| Código: | DE209 | Sigla: | PE |
| Áreas Científicas | |
|---|---|
| Classificação | Área Científica |
| CNAEF | Estudos Sociais/Políticas Públicas/ Ciências da Educação |
| Ativa? | Sim |
| Unidade Responsável: | Ciências da Educação |
| Curso/CE Responsável: | Mestrado em Ciências da Educação |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Anos Curriculares | Créditos UCN | Créditos ECTS | Horas de Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| MCED | 38 | Plano Oficial | 1 | - | 6 | 49 | 162 |
A unidade curricular Análise de Políticas Educativas visa munir os estudantes com competências de análise dos textos, dos discursos e dos processos políticos em educação, identificando aí a acção dos diferentes agentes do processo político em educação e respectivas consequências. Assim, a APE pretende alargar a análise da natureza dos discursos às práticas políticas e à análise dos seus ‘efeitos’ sociais e educativos. Dado o perfil dos graduados que se pretende formar, esta última dimensão visa incrementar a reflexividade individual, social e profissional e, nesses termos, criar as condições de exercício de ‘imaginação sociológica’, isto é, a competência para configurar e propor alternativas.
Objectivos:
-Identificar as matrizes discursivas de dadas políticas educativas.
- Conhecer teorias e metodologias utilizadas para o estudo das políticas de educação.
- Analisar textos de política educativa.
- Relacionar os mandatos educativos aos níveis global, nacional e local.
-Analisar as políticas educativas em Portugal no contexto da rede global da sociedade e da economia do conhecimento.
-Identificação de diferentes metodologias de análise de políticas educativas e das implicações teórico-metodológicas das diferentes abordagens.
- Identificação, através de análise, os ‘temas’ políticos de dadas políticas educativas.
- Categorização dos argumentos políticos veiculados pelas escolas de pensamento político.
Resultados de aprendizagem:
- Produção de análises de políticas educativas.
I. A política como discurso e como texto
i. As perspectivas estruturalistas e pós-estruturalistas: linguagem, texto, discurso e realidade social.
ii . A reconfiguração das políticas sociais, das políticas públicas e das políticas educativas numa era de transição.
II. Teorias e métodos do estudo das políticas educativas
i. A teoria dos sistemas; o pluralismo; o marxismo; o neoliberalismo. O projecto das Ciências Sociais. ii. A análise discurso (E. Laclau e C. Mouffe ; N. Fairclough), a análise de políticas da educação (J. Codd) e o ‘ciclo de políticas’ (Ball e Bowe).
III. Os ‘temas’ da política educativa
i. O liberalismo clássico (natureza humana, individualismo, propriedade e educação).
ii. O liberalismo social-democrata (o consenso keynesiano sobre o Estado- Providência e a educação).
iii. O neoliberalismo (o mercado como regulação) - a ‘nova direita’ e o neoliberalismo. - A escola austríaca e a escola de Chicago (o individualismo político e metodológico). - O neoliberalismo e a reconfiguração das instituições educativas.
IV. Estado e sociedade em Portugal – as políticas educativas e a educação
i. A posição semi-periférica de Portugal no sistema-mundo e as especifidades do Estado português.
ii. As políticas educativas e o desenvolvimento do sistema educativo português
iii. A reconfiguração do mandato educativo no contexto da sociedade e economia do conhecimento.
Exposição, debate, exposição por parte dos/as estudantes de textos e de trabalhos. Trabalho individual e trabalho de grupo.
| Designação | Peso (%) |
|---|---|
| Participação presencial | 25,00 |
| Trabalho escrito | 75,00 |
| Total: | 100,00 |
| Designação | Tempo (Horas) |
|---|---|
| Elaboração de projeto | 20,00 |
| Estudo autónomo | 45,00 |
| Frequência das aulas | 33,00 |
| Trabalho de campo | 8,00 |
| Trabalho de investigação | 34,00 |
| Trabalho laboratorial | 22,00 |
| Total: | 162,00 |
O/a estudante obtém a frequência da unidade curricular se, tendo estado regularmente inscrito/a, não exceder o número limite de faltas correspondente a 25 % das aulas previstas.
Avaliação distribuída sem exame final
Do processo de avaliação constarão os seguintes momentos:
i. Participação nas tarefas distribuídas nas sessões
ii. Elaboração de um esquema de desenvolvimento de um artigo científico
iii. Produção de um artigo, com um máximo de 3000 palavras (com referências bibliográficas), com as seguintes características:
- identificação de uma problemática (introdução teórica com revisão da literatura) - identificação e justificação da metodologia de análise política
- análise de uma dada política ou corpus de textos de política - discussão dos resultados da análise e conclusão
A classificação da unidade curricular é expressa numa escala inteira de 0 a 20. Terá em consideração o envolvimento dos estudantes nas tarefas respeitantes ao ponto i. A classificação deste envolvimento será calculada a partir de uma ponderação máxima de 25% numa escala inteira de 0 a 20.
A actividade referente ao ponto ii (Elaboração de um esquema de desenvolvimento de um artigo científico) e o artigo, ponto iii, avaliado a partir das características especificadas, terão uma ponderação de 75% numa escala inteira de 0 a 20.
A classificação final da unidade curricular resultará da soma das duas componentes. A participação nas tarefas distribuídas nas sessões e a elaboração de um esquema de desenvolvimento para o artigo, sem a consecução do mesmo e respectiva entrega ao docente, não têm classificação. Nestes casos, os estudantes terão de usar as formas de avaliação de recurso da unidade curricular.
Os estudantes, em situações previstas pela legislação e pelos regulamentos em vigor, que não frequentem as aulas terão, além do artigo acima referido, de entregar duas fichas de leitura (em datas a combinar o docente), uma, com base nas leituras recomendadas para o ponto I do programa e, outra, sobre textos recomendados para o ponto II do programa.
Para efeitos de melhoria de nota, sem nova frequência da unidade curricular, ou como recurso, os estudantes terão ou de (re)escrever o artigo acima caracterizado ou de fazer a sua discussão/defesa oral.