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Provas de Doutoramento em Psicologia - Ana Gonçalves Areal Rothes

03 de março | 15h | Auditório 1

Provas de doutoramento no ramo de Psicologia, requeridas pela Mestre Ana Gonçalves Areal Rothes.

Apreciação da tese intitulada: "A motivação para a educação e a formação nos adultos: razões, crenças e objetivos dos adultos que se envolvem em atividades educativas e formativas"

Orientação de:
Doutora Marina Gomes Serra de Lemos e Doutora Maria Teresa Martins Gonçalves (ESSE- IPVC)


Júri:
  • Doutora Maria de São Luís de Vasconcelos Fonseca e Castro Schöner
  • Doutora Maria Paula Barbas Albuquerque Paixão
  • Doutora Maria Cristina Quintas Antunes
  • Doutora Marina Gomes Serra de Lemos - orientadora
  • Doutor Joaquim Luís Braga dos Santos Coimbra
  • Dr. José Manuel Almeida de Castro

A sessão é aberta a todos os interessados.


RESUMO:

A motivação é um aspeto fundamental na iniciação, persistência e direção dos comportamentos humanos e na área educativa tem mostrado uma relação importante com o empenho, realização, aprendizagens e satisfação dos alunos. Apesar de a investigação na área da motivação e aprendizagem dos estudantes tradicionais ser vasta, o número de estudos que se foca nas dinâmicas motivacionais dos aprendentes adultos ou estudantes não-tradicionais é relativamente escasso. A crescente importância da Aprendizagem ao Longo da Vida no desenvolvimento económico, social e cultural das sociedades modernas torna imperativo compreender os processos motivacionais envolvidos na iniciação e manutenção dos comportamentos de aprendizagem e procura educativa dos adultos, de forma a contribuir para aumentar e melhorar a qualidade da sua participação.
O principal objetivo desta tese foi compreender a motivação para a educação e formação dos aprendentes adultos sob o enquadramento de alguns dos mais importantes modelos sociocognitivos da motivação, como a Teoria da Autodeterminação e a Teoria dos Objetivos de Realização. Para tal, desenvolveram-se quatro estudos empíricos onde, numa amostra diversificada de aprendentes, foram avaliadas várias dimensões motivacionais (motivos de adesão, crenças de autoeficácia e autoconceito académico, razões subjacentes ao envolvimento e objetivos pessoais de realização), a sua relação com variáveis de resultado (empenho, aprendizagem profunda, realização académica) e as diferenças entre grupos de acordo com as variáveis sociodemográficas e a modalidade de curso frequentada. Foram também explorados perfis motivacionais de motivação autónoma e motivação controlada e os seus efeitos, e foi desenvolvido um modelo de mediação que integrou várias dimensões motivacionais e de resultado e que foi testado numa amostra de estudantes tradicionais e de estudantes não-tradicionais.
Os resultados dos estudos mostraram que, no geral, os aprendentes adultos apresentam um padrão motivacional bastante positivo, caracterizado por níveis elevados de motivação autónoma, objetivos de mestria e autoeficácia. No entanto, também ficou patente a associação entre determinadas características sociodemográficas e tipologia de curso frequentada e um padrão motivacional mais debilitante. Estes resultados levam-nos a recomendar que, em particular com grupos de aprendentes mais vulneráveis, os profissionais de educação de adultos apostem em práticas educativas que promovam a autonomia, a mestria e a confiança na capacidade dos aprendentes.


ABSTRACT:

Motivation is essential for the initiation, persistence and direction of human behavior, and in the education field it has shown to relate strongly with students’ level of engagement, achievement, learning and satisfaction. Although research on motivation and learning is vast for traditional students, there is a relative lack of studies that focus on the motivational dynamics of adult, non-traditional learners. The growing importance of Lifelong Learning for the economic, cultural and social development of modern societies makes it an imperative that we attempt to understand the motivational processes involved in Adults’ initiation and maintenance of learning and education-seeking behaviors, in order to increase and improve this participation.
The main goal of this thesis is to understand the motivation for education and training of adult learners using the framework of some of the most important sociocognitive models of motivation, like Self-Determination Theory and Achievement Goal Theory. We conducted four empirical studies in a diversified sample of adult learners and assessed several motivational dimensions (motives for enrollment, self-efficacy and academic self-concept beliefs, underlying reasons for engagement and personal achievement goals), their relationship with outcome variables (engagement, deep-learning and academic achievement) and group differences according to sociodemographic variables and type of course attended. We also explored motivational profiles of autonomous motivation and controlled motivation and their effects, and we developed an integrated, meditational model that included motivational and outcomes variables and that was tested in a sample of traditional students and in a sample of non-traditional students.
Results showed that in general adult learners present a positive motivational pattern, characterized by high levels of autonomous motivation, mastery goals and self-efficacy beliefs. However, it was also patent the association between certain sociodemographic characteristics and type of course attended and a more debilitating motivational pattern. We recommend therefore that, particularly with more vulnerable groups of learners, adult education professionals focus on educational practices that promote the autonomy, mastery goals and self-confidence of learners.


RÉSUMÉ:

La motivation est essentielle à l’initiation, à la persistance et à la direction du comportement humain et, dans le domaine de l’éducation, elle est étroitement liée au niveau d’engagement, de réussite, d’apprentissage et de satisfaction des élèves. Bien que la recherche sur la motivation et l'apprentissage soit vaste pour les étudiants traditionnels, il existe un manque relatif d'études se concentrant sur la dynamique motivationnelle des apprenants adultes non traditionnels. L'importance croissante de l'apprentissage tout au long de la vie pour le développement économique, culturel et social des sociétés modernes rend impératif d'essayer de comprendre les processus de motivation impliqués dans l'initiation et le maintien de comportements d'apprentissage et de recherche d'éducation, afin d'augmenter et d'améliorer cette participation.
L'objectif principal de cette thèse est de comprendre la motivation pour l'éducation et la formation des apprenants adultes à l'aide du cadre des modèles sociocognitifs de motivation les plus importants, tels que la Théorie de l'Autodétermination et la Théorie des Buts d’Accomplissement. Nous avons mené quatre études empiriques sur un échantillon diversifié d’apprenants adultes et nous avons évalué plusieurs dimensions de la motivation (motivations de l’inscription, auto-efficacité et concept de soi académique, raison sous-jacente à l’engagement et objectifs personnels de réalisation), leur relation avec les variables de résultat (apprentissage en profondeur et réussite scolaire) et les différences de groupe en fonction des variables sociodémographiques et du type de cours suivi. Nous avons également exploré les profils motivationnels de motivation autonome et de motivation contrôlée et leurs effets, et nous avons développé un modèle de médiation qui comprenait des variables de motivation et de résultats et qui a été testé sur un échantillon d’élèves traditionnels et sur un échantillon d’élèves non traditionnels.
Les résultats ont montré qu'en général les apprenants adultes présentent un modèle de motivation positif, caractérisé par de hauts niveaux de motivation autonome, des buts de maîtrise et des convictions d'auto-efficacité. Cependant, l’association entre certaines caractéristiques sociodémographiques et le type de cours suivis et un schéma de motivation plus débilitant était manifeste. Nous recommandons donc que, particulièrement avec des groupes d’apprenants plus vulnérables, les professionnels de l’éducation des adultes donnent la priorité aux pratiques éducatives qui favorisent l’autonomie, les objectifs de maîtrise et la confiance en soi des apprenants.

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