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Memória U.Porto

Salão Nobre da Universidade do Porto - Galeria de Retratos


José Arroio
Professor universitário, diretor da FCUP e político

Retrato da autoria de Carlos Carneiro
Retrato de José Diogo Arroio, pintado por Carlos Carneiro / Portrait of José Diogo Arroio, painted by Carlos Carneiro

Biografia de José Arroio (1854-1925)

José Diogo Arroio nasceu no Porto em junho de 1854. Era filho de José Francisco Arroio (1818-1886), músico e compositor de origem espanhola, e de Rita Xavier de Rosola Arroio, e irmão de António José Arroio (1856-1934), engenheiro, crítico de arte e promotor do ensino técnico e das artes aplicadas, e de João Marcelino Arroio (1861-1930), jurista, político e compositor, ambos membros do Parlamento.

José Diogo Arroio, doutor em Filosofia pela Universidade de Coimbra (1877), dedicou-se à Biologia Geral numa fase inicial da sua carreira, como o atestam a dissertação inaugural para o ato de conclusões magnas na Faculdade de Filosofia - "Estudos sobre a Célula Vegetal" - e a dissertação apresentada ao concurso para professor da Academia Politécnica do Porto, intitulada "O Reino dos Protistas: apreciação da legitimidade d'esta hypothese na classificação dos seres orgânicos" (Porto, 1881).

Em 1881 foi nomeado lente substituto da 7.ª, 8.ª, 9.ª e 10.ª cadeira pelo decreto de 23 de novembro desse ano. Tomou posse no dia 26 do mesmo mês e ano. Mais tarde, passou a exercer funções como lente proprietário da 7.ª cadeira da Academia Politécnica do Porto - Zoologia, Mineralogia e Veterinária, após nomeação de 14 de dezembro de 1881 e carta régia de 6 de fevereiro do ano seguinte. Tomou posse em 20 de dezembro de 1881. Com a reforma da Academia Politécnica em 1885, José Diogo Arroio assumiu funções como lente catedrático da 7.ª cadeira - Química Inorgânica, por decreto de 19 de agosto. Foi, ainda, diretor do Gabinete de História Natural desta Academia.

Após a criação da Universidade do Porto, José Diogo Arroio passou a exercer funções docentes na Faculdade de Ciências, no 2.º grupo – Química, 2.ª Secção - Ciências Físico-Naturais, com a categoria de professor ordinário (nomeado pelo decreto de 20 de janeiro de 1912). Nesta faculdade lecionou as cadeiras de Química Inorgânica, Química (Curso Geral), Química-Física e Análise Química Qualitativa. Foi igualmente docente no Instituto Industrial e Comercial do Porto, onde lecionou as cadeiras de Química Geral e Análise Química.

Dirigiu a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto entre 1912 e 1919. Em 1924, ao completar 70 anos de idade, foi homenageado pelo Conselho Escolar da FCUP e autorizado a continuar a lecionar pelo decreto de 19 de julho.

José Diogo Arroio foi cofundador do "Jornal de Notícias" com Aníbal de Morais e Manuel Vaz de Miranda, Par do Reino pelo Distrito de Leiria em 1893, membro da Câmara dos Deputados pelo Círculo de Paredes – eleito em 1894 - e Par do Reino Vitalício (nomeado em 1910, embora nunca tenha chegado a tomar posse). Pertenceu ao Partido Regenerador, ala Teixeira de Sousa, foi governador substituto e governador civil do Porto por nomeação de 27 de junho de 1910.
Nos últimos anos de vida publicou os trabalhos "Determinação do catião e anião em soluto dum sal único" e "Sobre o poder associante e molecular dos líquidos".

Com os seus familiares mais próximos comungava o interesse pelas artes, sendo um exímio pianista.
Faleceu na sua casa na Foz do Douro a 16 de novembro de 1925 e foi a sepultar no Cemitério do Prado do Repouso. Durante a cerimónia discursaram os doutores Mendes Correia e António Mendonça Monteiro, este último muito amigo da família e assistente de José Diogo Arroio no Laboratório de Química da Universidade do Porto. Em sua homenagem, o anfiteatro grande de Química foi rebatizado "Sala José Diogo Arroio".

Universidade Digital / Gestão de Informação, 2012. Revisão científica de Jorge Fernandes Alves (FLUP)

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