| Código: | DE125 | Sigla: | FEGAE |
| Áreas Científicas | |
|---|---|
| Classificação | Área Científica |
| OFICIAL | Ciências da Educação |
| Ativa? | Sim |
| Unidade Responsável: | Ciências da Educação |
| Curso/CE Responsável: | Mestrado em Ciências da Educação |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Anos Curriculares | Créditos UCN | Créditos ECTS | Horas de Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| MCED | 11 | Plano Oficial | 1 | - | 6 | 49 | 162 |
Abordar os principais sentidos de reflexão crítica que se tem vindo a travar nos mais diferentes campos epistemológicos relacionados com a área da administração e da gestão educacional. Trata-se de (i) pensar e problematizar processos epistemológicos e educacionais; (ii) conhecer e desenvolver processos de autonomia e de governação democrática; (iii) desenvolver projetos nos campos da administração, gestão e lideranças educacionais, e propiciar a criação de momentos críticos e solidários de cooperação, de reflexão e de debate que favoreçam:
Este programa aborda questões ligadas às teorias, concepções, modelos epistemológicas e práticas de administração e gestão escolar a partir da compreensão das caraterísticas sócio-organizacionais do Estado, do sistema educativo e da escola. O estudo destes processos visa desenvolver e fundamentar uma concepção epistemológica mais heurística e dialéctica de administração das organizações educativas (enquanto teoria e prática) considerando a especificidade e complexidade estrutural destas e perceber criticamente a função e a necessidade dos modelos e processos de gestão e administração das organizações enquanto sistemas de regulação e ou emancipação.
Resultados de aprendizagem
Os conteúdos desta unidade curricular terão de ter em conta o perfil e os interesses dos estudantes que procuraram o domínio do mestrado onde se enquadra esta unidade, ainda que haja um conjunto de problemáticas de referência que permitem balizar quer o trabalho de formação que tem lugar na referida unidade quer, igualmente, apoiar o processo de exploração dos interesses atrás mencionados. Nessa perspetiva parte-se de um modo heurístico de problematizar e enunciar os estudos e estrutura-se numa intencionalidade educativa crítica sustentada nos contributos de três eixos teóricos e suas subáreas temáticas: (i) Paradigmas e Cognições em Administração, (ii) Epistemologias em Gestão e Administração e (iii) Fundamentos Epistemológicos em Autonomia e Administração Educacional.
PROGRAMA:
Em suma, são estes os conteúdos paradigmáticos que servem de referência à configuração da unidade curricular. Trata-se de conteúdos que se relacionam com alguns dos desafios concretos com os quais as escolas se debatem, os quais servirão de pretexto, também, ao desenvolvimento de uma reflexão mais ampla sobre o tempo histórico, epiostemológico político e educativo em que vivemos, na medida em que não é possível dissociar aqueles conteúdos das vicissitudes e configurações deste mesmo tempo e das suas dinâmicas.
Bibliografia Obrigatória
Antunes, Fátima & Sá, Virgínio (2010). Públicos Escolares e Regulação da Educação: Lutas concorrenciais na arena educativa. Vila Nova de Gaia: Fundação Manuel Leão.
Boavida, João, Amado, João (2008). Ciências da educação : epistemologia, identidade e perspectivas. 2ª ed . Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2008. ISBN 978-989-8074-63-8.
Barroso, João (org.) (2006). A Regulação das Políticas Públicas de Educação. Lisboa: Educa.
Barroso, João (1996). O estudo da escola. Porto: Porto Editora.
Bates, Richard (2006). Educational administration and social justice. Education, Citizenship and Social Justice, vol. 1(2), pp. 141-156.
Brassard, André (2000). L’institutionnalisation du champ d’études de l’administration de l’éducation. Revue Française de Pédagogie, n. 130, pp. 15-28.
Bush, Tony (2003). Theories of Educational Leadership and Management. London: Sage.
Correia, José A. (1998). Para uma teoria crítica em educação: Contributos para uma recientificação do campo educativo. Porto: Porto Editora.
Costa, Jorge A.; Neto-Mendes, António; Ventura, Alexandre (2007). A assessoria na educação em debate. Universidade de Aveiro, 2007.
Estêvão, Carlos V. (2004). Educação, justiça e autonomia. Porto: Asa Editores.
Evers, Colin & Lakomsky, Grabriele (2000). Doing Educational Administration - A theory of administrative practice. Amsterdam: Pergamon Press.
Ferreira, Elisabete (2017). Em volta do governo das escolas as autonomias são credíveis? In Lima, Licínio, Sá, Virgílio, orgs. (2017). O governo das escolas - Democracia, controlo e performatividade. Braga: Edições Húmus. ISBN 978-989-755-265-6
Ferreira, Elisabete, Correia, José Alberto, & Lopes, Adélia (2015). Repensar as lideranças escolares em questões de aprendizagem e equidade. Revista Lusófona de Educação, 30, 59-72.
Ferreira, Elisabete (2012). (D)enunciar a autonomia. Contributos para a compreensão da génese e da construção da autonomia escolar. Porto: Porto Editora.
Freire, Paulo (1997). Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Griffiths, Daniel (1979). Intellectual turmoil in educational administration. Educational Administration Quarterly, n. 15, vol. 3, pp. 45-65.
Lima, Licínio C. (2007). Administração da educação e autonomia das escolas. In Conselho Nacional de Educação. A educação em Portugal (1986-2006). Lisboa: CNE.
Lima, Licinio C. (2001). A escola como organização educativa: uma abordagem sociológica. São Paulo: Cortez.
Morgan, Gareth (1989). Images de l.organisation. Québec : Les Presses de l’Université Laval.
Nóvoa, António S. (org.) (1992). As Organizações Escolares em Análise. Lisboa: Publicações Dom Quixote.
Paro, Vítor H. (1988). Administração escolar. Introdução crítica. 3ª ed. São Paulo: Cortez.
Trindade, Rui (2009). Escola, Poder e Saber: a acção pedagógica em debate. Porto: Livpsic.
| Designação | Peso (%) |
|---|---|
| Participação presencial | 10,00 |
| Trabalho escrito | 90,00 |
| Total: | 100,00 |
| Designação | Tempo (Horas) |
|---|---|
| Estudo autónomo | 113,00 |
| Frequência das aulas | 49,00 |
| Total: | 162,00 |
Cumprem-se os requisitos legais para os estudantes ordinários ou detentores de um estatuto especial. A modalidade de avaliação adotada é a avaliação distribuída sem exame final garantida a frequência de 75% das aulas dadas. Seguindo os princípios desta modalidade a avaliação desta componente de formação contempla:
- 1.Participação ativa nas aulas na realização dos trabalhos/exercicios propostos e que integram os conteúdos discutidos.
- 2. Pesquisa individual e de grupo.
- 3. Haverá também um momento de avaliação formal, síntese escrita e presencial, no final do semestre.
A avaliação é de tipo “avaliação distribuída sem exame final” e é constituída pelas seguintes componentes:
Participação ativa nas aulas - 10%
Momento de avaliação formal individual, Síntese escrita - 90%
No caso de o aluno obter insucesso numa das componentes de avaliação previstas terá de reformular a componente em causa. Considera-se insuficiente a avaliação abaixo de 8 valores por componente de avaliação. A classificação final atribuída será expressa numa escala de 0 a 20 valores.
Não estão previstos.
Poderá realizar-se de acordo com a legislação em vigor-exame final.