Intervenção nos Sistemas Familiares, Sexuais e Conjugais
| Áreas Científicas |
| Classificação |
Área Científica |
| CNAEF |
Psicologia |
Ocorrência: 2022/2023 - 1S 
Ciclos de Estudo/Cursos
| Sigla |
Nº de Estudantes |
Plano de Estudos |
Anos Curriculares |
Créditos UCN |
Créditos ECTS |
Horas de Contacto |
Horas Totais |
| MPSIC |
29 |
Plano de Estudos 2021 |
1 |
- |
6 |
54 |
162 |
Língua de trabalho
Português
Objetivos
No final desta UC é esperado que o estudante seja capaz de:
- integrar diversos conceitos e diferentes modelos teóricos que contribuem para a análise das relações conjugais e familiares;
- analisar as relações na formação do casal e na estrutura familiar numa perspetiva desenvolvimental, dialética, ecológica e sistémica;
- perceber a relação dos diferentes subsistemas (ex. individual, conjugal, fratria) com os restantes subsistemas familiares;
- conhecer diferentes modelos, técnicas de avaliação e estratégias de intervenção de terapia familiar e de terapia conjugal;
- adquirir uma perspetiva crítica acerca da investigação e das diferentes propostas de intervenção neste domínio;
- ser capaz de, na observação de um processo psicoterapêutico e/ou análise de casos clínicos com diferentes problemáticas, levantar hipóteses, planificar e intencionalizar estratégias e técnicas adequadas às problemáticas do (sub)sistema apresentado e dos diferentes subsistemas que os rodeiam, atendendo aos seus problemas específicos e às possíveis alterações ou transições, e adotando uma perspetiva desenvolvimental e sistémica;
- reconhecer a relevância do trabalho multidisciplinar e de equipa, atendendo às questões éticas, legais e sociais que atravessam a ação do trabalho psicoterapêutico.
- reconhecer, no exercício da pratica clínica, a necessidade continua de questionamento, busca e partilha de conhecimento.
Resultados de aprendizagem e competências
São esperadas as seguintes aquisições de conhecimento e competências decorrentes desta UC:
- Conhecer a pluralidade de discursos e de propostas de intervenção psicológica no âmbito dos sistemas familiares e conjugais, incluindo o aconselhamento, a psicoterapia, a psicoeducação, a formação e consultoria junto de pessoas, grupos, instituições e comunidades que constituem o ambiente psicossocial dos indíviduos.
- Adquirir competências de intervenção em crise (ou não), contribuindo para que os indivíduos, casais ou famílias possam lidar construtivamente com as tarefas com que se vão confrontando ao longo da vida ou para melhorar a qualidade de vida.
- Analisar o individuo na sua singularidade numa perspectiva multissistémica nos seus diferentes níveis.
- Desenvolver uma perspectiva desenvolvimental, dialética, circular e contextual acerca da intervenção psicológica.
- Capacitar-se para a intervençao clínica através da observação, reflexão e discussão de situações clínicas reais e da prática dos docentes, supervisores e convidados, aprofundando temáticas centrais na vida dos indivíduos ao longo do seu ciclo vital, priveligiando uma perspetiva sistémica e desenvolvimental, apoiada nos modelos construtivistas e de vinculação.
Modo de trabalho
Presencial
Programa
- Psicólogo clínico e a equipa terapêutica: fundamentos básicos, anamnese e competências de atendimento
- Relações familiares e conjugais numa perspetiva socio-histórica e evolução das definições e conceitos de família e conjugalidade – diversidade e pluralidade de famílias (ex. especificidades homossexualidade)
- Perspectivas teóricas e de intervenção ao longo do ciclo vital do casal e da família: pioneiros e escolas da terapia familiar; dos modelos psicodinâmicos aos sistémicos e desenvolvimentais, modelos integrativos e paradigmas atuais
- Desenvolvimento psicológico da família e ciclo de vida familiar, transições normativas e não-normativas- avaliação e intervenção psicológica:
- formação do casal, decisão de parentalidade e programas de prevenção baseados na comunicação
- parentalidade, promoção de uma parentalidade positiva, relações pais filhos ao longo da vida; consulta psicológica e desenvolvimento parental; famílias monoparentais e famílias com adolescentes;
- Situações específicas da vivência conjugal: dos conflitos relacionais à emergência de violência: modelos explicativos e intervenção.
- Divórcio e recasamento
- Sexualidade: o desenvolvimento psicossexual, questões de identidade de género, homossexualidade, programas de educação sexual; disfunções sexuais; intervenção e investigação em sexologia clínica.
