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OS RISCOS DE COMPOR NO FEMININO: A PRESENÇA OCULTA DAS MULHERES COMPOSITORAS NA HISTÓRIA DA MÚSICA OCIDENTAL | Conferência

11 SET | 21:00

OS RISCOS DE COMPOR NO FEMININO: A PRESENÇA OCULTA DAS MULHERES COMPOSITORAS NA HISTÓRIA DA MÚSICA OCIDENTAL | Conferência Auditório Casa Comum (Reitoria da U.Porto)

ENTRADA LIVRE

Conferência OS RISCOS DE COMPOR NO FEMININO: A PRESENÇA OCULTA DAS MULHERES COMPOSITORAS NA HISTÓRIA DA MÚSICA OCIDENTAL, por Rui Vieira Nery

O cânone da História da Música Erudita ocidental, tal como é apresentado nos manuais escolares  e como é apresentado nos programas de concerto e nos catálogos discográficos de maior relevância, parece ignorar quase por completo o papel das mulheres compositoras na vida musical da nossa Cultura. Fanny Mendelssohn pode ocasionalmente ser referida como a irmã de Felix, tal como Clara Schumann e Alma Mahler uma vez por outra como mulheres de Robert e Gustav, respectivamente, mas raramente como criadoras, por direito próprio. E contudo, um olhar mais atento sobre as fontes revela que de Hildegarde de Bingen e da Condessa de Dia a Sofia Gubaidulina e Andreia Pinto Correia, ou seja, da Idade Média aos nossos dias, há um número impressionante de mulheres compositoras que deixaram uma vasta produção musical, e que a exclusão das suas obras do repertório corrente não se deve a qualquer avaliação negativa objectiva dessas obras mas apenas a um preconceito multisecular que sempre contrariou, dificultou, em muitos casos proibiu e quase sempre ocultou a presença destas mulheres na vida musical do seu tempo. Contudo, mesmo confinadas ao recolhimento conventual ou ao espaço doméstico, impedidas, em muitas situações, de prosseguirem estudos avançados de Composição, excluídas, por uma questão de princípio, da programação das orquestras, dos teatros de Ópera e das temporadas sinfónicas, muitas compositoras lutaram, apesar de todos os obstáculos, para exercerem livremente a sua vocação e foram deixando ao longo dos séculos um legado musical cuja importância só nas últimas décadas tem começado a ser devidamente reconhecida.

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Sobre Rui Viera Nery

Rui Vieira Nery nasceu em Lisboa em 1957. Iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Santa Cecília e prosseguiu-os no Conservatório Nacional de Lisboa. É Licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa (1980) e Doutorado em Musicologia pela Universidade do Texas em Austin (1990), que frequentou como Fulbright Scholar e bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. É presentemente Professor Associado da Universidade Nova de Lisboa e Investigador do Instituto de Etnomusicologia-Centro de Estudos de Música e Dança e do Centro de Estudos de Teatro, bem como Diretor do Programa Gulbenkian Cultura., na Fundação Calouste Gulbenkian. Como musicólogo e historiador cultural, é autor de diversas obras sobre Música erudita portuguesa no período do Antigo Regime e sobre Música Popular urbana dos séculos XIX a XXI, bem como de largo número de artigos científicos publicados em revistas e obras coletivas especializadas, tanto portuguesas como internacionais. Exerce também uma atividade intensa como conferencista, no plano nacional como em vários países da Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. É Académico Efectivo da Academia de Marinha e Académico Correspondente das Academias Portuguesa da História e Nacional de Belas Artes, bem como Membro do Parlamento Cultural Europeu, do Foro Iberoamerica e do Fórum Iberoamericano das Artes. Foi agraciado, entre outras distinções, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, a Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Lisboa, a Medalha de Prata de Cidadão Poveiro da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, o Prémio de Ensaismo Musical do Conselho Português da Música, o Troféu Neves de Sousa da Casa da Imprensa, o título de Distinguished Alumnus da Universidade do Texas em Austin, o Prémio Internacional CICOP de Património Cultural Imaterial e o Prémio Universidade de Coimbra de 2018. Desempenhou as funções de Secretário de Estado da Cultura no XIII Governo Constitucional e é atualmente Membro Individual do Conselho Nacional de Cultura.

 

Este evento é uma parceria entre a Reitoria da U.Porto e a Casa da Música e está integrado no Ciclo 'E Contudo, Ela Movem-se! As Mulheres das Artes e nas Ciências'


cartaz

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