Saltar para:
Logótipo
This page in english Ajuda Autenticar-se
FCUP
Você está em: Início > Notícias > Estudo da FCUP revela que animais de estimação podem ser infetados com Sars-Cov-2
Autenticação




Mapa das Instalações
FC6 - Departamento de Ciência de Computadores FC5 - Edifício Central FC4 - Departamento de Biologia FC3 - Departamento de Física e Astronomia e Departamento GAOT FC2 - Departamento de Química e Bioquímica FC1 - Departamento de Matemática

Informações

Estudo da FCUP revela que animais de estimação podem ser infetados com Sars-Cov-2

Estudo resultou de um estágio do alumnus da FCUP, Ricardo Barroso


Um estudo português, que conta com investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR-UP), publicado esta quarta-feira na revista científica Microorganisms, revela que os animais domésticos podem contrair o vírus Sars-Cov-2. 

A investigação tem como primeiro autor Ricardo Barroso, que realizou a sua dissertação de mestrado em Aplicações em Biotecnologia e Biologia Sintética pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) sob orientação de Agostinho Antunes, docente da FCUP e investigador do CIIMAR-UP e de Isabel Fidalgo Carvalho, CEO da Equigerminal S.A e docente na Escola Universitária Vasco da Gama. 

De acordo com o estudo, os gatos são mais propensos a ter sintomas e os cães têm maior carga viral. 

O trabalho teve início na FCUP com o então estudante Ricardo Barroso, que optou por um estágio na Equigerminal. Neste âmbito, recolheu entre dezembro de 2020 e maio de 2021, amostras de sangue de cães e gatos para pesquisa de anticorpos e realizou inquéritos epidemiológicos aos donos desses animais e também a clínicas veterinárias. 

A investigação analisou 217 animais de estimação (148 cães e 67 gatos) de cinco distritos portugueses: Lisboa, Porto, Braga, Aveiro e Coimbra.

“Verificámos que 15 em 69 gatos e 7 em 148 cães continham anticorpos contra o Sars-Cov-2, ou seja, já tinham tido contacto com o vírus”, conta Ricardo Barroso. 

No entanto, o alumnus da FCUP explica que, agora, o Sars-Cov-2 é uma zoonose reversa. Passou de um primeiro evento de um animal, que ainda não está identificado, e transmitido para humanos, para o oposto: “Uma doença que passa dos humanos para os animais ao contrário da zoonose”. Não há de momento evidências de que os animais de estimação possam infetar os humanos. Uma mensagem que é reforçada pela orientadora de Ricardo Barroso em declarações em CNN: “Quero frisar que até à data, sabemos que só está provado que nós infetamos os animais e não ao contrário”, diz a investigadora, apelando a que os donos não se sintam assustados e, com isso, abandonem os animais. “Nós devemos proteger os animais”, assegura.

Cães com maior carga viral e gatos mais suscetíveis 

Segundo o estudo, em cinco animais (quatro cães e um gato) foram feitos testes por PCR quantitativo em tempo real. Destes, apenas um cão assintomático testou positivo para RNA do SARS-CoV-2 sete dias após o resultado positivo do dono ser conhecido. Este cão tinha, descreve Ricardo Barroso, uma “alta carga viral”. Apesar de poder não ser muito expressivo nestes animais, os cães parecem replicar o vírus com maior carga viral. 

“Quanto aos gatos, recolhemos dados junto dos donos e de clínicas veterinárias se os animais de estimação tinham tido sintomas e havia gatos com sintomatologias muito diversificadas, como problemas respiratórios, neurológicos e digestivos”, acrescenta. 

Dos 15 felinos com anticorpos detetados, nove (60%) apresentaram mais do que um sintoma: quatro (44,44%) tinham sintomas respiratórios, dois (22,22%) tinham sintomas neurológicos, três (33,33%) tinham sintomas digestivos, dois (22,22%) apresentavam uma redução de apetite e um (11,11%) teve febre.

A recolha de dados no estudo 

Para o estudo foi feita uma sinalização completa de história clínica de cada animal, tendo sido recolhidos, por meio de inquéritos epidemiológicos, dados como sexo, idade, peso, raça, região geográfica e sinais clínicos (assintomáticos, febre, dificuldade respiratória, problemas digestivos, neurológicos e outros), bem como a exposição de animais de estimação ao novo coronavírus (em ambiente familiar ou ao ar livre, no caso de animais de abrigos - nenhum gato do estudo habitava em abrigos, mas essa era a realidade de 20 cães, seis dos quais a habitar em jaula isolada). 

Os autores do estudo, entre os quais se inclui também Alexandre Vieira-Pires da Equigerminal e da Universidade de Coimbra, concordam que são necessários mais estudos para saber como atua o vírus e as suas futuras variantes nestes animais. Os resultados deste estudo referem-se à variante Alpha (a segunda mais severa) nos animais de estimação. 


montagem






Divulgue os seus eventos e projetos | comunica@fc.up.pt 


Renata Silva. SICC. 03-02-2022
Recomendar Página Voltar ao Topo
Copyright 1996-2022 © Faculdade de Ciências da Universidade do Porto  I Termos e Condições  I Acessibilidade  I Índice A-Z  I Livro de Visitas
Última actualização: 2013-10-23 I  Página gerada em: 2022-06-25 às 16:19:19 | Política de Utilização Aceitável | Política de Proteção de Dados Pessoais | Denúncias