| Código: | Q4020 | Sigla: | Q4020 | Nível: | 400 |
| Áreas Científicas | |
|---|---|
| Classificação | Área Científica |
| OFICIAL | Química |
| Ativa? | Sim |
| Unidade Responsável: | Departamento de Química e Bioquímica |
| Curso/CE Responsável: | Mestrado em Química |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Anos Curriculares | Créditos UCN | Créditos ECTS | Horas de Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| M:BQ | 1 | Plano de Estudos do MBIOQ_2013-2014 | 1 | - | 6 | 56 | 162 |
| M:Q | 10 | Plano estudos oficial até 2022/2023 | 1 | - | 6 | 56 | 162 |
Esta disciplina visa globalmente a familiarização dos estudantes com conceitos e fundamentos básicos da área de interfaces e materiais coloidais, e com a sua aplicação direta no conhecimento e compreensão de processos e técnicas usados no quotidiano, na indústria, nas aplicações biomédicas e farmacêuticas, nas nanociências e nanotecnologia, e em modernas tecnologias em geral.
Constituem objectivos específicos da disciplina:
(i) identificar e caraterizar diferentes tipos de sistemas coloidais e interfaces de interesse em química e bioquímica, de que são exemplos micelas, lipossomas, monocamadas e filmes nanoestruturados, membranas biológicas, emulsões, nano-e microtúbulos, cristais líquidos e géis poliméricos;
(ii) correlacionar a organização e as interacções supramoleculares dos sistemas com as suas propriedades e comportamento macroscópicos;
(iii) analisar o modo como as propriedades dos sistemas coloidais são usadas em interfaces biológicas (por ex., regeneração de tecidos), novos materiais (biomateriais e nanomateriais) e diversas aplicações práticas, tais como detergência e emulsificação, entrega controlada de fármacos, terapia génica não viral e alimentos;
(iv) conhecer técnicas experimentais importantes para caracterização de colóides e interfaces.
No final da disciplina, o aluno deverá ter adquirido as seguintes competências:
- saber identificar os diferentes tipos de sistemas coloidais e suas propriedades genéricas;
- saber caracterizar os principais aspectos das interfaces;
- saber racionalizar a relação estrutura-função em diversos sistemas e materiais coloidais em química e bioquímica;
- compreender e contatar experimentalmente com algumas técnicas de caraterização de materiais coloidais;
- compreender aspectos essencias do mecanismo de funcionamento de diversos produtos e materiais usados no quotidiano e que envolvem conceitos de interfaces e colóides;
- desenvolver capacidades de pesquisa autónoma;
- partilhar e comunicar informação/conhecimentos adquiridos.
Aulas Teóricas
I. INTRODUÇÃO AO ESTADO COLOIDAL, INTERFACES E SISTEMAS NANO-ORGANIZADOS.
Definição de sistema coloidal e interface; interdependência. Dispersões coloidais, colóides associativos e colóides macromoleculares. Propriedades diferenciadoras básicas. Importância técnica e biológica. Tensioativos, lípidos, sistemas auto-organizados, interfaes biológicas - introdução.
II. PROPRIEDADES INTERFACIAIS, ADSORÇÃO E INTERFACES BIOLÓGICAS.
Interfaces líquido-gás e líquido-líquido: tensão superficial e interfacial; superfícies curvas e capilaridade; isotérmica de adsorção de Gibbs; adesão e coesão; filmes moleculares. Interfaces sólido-líquido e sólido-gás: molhagem e espalhamento; isotérmicas de adsorção. Interfaces biológicas.
III. SISTEMAS AUTO-ORGANIZADOS
Moléculas anfifílicas e relação estrutura-função. Fundamentos físicos e termodinâmicos da agregação. Modelos interpretativos. Visão global dos colóides associativos. Micelas: estrutura e propriedades. Bicamadas, lipossomas e membranas biológicas – estrutura e propriedades. Cristais líquidos e estruturas afins. Microemulsões e emulsões. Diagramas de fase de sistemas baseados em tensioativos e lípidos. Efeito de diferentes parâmetros físico-químicos sobre a auto-agregação.
