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Memória U.Porto

Edifício da Reitoria da U.Porto

A Universidade, A Santa ou A Sabedoria

Em 1920 a Universidade do Porto descerrou duas placas de mármore, no patamar da escadaria nobre do edifício da então Faculdade de Ciências (atual edifício histórico da Reitoria), com a listagem, incompleta, dos universitários mortos na I Guerra Mundial.
Entretanto, Américo Pires de Lima, professor catedrático de Ciências e ex-combatente em África na guerra 14-18, sugeriu a construção de um monumento mais digno. Só faltava o dinheiro.

Em 1937, nas comemorações do centenário da Academia Politécnica do Porto e da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, um grupo de estudantes e antigos estudantes, notando que em Lisboa e Coimbra as homenagens congéneres avançavam com mais celeridade, angariou fundos, aos quais se juntou uma dotação oficial do Ministério da Instrução, para a construção do monumento aos estudantes da Universidade do Porto mortos na I Guerra Mundial

Fotografia da inauguração do monumento, Jornal 1.º de Janeiro, 17-10-1948 / Photograph of the inauguration of the monument, 1º de Janeiro newspaper, 17-10-1948A Cerimónia de lançamento da 1.ª pedra da estátua aconteceu a 12 de abril desse ano (1937), na arcada exterior do edifício, na presença do presidente António Óscar Fragoso Carmona, do Ministro da Educação Nacional, Dr. António Faria Carneiro Pacheco, e do Ministro das Obras Públicas e Comunicações, Major Joaquim Abranches.
A inauguração, presidida pelo coronel Gabriel Cardoso, representante do General-Comandante da 1.ª região Militar, foi celebrada, finalmente, a 16 de outubro de 1948, no final da sessão inaugural do ano escolar de 1948-1949. Nesta solenidade Américo Pires de Lima discursou sobre o verdadeiro significado desta homenagem.

João da Silva foi o artista escolhido para executar a obra, pelo seu promotor, por ter sido o competente autor do monumento a Júlio Dinis, implantado no largo da Escola Médica (atual largo do Professor Abel Salazar), em 1926. Esta estátua foi produzida graciosamente numa oficina de cantaria junto à Ponte Luís I, e colocada, por vontade do escultor, no átrio principal do edifício, à frente da escadaria nobre. Depois de várias localizações hoje encontra-se junto à escadaria do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto.

É composta por uma figura feminina coberta integralmente por um véu segurando uma folha de palma. Assenta num pedestal, onde se gravou uma dedicatória (em latim): “aos filhos da Universidade tão depressa arrebatados pela Pátria a uma vida de sabedoria e esperança” e apresenta semelhanças com outras obras do mesmo autor, concretamente a “Saudade” do túmulo (1932) do republicano Afonso Costa, em Seia e o monumento (1935) ao poeta Augusto Gil na Guarda.
(Universidade Digital / Gestão de Documentação e Informação, 2018)

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Última actualização: 2018-02-08 Página gerada em: 2019-06-25 às 23:26:36