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História da FCUP

Aula de Debuxo e Desenho Menu Inicial
Encorajada pelo sucesso da criação da Aula de Náutica (1762), a Junta da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto-Douro solicita à Rainha D. Maria I a criação de uma "Aula de Debuxo e Desenho", considerada muito útil para os "Aulistas" de pilotagem.

A nova Aula é criada em 1779, sendo nomeado seu lente António Fernandes Jácomo, cuja lição inaugural tem lugar em Fevereiro de 1780.

Aparentemente não chegaram até nós muitos registos dos primeiros anos da nova Aula. No entanto é bem conhecida, por exemplo, a gravura de uma vista da Cidade do Porto (da Torre da Marca às Fontaínhas) em 1791, da autoria de um aluno das aulas de pilotagem e de desenho, Manuel Marques de Aguilar.
Vista da Cidade do Porto, desde a Torre da Marca até às
Fontainhas. Manoel M. de Aguillar, aluno das Aulas Náutica
e de Desenho, gravura de 1791 (in Catálogo da exposição
"2º Centenário da Academia Real de Marinha e Comércio", 2003)
página 1
Entretanto já se encontrava em Itália, desde 1789, um jovem portuense, Francisco Vieira (Júnior), inicialmente subsidiado por individualidades ou instituições locais.

O reconhecimento célere dos seus méritos (primeiro prémio de desenho no concurso da Academia do Capitólio, em Roma) explica a sua longa permanência naquele país, onde viaja demoradamente, acumulando distinções em Academias de Belas Artes (Roma, Parma, Bolonha, etc.), convites e encomendas de pinturas.

Esse jovem ficaria conhecido como "Vieira Portuense", para o distinguir de outro pintor de nomeada, Francisco Vieira de Matos (1699-1783), "Vieira Lusitano".

De Itália passaria a Londres, onde conhece e colabora com o celebrado gravador florentino Francesco Bartolozzi - que viria a ser contratado, em 1802, para dirigir a Escola de Gravura da Imprensa Régia, em Lisboa.
Retrato do pintor Francisco Vieira, "O Portuense"
Pierre Violet,gravura de Bartolozzi, 1801
(in Catálogo da exposição "2º Centenário da
Academia Real de Marinha e Comércio", 2003)
página 2
Vieira Portuense regressou a Portugal no outono de 1800, sendo logo contratado pela citada Junta para suceder ao envelhecido e doente António Fernandes Jácomo, "reformado" com o vencimento que auferia. Volta a Inglaterra para comprar pinturas, bustos, estampas, enriquecendo a colecção da Aula de Debuxo e Desenho; regressa no outono de 1801, chegando à cidade do Porto no início de 1802, volvidos catorze anos desde a sua partida.

A abertura da sua Aula tem lugar em 14 de Junho, tendo sido necessário transferi-la para local mais amplo, face ao número de inscrições, atraídas pelo prestígio do novo lente; curiosamente, Francisco Vieira usa no seu discurso, impresso em 1803, a designação "Academia de Pintura e Desenho" embora o nome oficial não tivesse mudado.

Volvidas algumas semanas, Vieira é nomeado “Pintor da Real Camara e Côrte”, cargo acumulável com o de lente, com a obrigação de dirigir e executar, com Domingos António de Sequeira, a quem fica equiparado, as obras de pintura do Palácio da Ajuda. Como seria natural este facto obrigou a longas permanências em Lisboa, exigindo que o lente fosse temporariamente substituído.
Réplica, em gesso, do busto de Alexandre moribundo,
existente na Galeria Uffizi, em Florença
(Museu de Ciência/Núcleo FCUP).
página 3
Com a criação, em 1803, da Academia Real da Marinha e Comércio da Cidade do Porto, Francisco Vieira passa a Director da Aula de Desenho, sendo contratados um lente (José Teixeira Barreto, contemporâneo de Vieira em Itália) e um lente substituto (Raimundo Joaquim da Costa, gravador, escolhido por Vieira Portuense).

A obra de pintura e desenho de Francisco Vieira, que morre na primavera de 1805, com quarenta anos incompletos, está representada não só em colecções e museus portugueses (Arte Antiga, Soares dos Reis, Grão Vasco, Faro, etc), mas também em Academias e Museus estrangeiros (Roma, Parma, Bolonha, Viena, Rio de Janeiro, etc).

No Fundo Antigo (Faculdade de Ciências), que permanece no Edifício Central da Universidade, conserva-se uma importante colecção de gravuras, muitas de Bartolozzi, algumas a partir de desenhos ou pinturas de Vieira Portuense. Igualmente digno de menção é o conjunto de livros antigos de arte ou arquitectura (italianos, ingleses, franceses), que pertenceram ao ilustre pintor ou que foram por ele adquiridos para a Aula de Desenho.
Réplica, em gesso, do busto do poeta épico grego Homero
(Museu de Ciência/Núcleo FCUP).
página 4
Haydn Piano Concerto in D major mvt 2 - por Mauro Bertoli
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