IV. MACROMOLÉCULAS EM SOLUÇÃO.
Propriedades de soluções de polímeros. Aspetos reológicos básicos. Interações polímero-polímero e polímero-tensioativo em solução. Diagramas de fase. Géis poliméricos.
V. INTERAÇÕES E ESTABILIDADE COLOIDAIS
Forças intermoleculares na origem das forças coloidais. Interações eletrostáticas: modelo da dupla camada eléctrica; potencial zeta e consequências. Interações de van der Waals. A teoria DLVO da estabilidade coloidal; coagulação e floculação. Forças não-DLVO.
VI . MÉTODOS MODERNOS DE CARATERIZAÇÃO ESTRUTURAL E DINÂMICA.
Visão sumária e comparativa de métodos de caraterização de sistemas coloidais. Métodos de microscopia e de dispersão de radiação. Métodos calorimétricos. Métodos espectroscópicos.
VII. APLICAÇÕES TÉCNICAS, INDUSTRIAIS E BIOMÉDICAS DE COLÓIDES E INTERFACES.
Aplicações de colóides em química e afins: detergência, emulsificação, dispersão e espumas; recuperação de crude; armazenamento de informação; novos materiais; colóides alimentares. Aplicações biomédicas e afins: lipossomas e entrega controlada de fármacos; sistemas-modelo para membranas; terapia génica não viral; biomateriais.
Aulas práticas
Trabalhos práticos laboratoriais e apresentações orais. Trabalhos práticos: estudos de micelização de tensioativos/lípidos por condutimetria e medição de tensão superficial; adsorção de solutos em carvão ativado; coagulação de um hidrossol de ouro; estudos de agregação de tensioativos e lípidos; caraterização por viscosimetria de fluidos newtonianos e não-newtonianos.
Nas aulas teóricas são apresentados os conteúdos programáticos da unidade curricular, estimulando-se a participação ativa dos estudantes. Serão usados diferentes recursos educativos digitais sempre que adequado para uma melhor compreensão dos temas estudados. Nas aulas práticas, os estudantes irão aplicar os fundamentos téoricos em trabalhos laboratoriais e contactar com técnicas de estudo de sistemas coloidais e interfaces. As aulas práticas incluem também o desenvolvimento de um tópico atual, que será apresentado oralmente.
Tipo de Avaliação: Avaliação distribuída com exame final. A nota final da disciplina é calculada da seguinte forma: NF = 0.60 x N(AC) + 0.40 x N(E). A nota de avaliação contínua N(AC) compreende a realização dos trabalhos práticos (0.30) e apresentações orais (0.30). A nota N(E) é a classificação média obtida em dois testes a realizar durante o semestre ou, em alternativa, à classificação obtida num exame escrito no final do semestre.
| Designação | Peso (%) |
|---|---|
| Prova oral | 30,00 |
| Teste | 40,00 |
| Trabalho laboratorial | 30,00 |
| Total: | 100,00 |
A nota final da disciplina, NF, é calculada da seguinte forma: NF = 0.60 x N(AC) + 0.40 x N(E).
A nota de avaliação contínua, N(AC), compreende:
- a realização dos trabalhos práticos, com entrega de relatório simplificado (0.30);
- apresentação oral de um tópico avançado no âmbito do programa da UC (0.30).
A nota N(E) refere-se à classificação obtida da seguinte forma:
- classificação média de 2 testes (T1 e T2) realizados durante o semestre;
- ou classificação de exame no final do semestre (em datas marcadas pelo Conselho Pedagógico)
Os estudantes que obtenham aprovação através da realização de testes, estão dispensados da realização do exame. No exame de época normal, os estudantes poderão realizar a prova por partes (T1/T2), contando para a classificação final a melhor de todas notas obtidas em T1/T2. O exame de época de recurso é uma prova integral, sem partes T1/T2.
Aprovação: estão aprovados os estudantes que obtenham conjuntamente N(E) ≥ 8 e NF ≥ 10.
Os estudantes poderão melhorar a nota final NF por melhoria da componente N(E).