Intervenção Psicológica em Grupos
| Áreas Científicas |
| Classificação |
Área Científica |
| OFICIAL |
Psicologia |
Ocorrência: 2004/2005 - A
Ciclos de Estudo/Cursos
Objetivos
A nível teórico proporciona-se a aquisição de conhecimentos sobre o funcionamento grupal e liderança de grupos em contexto de grupos de desenvolvimento pessoal e terapêuticos. São enfatizados os modelos da Psicologia que são utilizados neste tipo de intervenção: humanistas, interaccionais e comportamentais.
A nível prático, proporciona-se a aquisição de competências para liderar os grupos referidos. É dada a oportunidade de experienciar algumas das técnicas de dinamização grupal de diferentes modelos, integrando-as numa perspectiva de desenvolvimento pessoal e interpessoal. Durante o desenrolar das aulas será esperado que os alunos participem num primeiro momento enquanto membros de um grupo de desenvolvimento pessoal, e num segundo momento como dinamizadores do mesmo grupo, seleccionando as técnicas a utilizar e podendo abordar áreas de intervenção do seu interesse .
Programa
A cadeira de Intervenção Psicológica em Grupos tem como objectivo geral oferecer aos alunos uma visão ampla das principais correntes psicológicas que contribuem para uma intervenção em grupo. Do ponto de vista teórico, procura-se partir do contexto histórico do aparecimento dos primeiros grupos e noções básicas de funcionamento de vários tipos de grupos, para se prosseguir no repensar de várias teorias que embora possam não estar intimamente ligadas à dinâmica grupal, dão o seu contributo ao entendimento da temática, como por exemplo no movimento humanista, as figuras de May, Frankl e Maslow. Seguidamente abordam-se os modelos que estão especificamente ligados à intervenção no Grupo; Humanistas: Carl Rogers (grupos de encontro), William SchuLtz, Análise Transaccional de Eric Berne, Gestalterapia de Perls; Psicodinâmicos: Escola de Tavistock, Winnicoth, Folks e Anthony; Comportamentais/Cognitivos: Modelo Multimodal de Lazarus; T.R.B.E de Albert Ellis. Finalizando a parte teórica, procura-se fornecer uma perspectiva crítica e eclética dos vários tipos de grupos existentes baseados nos diferentes modelos.
Acompanhando a teoria, as aulas práticas proporcionam a vivência algumas das técnicas de dinamização grupal dos diferentes modelos, integrando-as numa perspectiva de desenvolvimento pessoal e interpessoal.
Bibliografia Principal
COREY, G. (1995) – theory and practice of groups counselling. Califórnia : Brooks/Cole Publishing Company.
DOUGLAS, TOM (1995) – Survival in groups – the basics of membership. Philadelphia: Open University Press Buckingham.
ELIZALDE, LUIS LÓPEZ – YARTO (1997) – Dinámica de grupo : Cinquenta años después. Bilbao : Desdée de
Brouwer.
HARTLEY, P. (1997) – Group communication. London : Routledge.
YALOM, I. (1998) – Psicoterapia existencial y terapia de grupo. Barcelona : Piados.
VOPEL, KLAUS W. (1997) – Juegos de interacción para adolescentes y jovens y adultos. Madrid : Editorial CCS.
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
Aulas Teórico-Práticas
Tipo de avaliação
Avaliação distribuída com exame final
Obtenção de frequência
A frequência das aulas práticas da disciplina é obrigatória para admissão a exame, de acordo com o regulamento interno em vigor nesta faculdade.
Fórmula de cálculo da classificação final
O exame tem a ponderação de 85% e o trabalho prático a ponderação de 15% da nota final.
Avaliação especial (TE, DA, ...)
Os estudantes trabalhadores e outros estudantes com estatuto equivalente* (ex. atletas de alta competição) que optem pelo regime de não frequência, terão obrigatoriamente que apresentar um trabalho no qual conste uma proposta de intervenção em grupos de acordo com orientações a dar pelo respectivo docente das aulas práticas. Este trabalho terá a ponderação de 15% para inscrição em exame final, pelo que terá que ser entregue na útlima semana de aulas.
*com excepção dos estudantes do Programa Erasmus.
Observações
Os alunos de anos anteriores que têm garantida a frequência da disciplina farão o exame final para 20 valores.