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Memória U.Porto

Doutores Honoris Causa pela Universidade do Porto

Eugénio de Andrade


Fotografia de Eugénio de Andrade

Proposta: Faculdade de Letras
Data: 22 de março de 2005


Nasceu a 19 de janeiro de 1923 em Póvoa da AtaIaia, no Fundão. Viveu na Beira Baixa até aos 8 anos de idade e mais tarde em Castelo Branco, com a mãe. Em 1932 foi viver para Lisboa.

Em 1938 enviou poemas a António Botto e manifestou interesse em conhecê-lo. Nesse encontro, um amigo do escritor deu-lhe a conhecer a poesia de Fernando Pessoa, que muito o veio a influenciar. No ano seguinte, publicou uma plaqueta intitulada Narciso, assinada com o seu nome civil, José Fontinhas. Recebeu também a influência de Camilo Pessanha.
No início dos anos 40 publicou os primeiros livros de poemas, já sob o pseudónimo de Eugénio de Andrade - Adolescente (1942) e Pureza (1944), obras que viria a renegar. O terceiro livro de poemas - As Mãos e os Frutos (1948) - mereceu os elogios da crítica. A partir desta altura, Eugénio de Andrade começou a granjear fama de grande poeta.

Não concluiu o curso secundário e depois do serviço militar ingressou no funcionalismo público, em Lisboa (1947). Em 1950 fixou-se no Porto e começou a trabalhar como inspetor dos serviços médico-sociais, reformando-se em 1983.

Foi autor de dezenas livros de poesia. Organizou diversas antologias (poéticas, de textos literários sobre cidades e regiões e de textos seus), escreveu três livros de prosa - "Os afluentes do silêncio" (1968), "Rosto precário" (1979) e "Á sombra da memória" (1993) - e dois livros infantis - "História da Égua Branca" (1977) e "Aquela Nuvem e Outras" (1986). Traduziu poemas e textos dramáticos de Garcia Lorca, as "Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado", uma edição de "Poemas e Fragmentos de Safo" e o livro "Trocar de Rosa", que agrega traduções de poetas contemporâneos.

Depois de Pessoa, Eugénio de Andrade é o poeta português mais traduzido - em quase todas as línguas românicas, mas também em inglês, alemão, checo, sueco, servo, croata, búlgaro, letão, japonês, chinês, etc. É, também, o poeta mais celebrado pela crítica e o mais editado. A sua poesia é intemporal, embora inscrita na tradição lírica portuguesa, centrando-se em figuras como a Mãe, a Criança, o Pastor, o Criador ou o Amante. Celebra o corpo e os sentidos e propicia o convívio com o mundo natural.

Eugénio de Andrade foi fonte de inspiração para muitos artistas, sobretudo poetas, tendo sido distinguido com inúmeros galardões, como, por exemplo, o prémio da "Associação Internacional dos Críticos Literários" (1986), o "prémio D. Dinis", da Fundação da Casa de Mateus (1988), o "grande prémio da Poesia da Associação Portuguesa de Escritores" (1989), o prémio "Jean Malrieu" (França, 1989), o prémio "APCA" (Brasil, 1991), o prémio "Vida Literária", da Associação Portuguesa de Escritores (2000), o prémio "Extremadura para a Criação Literária de Espanha" (2000), o prémio "Celso Emílio Ferreiro" (Galiza, 2000) e o "prémio Camões" (2001).

Foi homenageado por instituições como o "Jornal do Fundão" (1974), a Editorial Inova e a Fundação Engenheiro António de Almeida (1976), o Centro Regional des Lettres d' Aquitaine (1991), a Câmara Municipal de Coimbra (1994) e a Areal Editores (no II Encontro de Professores do Porto, 1997). Foi tema de colóquios e conferências, especialmente no colóquio organizado por Óscar Lopes na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto (1959) e no Colóquio Internacional promovido pela Fundação de Serralves e pela Fundação Eugénio de Andrade (1993), e reverenciado nas comemorações dos seus 80 anos, na Rota dos Escritores da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Norte (2003) e na passagem dos "50 anos da Poesia de Eugénio de Andrade". A RTD dedicou-lhe um filme, concebido por Arnaldo Saraiva e realizado por Correia Alves (1975). Um grupo de amigos, apoiados pela Câmara Municipal do Porto, criou a Fundação Eugénio de Andrade (1991).

Foram-lhe atribuídas a Medalha de Mérito (1985) e a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1989), a medalha de ouro do concelho de Oeiras (1988) e a medalha de mérito cultural do Ministério da Cultura (2004). Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito (1988) e com o título de Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1982).

Foi membro fundador da Academia Internacional Mihai Eminescu da Roménia (nomeado em 1995) e membro correspondente da Académie Mallarmé de Paris (nomeado em 1983).
O seu nome foi atribuído a equipamentos educativos e culturais e está gravado na toponímia portuguesa, não só no Fundão, mas também noutros municípios portugueses.

Morreu a 13 de junho de 2005, na Casa Serrúbia, sede da Fundação Eugénio de Andrade, sita no n.º 584 da rua do Passeio Alegre, na Foz do Douro, onde vivia desde 1994.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2013)

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