Juventudes, Sexualidades e Cidadanias
Ocorrência: 2008/2009 - 2S
Ciclos de Estudo/Cursos
| Sigla |
Nº de Estudantes |
Plano de Estudos |
Anos Curriculares |
Créditos UCN |
Créditos ECTS |
Horas de Contacto |
Horas Totais |
| MCED |
20 |
Plano Oficial |
1 |
- |
6 |
- |
|
Língua de trabalho
Português
Objetivos
O programa centra a sua atenção na problematização sociológica das relações entre juventude e sexualidades, saúde sexual e educação das juventudes, à luz duma concepção de cidadania alargada, a todas/os sujeitos sociais e esferas da vida dos indivíduos, incluindo a cidadania sexual e da intimidade. Desta forma há a preocupação com a compreensão dos processos educacionais, modelos e politicas de educação sexual da juventude com a produção das culturas e identidades jovens, como os direitos sexuais e reprodutivos; os problemas sócio-educativos relacionados com educação na sexualidade - gravidez adolescente, DST e parentalidade jovem, etc.
Assim, o tema das sexualidades jovens é concentrado numa perspectiva educacional e de cidadania, além de visibilizar «retratos sociais» neste âmbito, busca dialogar com contribuições teóricas presentes no campo, que tanto focam nas relações sócio-históricas para emergir as politicas, como desocultam contextos e processos de construção dos temas e agendas da mudança. Isto é uma forma de considerar analiticamente vários contextos e politicas sociais, de saúde e de educação, tal como os saberes e tecnologias profissionais requeridos, indo além das perspectivas naturalizadas de «risco», «patologia», «moralidade» ou mera saúde num corpo objectivado. Há assim lugar para uma problematização critica tanto dos rumores e pânicos que agem no campo da tradição da heteronorma sobre o amor e a vida como se visibilizam as dinâmicas plurais e os clamores de mudança de quem reclama cidadania e democracia na vida, nas instituições e na sociedade.
A unidade curricular enfatiza particularmente o lugar das diversas instituições educativas formais e não-formais na construção e re/produção de identidades particulares; na legitimação de formas dominantes de conhecimento. Igualmente, toma em atenção as formas dominantes de saber e de agir.
Assim, a reflexão sobre formas alargadas de cidadania sexual procura ser o eixo estruturante do programa e do seu objecto.
Objectivos
- Contribuir para uma conceptualização das perspectivas relevantes para uma sociologia da sexualidade e educação, mobilizando capacidades para reforçar leituras complexas das realidades fortalecendo uma visão holística das problemáticas educacionais.
- Contextualizar, identificar e interpretar problemas e situações sócio-educativas e diferentes perspectivas sobre sexualidades da juventude. São assim relacionadas cidadania sexual, género e poder, com políticas e práticas de inclusão e de direito ao corpo e ao bem-estar sexual.
Competências visadas
Tendo em conta a acção profissional, ou de pesquisa, designadamente no âmbito da formação ao nível do 2º ciclo de Mediadores Sócio-Educativos e da Formação em CE, esta disciplina pretende contribuir para abrir horizontes e suscitar olhares interpretativos de pesquisa ou de intervenção. Visa-se gerar,
- capacidade de compreender e identificar instrumentos de leitura sociológica educacional no campo das sexualidades jovens na sua multidimensionalidade e complexidade -
- capacidade de identificar objectos de pesquisa e de intervenção neste ‘novo’ campo educacional.
Programa
1. Juventudes, Sexualidades, Género e Cidadanias: debates sociológicos contemporâneos na educação da juventude
2. Emergência dos estudos de género, alargamentos, reformulações e desestabilizações contemporâneos da experiência passada: a crítica essencialista, mudanças e novas perspectivas feministas pós-coloniais e sexuais.
3. Uma sociologia das sexualidades no campo educacional: a perspectiva clássica das sexualidades normativas e marcadas na escola e sociedade e as novas agendas da cidadania sexual/ intimidade em direcção à heterogeneidade e à saúde e bem–estar sexual;
4. Culturas de juventude: feminilidades e masculinidades jovens na escola e na sociedade
5. A produção cultural do corpo – dos riscos ao desejo: «corpo objectivado»; «corpo vivido»; corpo produzido e recriado
6. A educação sexual: o tema, as ambiguidades, os limites e as possibilidades; modelos em consideração. Desafios democráticos educacionais da cidadania na contemporaneidade
7. Fertilidade, gravidez e parentalidade jovem, o que importa para a educação? - problema ou regulação da fertilidade? Crianças precoces, tardias ou inexistentes….
Bibliografia Obrigatória
Louro Guacira Lopes org.;
O corpo educado. ISBN: ISBN 85-86583-33-2
Fonseca Laura; Corpo falado: sexualidades, poder e educação, Educação Sociedade e Culturas, 25, 2007
Santos, Ana Cristina; Estudos queer: identidades, contextos e acção colectiva , Revista Criica das Ciências Sociais, 76, 2006
Araújo, Helena e Rocha Cristina; Cidadanias, Género e Infância, Educação Sociedade e Culturas. 25, 2007
Bozon Michel; Sociologie de la sexualite, Armand Colin, 2005
Seidman, Steven,Fisnher Nancy and Meeks Chet; Introducing the new sexuality studies, Routledge, 2006
Fonseca Laura; Vozes Percursos e Transições Educacionais de raparigas ciganas e payas à entrada do seculo XXI, Tania Suely Bravo, S. Paulo, Icone Editora,, 2009
Louro Guacira Lopes;
Um corpo estranho. ISBN: ISBN 85-7526-116-9
Fonseca Laura Pereira da;
Culturas juvenis, percursos femininos. ISBN: 972-774-107-X
Silva, Sofia Marques; Exuberâncias e Transfigurações de Si numa casa de Juventude, FPCEUP, 2008
Observações Bibliográficas
Para além das referências bibliográficas indicadas são fornecidas outras referências bibliográficas no Programa da Disciplina que é entregue a todos/as os/as estudantes na primeira aula.
