Políticas Sociais, Governamentalidade e Lazer
| Áreas Científicas |
| Classificação |
Área Científica |
| OFICIAL |
Estudos Sociais/Políticas Públicas |
Ocorrência: 2008/2009 - 1S
Ciclos de Estudo/Cursos
| Sigla |
Nº de Estudantes |
Plano de Estudos |
Anos Curriculares |
Créditos UCN |
Créditos ECTS |
Horas de Contacto |
Horas Totais |
| MCED |
17 |
Plano Oficial |
1 |
- |
6 |
- |
|
Língua de trabalho
Português
Objetivos
As transformações que se vêm operando na organização do trabalho, fundamentalmente resultantes dos progressos tecnológicos, pressupõem a libertação de tempos até aí condicionados ao exercício do trabalho, mas fundamentalmente de uma ocupação desses tempos (idealmente) enriquecedora dos indivíduos e da qualidade de vida. No entanto, a perda de força da noção de propriedade social, inscrita na relação salarial, parece anunciar novas assimetrias na detenção da propriedade e, em decorrência, a fragilização do laço social.
Se se afigura inquestionável o acréscimo de tempo livre, é aquilo que as sociedades escolham fazer com ele que determinará o incremento qualitativo da vida dos seus cidadãos; se a escolha é o desemprego ou se a escolha é o lazer, fará a diferença substantiva da organização e desenvolvimento das sociedades contemporâneas.
São objectivos da Unidade Curricular:
- Aprofundar historicamente a noção de «tempo social» enquanto conceito aglutinador da norma, dos valores e da ética social
- Problematizar a transição de uma sociedade centrada no tempo social «trabalho» para uma sociedade centrada no tempo social «lazer»
- Identificar os modos de habilitação do lazer, nomeadamente no campo educativo formal, não formal e informal
- Identificar os modos de (re)habilitação do trabalho num contexto de transição para a sociedade do lazer
Programa
1 – O advento da sociedade do lazer por contraponto à sociedade salarial segundo as noções de «tempos sociais», «tempo» e «ordem social».
1.1. Na flecha do tempo, a centralidade do sagrado, do religioso e, na modernidade, do trabalho
A) A dimensão quasi-ontológica do trabalho na base da incompreensão da sua capitulação como «tempo social» dominante
B) A sociedade do lazer ou a interrogação sobre uma nova ordem social
1.2. A centralidade do trabalho e a reorganização geracional:
A) A idade anterior ao trabalho, a idade do trabalho e a idade do pós-trabalho
B) Simetria das relações inter-geracionais como interrogação do «tempo social» dominado pela família
1.3. Políticas sociais e novos modos de participação política e do exercício da cidadania
2 – Ócio, uma abordagem pedagógica
A) Diversificação das abordagens educativas não formais e informais na reconceptualização da educação formal
B) Génese da Pedagogia do Ócio
C) Da «democratização da cultura» à «democracia cultural»
3 – Negócio, uma abordagem económica
A) Do assalariado ao empreendedor ou a «ficção da igualdade contratual»
B) Emprego, laço social e espaço público; uma articulação que supera o económico, que recupera o político
C) Reconceptualizar o trabalho: do empreendedorismo numa economia solitária ao trabalho cooperativo numa economia solidária
Bibliografia Obrigatória
Dávila Balsera Paulí 340;
Juventud, empleo y tiempo libre. ISBN: 84-7585-235-1
Castel Robert;
Les métamorphoses de la question sociale. ISBN: ISBN 2-07-040994-5
Clot Yves;
Le travail sans l.homme?. ISBN: ISBN 2-7071-2445-1
Dumazedier Joffre;
Revolution culturelle du temps libre. ISBN: ISBN 2-86563-176-1
Luis Gómez Alberto;
Aproximación histórica al estudio de la geografía del ocio. ISBN: 84-7658-101-7
Gorz André;
Métamorphoses du travail quête du sens. ISBN: ISBN 2-7186-0340-2
Laville Jean-Louis;
Une^troisième voie pour le travail. ISBN: 2-220-04588-9
Leif Joseph;
Tiempo libre y tiempo para uno mismo. ISBN: 84-277-0972-2
Méda Dominique;
Le travail. ISBN: ISBN 2-7007-3659-1
Rifkin Jeremy;
O fim dos empregos. ISBN: ISBN 85-346-0571-8
Robertson James;
Future work. ISBN: ISBN 0-85117-260-1
Puig Rovira Josep M.;
La^pedagogía del ocio. ISBN: 84-7584-064-7
Sue Roger;
Temps et ordre social. ISBN: 2-13-045760-6
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
As sessões de formação, com uma duração de 4 horas, dividem-se em duas partes:
- uma primeira parte, de cerca de metade do tempo de duração da sessão, consagrada a uma abordagem predominantemente positiva dos conteúdos da unidade curricular;
- uma segunda parte, igualmente de cerca de metade do tempo de duração da sessão, consagrada ao debate em pequeno grupo e em grnade grupo, bem como à apresentação de textos fundamentadores.
Palavras Chave
Ciências Sociais > Ciências da educação > Educação
Tipo de avaliação
Avaliação distribuída sem exame final
Componentes de Avaliação
| Descrição |
Tipo |
Tempo (Horas) |
Peso (%) |
Data Conclusão |
| Aulas da disciplina (estimativa) |
Participação presencial |
56,00 |
|
|
|
Total: |
- |
0,00 |
|
Obtenção de frequência
Nos termos do Regulamento de Avaliação, os estudantes obtêm freuqência quando participarem em 3/4 das sessões efectivamente realizadas. Exceptuam-se aqueles estudantes que, por lei estão dispensados da presença nas aulas, o que não so dispensa, contudo, das componentes de avaliação distribuida.
Fórmula de cálculo da classificação final
A Unidade Curricular é objecto de um trabalho de síntese escrito, em torno das temáticas abordadas no seu conjunto ou, alternativamente, incidindo prioritariamente sobre uma determinada temática. A avaliação deste trabalho de síntese é sempre individual, o que não obstaculiza, no entanto, que a reflexão em torno do mesmo possa ser pensada em grupo. Sobre esta componente da avaliação incidirá uma ponderação de 75%.
Uma segunda componente da avaliação prevê a apresentação e defesa de um texto fundamentador da Unidade Curricular, de acordo com distribuição efectuada pelo docente, no decurso de uma sessão de formação e deverá serfeita colectivamente. Sobre estya componente de avaliação incidirá uma componente de 25%.
Provas e trabalhos especiais
Nõ aplicável.
Avaliação especial (TE, DA, ...)
As componentes de avaliação mantêm-se para os estudantes que gozam de estatuto especial. Embora de acordo com o Regulamento de Avaliação estes estudantes estejam dispensados de frequência, considera-se a apresentação e defesa de um texto fundamentador em sessão de formação um momento formal de avaliação, para o qual será emitida a referida declaração.
Melhoria de classificação
O estudante pode propor-se a melhoria de classificação de nota apenas no que se refere ao trabalho individual de síntese escrito. Esta consistirá numa reformulação do referido trabalho, sendo que a nota final obtida, se superior à anterior nota da Unidade Curricular, será a considerada.
Observações
A falta da componente de avaliação distribuída respeitante à apresentação e defesa de um texto, dada a impossibilidade de ser efectuada nos moldes previstos uma vez terminada a Unidade Curricular, pressupõe a entrega de um testo apresentador, nos mesmos moldes, sob pena da avaliação da Unidade Curricular apenas incidir sobre a ponderação de 75%.