...".
Edifício Central da Universidade do Porto, Cordoaria, Porto
página 1
Carlos Amarante, engenheiro militar e arquitecto, elabora pouco depois, em 1807, dois projectos alternativos em que, contra a sua vontade, o edifício não aparece "a formar hum quadrilátero".

As obras no edifício avançariam muito lentamente: era o período das invasões francesas e, posteriormente, das lutas liberais.

As instalações então existentes chegaram a servir como hospital militar, durante o prolongado “Cerco do Porto” (1832-33).

Um conjunto de desenhos, pelo lente substituto de Desenho, J. V. Vitória Vila-Nova, fixou nesse ano de 1833, vários aspectos do edifício em construção.
Academia Polytechnica, lados da Praça dos Voluntários da Rainha e da
Igreja dos Orfãos, Joaquim Cardoso Vitória Vilanova, Edifícios do Porto, 1833
Planta do piso térreo do projeto da Real Academia de Marinha
e Comércio e Colégio dos Meninos Orfãos da Cidade do Porto,
da autoria do Engenheiro Carlos Amarante, 1807
página 2
Mesmo depois da criação da Academia Politécnica (1837) as obras ora se arrastavam ora eram mesmo interrompidas; seriam ainda elaborados dois novos projectos (Gustavo Gonçalves e Sousa, 1862, e António Araújo e Silva, 1898), em que a forma rectangular desejada por Carlos Amarante, já é contemplada.

As vicissitudes do edifício foram incontáveis, nele coexistindo, numa ou noutra época, a Academia Politécnica (Faculdade de Ciências desde 1911), o Colégio dos Órfãos, a Academia Portuense de Belas Artes, o Liceu Nacional, o Instituto Industrial (antecessor do ISEP; até 1933), a Faculdade Técnica (antecessora da FEUP; até 1937), a Faculdade de Economia (até 1974), a Reitoria da Universidade.
Interior do edifício
página 3
O edifício construído acabaria por não ter o contorno pentagonal dos primeiros projectos e por corresponder a um programa profundamente alterado. Manteve, no entanto, traços essenciais do neoclassicismo dos projectos de Costa e Silva e Carlos Amarante, elaborados há mais de duzentos anos.

Recentemente, o edifício passou a ser ocupado pela Reitoria e Serviços Centrais da Universidade; mas nele permanecem, também, o Museu de História Natural, o Museu de Ciência e o Fundo Antigo, que a Faculdade de Ciências não levou consigo para as novas instalações no Campo Alegre (Pólo 3), e que se constituem como elementos nucleares do património da Universidade.
Museu de Ciência e Museu de História Natural
página 4
On the jazzy blues tip por Yitzak
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