Resumo (PT):
Para quem tem hoje mais de 65 anos em pontos tão diferentes do planeta quanto o México, a França ou a China, tudo mudou há 50 anos. Mudou também, inevitavelmente, para as outras gerações que viveram aquele período, mas para ninguém mudou mais do que mudou para a geração de 68. Mais do que um movimento global, 1968 (isto é, o final dos anos 60) foi feito de 68s tão diversos quanto a contestação à guerra norte-americana no Vietname, a luta pelos direitos cívicos nos EUA, as grandes mobilizações operárias em França (as maiores do século XX) e em Itália, a crise do socialismo real na Checoslováquia, a dissidência política e cultural do cristianismo progressista ou os grandes movimentos estudantis um pouco por todo o Ocidente (Portugal incluído), entre os quais os mexicanos, que não ficaram atrás dos franceses. O que me parece revelador é que, quando nos lembramos de 68, é do 68 estudantil (e especialmente do francês) que falamos. E há razões para isso; critérios sociais, antes de mais: é que quem protagonizou o 68 estudantil teve desde então, por óbvios motivos sociais, de classe, incomparavelmente mais voz (e, portanto, mais poder) para divulgar o seu relato da história do que quaisquer outros herdeiros de 68.
Abstract (EN):
Language:
Portuguese
Type (Professor's evaluation):
Scientific