Alguns textos de apoio serão incluídos numa colectânea e disponibilizados aos/às estudantes.
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
As metodologias de ensino-aprendizagem são:
- nas actividades de contacto: exposição, debate de temas, trabalho de grupo, orientação tutorial, avaliação da aprendizagem.
- no trabalho autónomo: leitura e análise de textos, pesquisa bibliográfica, elaboração de trabalhos.
Palavras Chave
Ciências Sociais
Tipo de avaliação
Avaliação distribuída sem exame final
Componentes de Avaliação
| Descrição |
Tipo |
Tempo (Horas) |
Peso (%) |
Data Conclusão |
| Aulas da disciplina (estimativa) |
Participação presencial |
32,00 |
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|
Total: |
- |
0,00 |
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Obtenção de frequência
De acordo com o estipulado no “Regulamento dos princípios a observar na avaliação dos discentes da Universidade do Porto e normas específicas a aplicar nos cursos de Ciências de Educação e de Psicologia da FPCE” aprovado pelo Conselho Pedagógico da FPCE/UP e de acordo com a modalidade de avaliação da disciplina (Avaliação Contínua com exame final), o/a estudante obtém a frequência da unidade curricular se, tendo estado regularmente inscrito/a, não exceder o número limite de faltas correspondente a 25 % das aulas previstas, sendo necessária a obtenção de uma classificação final igual ou superior a 10 valores para obter aproveitamento
Fórmula de cálculo da classificação final
O cálculo da classificação final faz-se da seguinte forma:
a) para os/as estudantes que obtenham frequência:
- a planificação do ensaio, a ser entregue no decurso da disciplina, em data a acordar entredocente e estudantes, terá uma ponderação de 10% na classificação final, sendo avaliados, no documento entregue, a qualidade da estruturação e da argumentação relativamente análise a privilegiar;
- a versão final do ensaio, a ser entregue no fim do semestre, em data a combinar, terá uma ponderação de 90% na classificação final sendo avaliados a sua estrutura, foco de análise, pertinência e rigor da análise, mobilização e articulação de conteúdos e a reflexão analítica e crítica.
Estes dois momentos serão classificados numa escala de 0 a 20 valores, com as ponderações já referidas na classificação final da disciplina.
b) para os/as estudantes que não obtenham frequência o exame final terá uma ponderação de 100% na classificação final.
Em ambos os casos a classificação final é expressa numa escala de 0 a 20 valores, sendo necessária a obtenção de uma classificação final igual ou superior a 10 valores para obter aproveitamento.
Avaliação especial (TE, DA, ...)
De acordo com o número 4 do artigo 9º do “Regulamento dos princípios a observar na avaliação dos discentes da Universidade do Porto e normas específicas a aplicar nos cursos de Ciências de Educação e de Psicologia da FPCE” os/as estudantes que por lei estão dispensados/as da presença nas aulas poderão realizar a disciplina através da “Avaliação distribuída com exame final” , sendo no entanto, adicionalmente, obrigados/as à apresentação de dois relatórios sobre dois dos temas do programa a combinar com o docente (assim como a data da respectiva entrega).
Melhoria de classificação
Os/as estudantes que pretendam melhorar a classificação final e aqueles que não obtiveram aproveitamento poderão fazê-lo através da melhoria do ensaio realizado, a entregar na época de recurso estipulada no calendário escolar.
Observações
EXPLICITAÇÃO DO MODO DE AVALIAÇÃO
De acordo com o “Regulamento dos princípios a observar na avaliação dos discentes da Universidade do Porto e normas específicas a aplicar nos cursos de Ciências de Educação e de Psicologia da FPCE” aprovado pelo Conselho Pedagógico da FPCE/UP a modalidade de avaliação nesta disciplina será a “Avaliação Contínua sem exame final”.
Tendo em conta que a avaliação deverá fornecer indicações sobre o grau de consecução dos objectivos de aprendizagem e das competências que se pretendem atingir através da frequência da disciplina, bem como constituir-se como um instrumento de aprendizagem, a avaliação será feita através da realização de um ensaio individual que deverá consistir na exploração de um tema ou medida de política jovem relacionada, a escolher pelos/as estudantes de acordo com os seus interesses de investigação, intervenção e formação. O ensaio será objecto de acompanhamento no âmbito das actividades de tutoria e deverá ser entregue um documento escrito onde conste a planificação do mesmo, no decurso do semestre, em data a acordar entre a docente e os/as estudantes. A sua versão final e completa deverá ser entregue no final durante a época estabelecida institucionalmente para a realização da avaliação. Este ensaio pode ser de índole disciplinar ou interdisciplinar, sendo concebido como contributo para actividades de investigação e de formação profissional. O ensaio tem como objectivos mais importantes instigar o aprofundamento e mobilização dos conteúdos do programa e contar com uma reflexão do programa científico como um todo.