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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Américo Pires de Lima

Fotografia de Américo Pires de Lima Américo Pires de Lima
1886-1966
Médico, botânico, professor universitário e explorador



Capa da dissertação inaugural de Américo Pires de LimaAmérico Pires de Lima, filho de Fernando Pires de Lima, nasceu em Areias, Santo Tirso, a 23 de fevereiro de 1886.

Fez os estudos liceais no Porto, diplomou-se em Farmácia e frequentou o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto e na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Ainda estudante, realizou diversos trabalhos no Laboratório Nobre, tais como análises a amostras de leite de consumo no Porto, entre 1909 e 1910, e foi assistente das aulas práticas de Bacteriologia no ano letivo de 1910-1911.

Ao longo do curso, obteve classificações elevadas em diversas disciplinas, de que constituem exemplo os seguintes: 18 valores nos exames de Fisiologia e Anatomia Topográfica, Muito Bom com 18 valores na 4.ª cadeira (Patologia), Muito Bom com 19 valores na 10.ª cadeira (Anatomia e Patologia), 19 valores nos exames de Operações e Patologia. O desempenho escolar valeu-lhe, também, diversos prémios, como o alcançado no ano letivo de 1907-1908 devido aos resultados obtidos na 15.ª cadeira (Anatomia Topográfica) e o Prémio "Rodrigues Pinto" no ano letivo de 1910-1911.
A 17 de julho de 1911 diplomou-se com a classificação de Muito Bom e 18 valores, tendo apresentado a dissertação inaugural subordinada ao tema O Valor higiénico do leite do Porto (contribuição para o seu estudo).

No ano seguinte ao da conclusão do curso foi provido no lugar de assistente de Clínica Médica na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, mas Américo Pires de Lima pediu a demissão pouco tempo depois. Em 1913 foi nomeado 2.º assistente do 3.º grupo (Zoologia), da 3.ª Secção - Ciências Histórico-naturais, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e, de seguida, transitou para o grupo de Botânica como 1º assistente (nomeação de 1919). Em 1921 foi nomeado professor catedrático. O grau de doutor em Ciências Histórico-Naturais pela FCUP foi-lhe conferido no ano seguinte.

Américo Pires de Lima foi mobilizado para a guerra em 1916, para combater como oficial médico na Expedição a Moçambique, onde foi chefe da Secção de Higiene e Bacteriologia. No tempo que passou em Moçambique colecionou plantas e animais e realizou observações antropológicas.

Fotografia do busto de Américo Pires de Lima no Jardim Botânico do PortoA 16 de janeiro de 1919 deu início a uma profícua colaboração com a Escola de Farmácia ao tornar-se encarregado de curso. Nesta Escola ocupou sucessivamente os lugares de professor ordinário contratado (1920) e de professor ordinário efetivo (1925).
Na Universidade do Porto desempenhou ainda outras funções de relevo. Dirigiu a Faculdade de Farmácia entre 1929 e 1932, bem como o respetivo Laboratório de Criptogamia. Dirigiu a Faculdade de Ciências entre 3 de outubro de 1935 e 28 de abril de 1945 e, de igual modo, o seu Instituto de Botânica - de 9 de abril de 1935 até ao ano da sua jubilação. Teve um papel crucial na aquisição, pela Universidade do Porto, do Palacete Andresen, na rua do Campo Alegre, e na mobilização de verbas para a transformação do edifício e a criação de um Jardim Botânico.
Em 1956, Américo Pires de Lima proferiu a sua última lição. Os discursos de homenagem ao jubilado foram pronunciados por Hermenegildo Queirós, Manuel Ferreira e Amândio Tavares.

Américo Pires de Lima foi, também, presidente do Conselho Regional do Porto da Ordem dos Médicos (1939), da Comissão Científica da Associação Médica Lusitana (1929), da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais (e do Centro de Estudos do mesmo grupo do Instituto para a Alta Cultura). Fez parte da direção da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, foi sócio de várias instituições científicas (sócio honorário da Sociedade Farmacêutica Lusitana e da Sociedade Broteriana, sócio efetivo do Grupo Nacional da Academia Internacional da História das Ciências, sócio da Académie Internationale d'Histoire des Sciences, do Centro de Estudos Demográficos, da Junta das Missões Geográficas e das Investigações Coloniais, da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, da Associação Internacional de Medicina e do Instituto Brasileiro História da Medicina) e membro do Comité Internacional de la Lumière.
Capa do livro didático de Augusto e Américo Pires de LimaIntegrou encontros científicos no país e no estrangeiro. Escreveu numerosos trabalhos nas áreas da Botânica, Antropologia, Medicina, Profilaxia, Farmácia, Pedagogia e História, assim como manuais escolares, em colaboração com o seu irmão Augusto Pires de Lima. Colaborou ainda em várias publicações periódicas.
Por sua proposta, o Instituto de Botânica da Faculdade de Ciências do Porto recebeu o nome de Gonçalo Sampaio, botânico que muito admirava.

Foi distinguido com a Comenda da Ordem Militar de Avis e com as medalhas das campanhas de Moçambique e da Vitória.

Morreu no Porto a 14 de agosto de 1966.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2011)

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Última actualização: 2016-06-29 Página gerada em: 2018-12-16 às 11:06:25