Psicologia Comunitária
| Áreas Científicas |
| Classificação |
Área Científica |
| OFICIAL |
Psicologia |
Ocorrência: 2009/2010 - 2S
Ciclos de Estudo/Cursos
| Sigla |
Nº de Estudantes |
Plano de Estudos |
Anos Curriculares |
Créditos UCN |
Créditos ECTS |
Horas de Contacto |
Horas Totais |
| MIPSI |
119 |
Plano Oficial 2007/2008 |
3 |
- |
4 |
36 |
108 |
Língua de trabalho
Português
Objetivos
O objectivo geral é promover a construção de quadros conceptuais no domínio da intervenção psicológica preventiva, social e comunitária, analisando e questionando, de forma crítica e criteriosa, as estratégias correntes de intervenção nos sistemas pessoais e contextuais, bem como as metodologias de intervenção nesta área.
Especificamente, a disciplina visa promover nos estudantes:
• A concepção da Intervenção Psicológica enquanto exercício profissional da Psicologia que envolve uma diversidade de objectivos, alvos e estratégias, bem como a construção de uma identidade profissional mais abrangente e diferenciada, que reconheça uma multiplicidade de modalidades de intervenção úteis para o desempenho profissional.
• O domínio dos processos de elaboração, implementação e avaliação de projectos de intervenção psicológica comunitária, reconhecendo a sua saliência para o desenho, a legitimidade e a eficácia desses projectos.
• A capacidade de caracterizar e de examinar, de forma aprofundada, as estratégias correntes de intervenção no sistema pessoal e nos sistemas contextuais, tendo em consideração os respectivos objectivos, processos de mudança e eficácia diferencial.
• A capacidade de perspectivar a utilidade e a aplicabilidade destas estratégias relativamente a uma diversidade de problemas, de populações e de contextos de intervenção típicos do exercício profissional dos psicólogos, nomeadamente aos que se enquadram nos diversos ramos opcionais do 2º ciclo do MIP.
• Capacidades de leitura, apresentação e discussão de investigação sobre a intervenção psicológica.
Programa
I PARTE: Introdução
1º Capítulo: Modelo desenvolvimentista, construtivista e ecológico da consulta psicológica comunitária, social e preventiva e contextualização histórica da emergência da Psicologia Comunitária.
2. Capítulo: Aspectos gerais relativos à elaboração, implementação e avaliação de intervenções psicológicas para o desenvolvimento.
II PARTE: Intervenção para o desenvolvimento do sistema pessoal
3º Capítulo: Desenvolvimento de competências para lidar com a vida, com as transições e tarefas de desenvolvimento.
4º Capítulo: Desenvolvimento das estruturas cognitivas da acção humana: a discussão de dilemas morais e a educação psicológica deliberada
III Parte: Intervenção Psicológica para o Desenvolvimento dos Contextos de Vida
5º Capítulo: Consultoria – Formação de profissionais do desenvolvimento humano – : tipos e processo de consultoria.
6º Capítulo: Promoção e desenvolvimento de Redes Sociais de Apoio. Modalidades de intervenção nas redes sociais de apoio: terapia de rede, terapia de companheiro, grupos de interajuda e de apoio.
7º Capítulo: Participação em projectos de mudança de contextos institucionais de vida: (a) A comunidade justa; (b) A investigação-acção; (c) As intervenções de advocacy; (d) empowering das comunidades.
Bibliografia Obrigatória
Gracia Fuster, E. ; El apoyo social en la intervención comunitaria, Barcelona: Paidós, 1997
Menezes, I.; Intervenção comunitária. Uma perspectiva psicológica, Porto: Livpsic, 2007
Montero, Maritza ; Introducción a la Psicología Comunitaria. Desarrollo, conceptos y procesos, Barcelona: Paidós, 2004
Ornelas, J.; Psicologia Comunitária, Lisboa: Fim de Século, 2008
Rappaport, J. & Seidman, E. ; Handbook of community psychology, NY: Kluwer/Plenum, 2000
Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
A metodologia de ensino/aprendizagem centra-se em actividades realizadas pelos alunos, previamente supervisionadas pelo docente, desenvolvendo-se em momentos presenciais em pequenos grupos ( com o limite de 25 alunos); momentos tutoriais de apoio individual; e momentos de trabalho independente.
1. Momentos Presenciais em pequenos grupos (25 alunos): 2 horas semanais
Envolvem momentos (i) centrados no estudo, apresentação e análise crítica de investigações sobre projectos de intervenção preventiva, social e comunitária, com base em artigos publicados em revistas da especialidade; (ii) centrados na integração da conceptualização e processo de construção, implementação e avaliação das intervenções nos sistemas pessoais e contextuais.
