Resumo (PT):
A solidão é um dos conceitos mais importantes em Psicologia e tem um forte impacto
na área da saúde mental. O principal objetivo da presente investigação consiste em estudar o
papel preditor do apoio social, da satisfação com a vida, dos problemas psicológicos, da autoestima
e dos estilos educativos parentais na determinação da solidão. Foram assim realizados
cinco estudos com estudantes universitários da Palestina.
Os participantes foram 954 estudantes de vários departamentos da Universidade AnNajah
National e da Universidade Arab American. Foram utilizadas as versões árabes de
UCLA Loneliness Scale, Satisfaction with Life Scale (SWLS), Multidimensional Scale of
Perceived Social Support (MSPSS), Psychological Problems Scale (PPS), Satisfaction with
Love Life Scale (SWLLS), Love Attitudes Scale (LAS), Rosenberg Self-Esteem Scale (RSS),
versão curta da UCLA Loneliness Scale (ULS-6), Social and Emotional Loneliness Scale for
Adults- Short Form (SELSAS) and Parental Authority Questionnaire (PAQ).
Na análise de dados recorreu-se ao t-test para amostras independentes e à one-way
ANOVA, para explorar os efeitos do género e de outras variáveis sociodemográficas na
solidão, à análise das correlações para examinar a associação entre solidão e as restantes
variáveis do estudo, e à análise de regressão múltipla hierárquica, para explorar os preditores
da solidão.
De uma forma global, os resultados mostraram diferenças de género na solidão, com o
sexo masculino a apresentar níveis mais elevados, e que os estudantes com níveis mais
elevados de solidão, se sentiam menos satisfeitos com a sua vida e percebiam menos apoio da
parte dos amigos, família e outros significativos. Os resultados também revelaram que a
solidão estava negativamente associada com os estilos de amor, Eros, Storge e Pragma, bem
como com a satisfação com a sua vida amorosa, a qual era o melhor preditor da solidão.
Finalmente, considerando as várias dimensões da solidão, os resultados revelaram que o
melhor preditor da solidão social era o apoio por parte dos amigos, o melhor preditor da
solidão romântica era o apoio por parte dos outros significativos e que o melhor preditor da
solidão familiar era o apoio por parte da família. É feita uma discussão das limitações destes
estudos, seguida da apresentação das implicações dos resultados e das sugestões para
investigações futuras.
Idioma:
Inglês
Nº de páginas:
198