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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Artur Loureiro

Auto-retrato de Artur Loureiro de 1925 Artur Loureiro
1853-1932
Pintor



Paisagem (Auvers-sur-Oise) de Artur Loureiro de 1883Artur José de Sousa Loureiro nasceu na Rua do Bonjardim, no Porto, a 11 de Fevereiro de 1853. Era filho de Francisco José de Sousa Loureiro e de Guilhermina Luísa Soares Ribeiro e irmão do Urbano José de Sousa Loureiro, jornalista e escritor.
Começou a estudar desenho e pintura com o mestre e amigo António José da Costa, tendo depois ingressado na Academia Portuense de Belas Artes, onde continuou a sua aprendizagem com João António Correia.

Em 1873 concorreu ao pensionato em Paris, do qual viria a desistir em favor de Silva Porto. Em 1875 voltou a concorrer a pensionista, desta vez para Roma, rivalizando com Malhoa e ficando empatado com o seu oponente. A prova foi anulada, mas Artur manteve a viagem com o patrocínio de Delfim Guedes, futuro conde de Almedina, seu patrono. Na capital romana ingressou no Círculo Artístico, em 1876.
Em 1879 o artista voltou a candidatar-se a bolseiro em Paris, juntamente com Columbano, ficando classificado em primeiro lugar. Na capital francesa viveu no Quartier Latin e frequentou a École des Beaux-Artes, onde foi discípulo de Cabanel.
Durante este período expôs no Salon parisiense (de 1880 a 1882), ao lado de artistas como Marques de Oliveira, Silva Porto, António Ramalho, Sousa Pinto, Columbano e João Vaz, e na Galeria Goulpil, em Londres. Teve tempo para se apaixonar, ligando-se sentimentalmente a uma australiana, Marie Huybers, que retratou no quadro O Descanso do Artista e com quem veio a casar e ter filhos, um rapaz e uma rapariga.

The Spirit of the New Moon de Artur Loureiro (1888)Em 1884, fisicamente debilitado, emigrou para a Austrália, fixando-se em Melbourne. Nesse lado do mundo, integrou, com outros 8 artistas, a Australian Art Association (1885) que, depois, se fundiu com a Victorian Artist’s Society (1888); lecionou Desenho na Presbyterian Ladies Academy; vendeu obras aos endinheirados patronos locais; recebeu prémios; integrou júris; foi Inspector da Galeria Nacional da Cidade de Vitória e teve dois seguidores: Constable e Mrs. Melba.
A sua obra teve reconhecimento internacional. Ficaram famosos os quadros A Visão de Santo Estanislau de Kostka, que obteve a Medalha de Ouro da Galeria Nacional; a obra Os Tigres, que, em Londres, alcançou uma Medalha de Ouro e foi adquirida pela Galeria Sanderston; o retrato de Alderman Stewart da Câmara de Melbourne; os painéis decorativos de uma casa particular, intitulados As Quatro Estações, Íris e A Cruz do Sol; o Santo António da Catedral de Melbourne; e A Morte de Burke que, em 1889, recebeu a Medalha de Ouro na Exposição Internacional de Londres.

No início do século XX regressou em definitivo ao Porto, empenhando-se no fomento das artes. Na sua cidade natal montou, então, um atelier-escola, numa ala do já desaparecido Palácio de Cristal, o qual se tornou um espaço de referência, procurado por aspirantes a artistas e admiradores do pintor. Aí ensinou, pintou e expôs.
Nesta fase, expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (1920), na Galeria da Misericórdia do Porto (1923) e no Salão Silva Porto (1929), na cidade Invicta. Um auto-retrato do pintor apresentado neste último certame foi comprado pelo prestigiado Museu dos Uffizi, de Florença.
Em 1932 tornou-se membro da Ordem de Santiago.

An Autumm morning de Artur Loureiro (1893)Morreu em Terras de Bouro, a 7 de Julho de 1932, local para onde se deslocara com o intuito de pintar. Antes dessa data já haviam falecido a sua primeira mulher e o seu único filho, este último vítima da I Guerra Mundial. Sobreviveu-lhe a segunda mulher, Elisa Fernanda de Sousa Pires, com quem casara a 19 de Junho de 1918.
Em 1953 comemorou-se o centenário do nascimento deste grande pintor naturalista, especializado na paisagem, na figuração animalista e no retrato.
Obras suas integram o espólio de museus portugueses e estrangeiros como o Museu de Évora, o Museu do Chiado, em Lisboa, o Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, o Museu Grão Vasco, em Viseu, a Galeria de Sanderstan e a Galeria Nacional de Melbourne.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2009)

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