- Técnicas sistémicas de diagnóstico (hipotetização, questionário circular, neutralidade, estrategização, genograma) e de prescrição (conotação positiva, rituais, esculturas, metáforas e conto sistémico, prescrição paradoxal)
- Os modelos sistémicos ao serviço da intervenção psicológica em diferentes contextos (ex. escola).
Bibliografia Obrigatória
Alan Carr;
Family therapy. ISBN: 0-471-49124-1
Paula Mena Matos;
Famílias. ISBN: 978-989-8148-76-6
Maria Emília Costa;
À^procura da intimidade. ISBN: 972-41-3734-1
Roberts, T.W. (2008); A Systems Perspective of Parenting, Brooks/ Cole Publishing Company.
Bibliografia Complementar
Mark Rivett & EddY Street (2009); Family Therapy.100Key points & techniques , N.Y: Routledge.
Markman, H. J., Rhoades, G. K., Stanley, S. M., Ragan, E. P. & Whitton, S. W. (2010); The premarital communication roots of marital distress and divorce: The first five years of marriage. , Journal of Family Psychology, 24(3), 289-298
Susan M. Johnson;
Attachment processes in couple and family therapy. ISBN: 1-57230-873-7
Femmie Juffer;
Promoting positive parenting. ISBN: 0-8058-6352-4
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
Nas aulas teóricas recorre-se predominantemente a métodos de exposição oral apoiados por materiais áudio-visuais, fazendo um apelo sistemático à participação dos estudantes através da apresentação de exemplos, dilemas e questões, e de role-play.
Nas aulas práticas os estudantes aprendem métodos de diagnóstico e de intervenção, visualizam gravações vídeo de intervenções segundo diferentes modelos e de diferentes problemáticas, discutem e aprofundam casos clínicos da experiência do docente, de outros docentes/psicólogos convidados ou visionados. A exposição oral dos temas programátricos e a observação de casos reais de consulta psicológica inerente ao trabalho prático que o estudante deve realizar permiti-lhe-á conhecer as teorias e os modelos de intervenção psicológica e teorias subjecentes que esta UC cobre, assim como a aquisição de uma visão sistémica referente aos procedimentos de intervenção psicológica.
A componente prática desta UC tem duas vertentes distintas conforme a opção do estudante:
- a) (opção apenas possível para aqueles que se increverem simultaneamente na UC de Intervenção em Psicopatologia do Desenvolvimento) Acompanhamento de caso clínico de um orientador que lhe será atribuído, na Unidade de Psicoterapia de Jovens, Adultos e Idosos do Serviço de Consulta Psicológica da FPCEUP. O estudante aprende também a elaborar relatórios clínicos, realizados a cada consulta, e pode apresentar o seu caso em grupo. A classificação nesta vertente é composta da avaliação do orientador (70%) e da participação em aula (30%).
- b) Restantes estudantes. A classificação nesta vertente é composta de submissão de trabalho escrito (70%) e da participação em aula (30%). O trabalho deve incidir sobre a aplicação e eficácia de uma perspetiva sistémica ou terapia familiar ou de casal sobre uma perturbação, problemática ou transição à escolha do estudante (a discutir com os docentes).
Tipo de avaliação
Avaliação distribuída com exame final
Componentes de Avaliação
| Designação |
Peso (%) |
| Participação presencial |
15,00 |
| Exame |
50,00 |
| Trabalho prático ou de projeto |
35,00 |
| Total: |
100,00 |
Componentes de Ocupação
| Designação |
Tempo (Horas) |
| Elaboração de relatório/dissertação/tese |
30,00 |
| Estudo autónomo |
25,00 |
| Frequência das aulas |
54,00 |
| Trabalho de campo |
50,00 |
| Total: |
159,00 |
Obtenção de frequência
A obtenção de frequência envolve a participação dos alunos em 75% das aulas lecionadas. Para a obtenção de aprovação na UC, o estudante deverá obter uma classificação mínima de 10 valores na componente prática e de 9 valores no exame final.
Fórmula de cálculo da classificação final
A avaliação é distribuida da seguinte forma:
- Participação presencial e ativa nos exercícios em aula 15%
- Acompnahmento de caso/ entrega de trabalho 35%
- Exame 50%
Os alunos são notificados das avaliações numa escala de 20 valores.
Avaliação especial (TE, DA, ...)
A avaliação dos estudantes abrangidos por regimes especiais obedece ao disposto nas normas da FPCEUP.
Melhoria de classificação
- Está prevista a melhoria de classificação da componente de apresentação realizada, sob o formato de prova oral. Segue o regulamento geral da FPCEUP (cf. art.º 11º), podendo ser realizada até à época de recurso do ano imediatamente subsequente aquele em que foi obtida a aprovação.
- A classificação final na unidade curricular é a mais elevada, entre aquela que havia sido obtida inicialmente e a que resultar da melhoria de classificação efetuada.