Resumo (PT):
Neste artigo, relemos O Que Fazem Mulheres e revisitamos algumas vertentes de um romance ímpar, passível de várias abordagens, que bem merece o qualificativo de romance filosófico atribuído pelo autor. Em diálogo com outros exegetas de Camilo, e apoiada num exercício de close-reading do texto, procedemos à anatomia do romance, tentando evidenciar a sua faceta crítica e os sinais e programas de modernidade que contém, desde um libelo em favor das mulheres à crítica à dicotomia entre razão e emoção, apelando de vários modos, à cooperação dos leitores.
Abstract (EN):
In this article, we re-read O Que Fazem Mulheres and revisit some strands of an extraordinary novel, given to multiple approaches, which justly deserves the label of philosophical romance, attributed to it by its author. In a dialogue with other exegetes of Camilo, and grounded in a close reading of the text, we undertake an anatomy of the novel seeking to highlight its critical dimension and the signs and programs of modernity it contains—from a polemical defense of women to a critique of the dichotomy between reason and emotion, while, in various ways, calling upon the cooperation of readers.
Idioma:
Português
Tipo (Avaliação Docente):
Científica