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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Mário Bonito

Fotografia de Mário Bonito Mário Bonito
1921-1976
Arquiteto



Mário Ferreira Bonito nasceu no Porto a 18 de Março de 1921. Era filho de Porfírio Augusto Rebelo Bonito e de Adelina Alice Carneiro Ferreira Bonito.

Em 1936 realizou o exame de admissão à Escola de Belas Artes do Porto e, em 1947, requereu prova de final de curso com um projeto intitulado "Um pavilhão representativo das Ilhas Adjacentes numa Exposição Industrial Portuguesa". Seguidamente, fez o tirocínio prático no atelier de Januário Godinho, no fim do qual obteve o diploma de arquiteto, em 1948.

Em 1951, por convite de Carlos Ramos, que então tentava reformar a ESBAP, passou a trabalhar, graciosamente, como assistente, no Curso de Arquitetura. Teve de abandonar estas funções em 1954 por não ser possível acumulá-las com o trabalho realizado na Direção Geral de Urbanização.

Edifício Residencial Ouro, PortoA sua escolha para integrar o corpo docente daquela Escola não foi arbitrária. Na altura, Mário Bonito gozava já de uma invejável reputação conferida pelas teses inovadoras apresentadas ao Congresso Nacional de Arquitetura de 1948 ("Regionalismo e Tradição" e "Tarefas do Arquitecto") e pelo risco de obras arquitetónicas modernistas na cidade do Porto, como foi o caso do Edifício Residencial Ouro, n.º 47-107 da Rua Fernandes Tomás (1950/1954), um prédio de rendimento projetado em colaboração com Rui Pimentel e apresentado na Exposição de Arquitetura do Ateneu Comercial do Porto (1951), e o Bairro da Cooperativa "O Lar da Família", na Rua do Maestro Miguel Ângelo (1950/1955).

Livraria Leitura, PortoMário Bonito foi membro da Organização de Arquitetos Modernos (1948) e autor de vários outros projetos de arquitetura como o edifício de habitação na Avenida Fernão de Magalhães, n.º 2501, o edifício de habitação na Rua Coutinho de Azevedo, n.º 120-122, o edifício de comércio e habitação no gaveto das ruas do Bonfim e António Carneiro, o prédio de escritórios no gaveto das ruas de Ceuta e José Falcão e a Fábrica Vilares, na Rua Santos Pousada, todos no Porto. E ainda o Infantário e Casa do Pároco de Santa Maria de Lamas, Vila da Feira, a Igreja de Urros, Torre de Moncorvo, e o Matadouro de Gondomar.

Cartaz do filme Ladrões de BicicletasMário Bonito nutriu, ainda, outros interesses artísticos. Gostava de desenho, de pintura, de jazz, de ballet e, em particular, de cinema. No que a este refere, apreciava diferentes géneros, que iam desde o neo-realismo às comédias e musicais norte-americanas. Entre as obras que mais apreciava contam-se o drama "Ladrões de Bicicletas", de Vittorio de Sica (1948), os filmes de Giuseppe de Santis e de Jean Renoir, as primeiras películas de Luchino Viscontti e "Serenata à Chuva", de Stanley Donen. A sua paixão pelo cinema levou-o a integrar o Club Português de Cinematografia – Cine Club do Porto, que ajudou a dirigir e para o qual escreveu apresentações e críticas de filmes.

Logotipo do TEPA partir de 1964 fixou-se em Lisboa, onde manteve o trabalho na Direcção Geral de Urbanização, partilhou o atelier com o filho, Mário Jorge Bonito, e retomou a colaboração teatral nos teatros amadores da capital. Esta ligação ao mundo do teatro fora iniciada no Porto, no TEP (Teatro Experimental do Porto), para o qual trabalhou como encenador e projetista de cenários.

Morreu em Lisboa a 4 de Junho de 1976.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2010)

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