2. Trabalho independente individual e presencial
Cada estudante deverá elaborar, presencialmente e por escrito, uma análise crítica de um projecto de intervenção e uma planificação de uma intervenção alternativa na mesma situação. Este trabalho será realizado na última semana de aulas.
3. Apoio tutorial de apoio individual:
O docente estará disponível para apoio aos alunos quer na Faculdade, quer através de e-mail para a preparação da actividade a realizar na ponto 1 (i): apresentação e análise de projectos de intervenção em grupo de dois ou 3 alunos, bem como para clarificação de dúvidas acerca da actividade do trabalho independente, individual e presencial.
Tipo de avaliação
Avaliação distribuída sem exame final
Componentes de Avaliação
| Descrição |
Tipo |
Tempo (Horas) |
Peso (%) |
Data Conclusão |
| Participação presencial (estimativa) |
Participação presencial |
32,00 |
|
|
|
Total: |
- |
0,00 |
|
Obtenção de frequência
A avaliação das aprendizagens assume a forma de avaliação distribuída sem exame final (artigo 7º do Regulamento da Avaliação na Universidade do Porto e na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação) e inclui como pré-requisito o cumprimento da assiduidade (nº 4 do artigo 8º) que se traduz na presença em 75% dos momentos presenciais semanais (nº2 do artigo 8º).
Fórmula de cálculo da classificação final
A avaliação distribuída sem exame inclui as seguintes duas componentes a que se aplica o nº 6 do artigo 9º do Regulamento (uma classificação mínima de 8 valores em cada componente para efeitos de aprovação na mesma):
a) Participação nas aulas presenciais semanais (50%)
(i) A apresentação e análise do desenho, implementação e avaliação de projectos de intervenção de consulta psicológica para o desenvolvimento serão avaliadas, tendo em conta:
Na apresentação: a capacidade de fomentar a participação dos colegas e de sistematizar a informação relevante contida nos artigos, nomeadamente quanto ao racional teórico, aos procedimentos de avaliação de necessidades, ao processo de intervenção e aos resultados.
Na análise: (i) o enquadramento teórico da intervenção e a discussão das suas limitações e potencialidades, aventando alternativas e desafiando os restantes colegas a reflectirem criticamente; (ii) a síntese crítica elaborada (2 páginas), em que se sistematizam as principais limitações e potencialidades da intervenção, bem como as sugestões de alteração. Esta actividade terá a ponderação de 35% na classificação final.
(ii) O envolvimento de cada estudante em cada aula será objecto de avaliação com ponderação de 15%.
b) Trabalho individual presencial (50%)
Este produto de avaliação materializa-se através de um trabalho individual, a realizar presencialmente e por escrito no último dia de aulas, semelhante àquele com que os estudantes se poderão confrontar num futuro processo de selecção para um emprego; isto é, centra-se na análise crítica de uma intervenção numa situação hipotética e na elaboração de um projecto alternativo, recorrendo a uma estratégia diferente.
Avaliação especial (TE, DA, ...)
Situações específicas
a)Alunos dispensados, por lei, da presença nas aulas
Não é da lavra do docente definir como é possível conferir todos os ECTS da disciplina aos estudantes que usufruam desta dispensa. No entanto, não se prevê a necessidade nesta disciplina da prova ou trabalho especiais, a que se refere o nº 4 do artigo 9º do Regulamento, já que para a realização presencial de todas as componentes de avaliação os estudantes podem recorrer às dispensas laborais legalmente previstas.
b)Falta às provas de avaliação (artigo 12º do Regulamento)
Em cada componente de avaliação distribuída a que o estudante faltar, a classificação atribuída será zero. Neste caso, a possibilidade de beneficiar de uma oportunidade de recurso só existirá se autorizada expressamente pelo Conselho Pedagógico.
Melhoria de classificação
Melhoria de classificação Final/Distribuída (Artigo 11º do Regulamento):
Não haverá processo de melhoria de classificação nesta disciplina, uma vez que nela se recorre à avaliação distribuída sem exame final, não estando por isso prevista qualquer prova de avaliação na época normal ou de recurso. Contudo, poderá ser autorizada a oportunidade de melhoria à componente b) na oportunidade de recurso.
Observações
Prova de Recurso na avaliação distribuída (alínea b) do nº 1 do artigo 7º do Regulamento)
Do incumprimento da assiduidade não há recurso.
Para a componentes b) da avaliação distribuída poderá haver uma oportunidade de recurso nas seguintes circunstâncias:
O estudante não faltou à oportunidade normal;
O estudante, tendo participado na oportunidade normal, não obteve zero, dado
a ter entregue folha em branco ou sem conteúdo relevante.
Não se descortina como poderá ser organizada uma oportunidade de recurso para a componente a) de avaliação.