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Memória U.Porto

Doutores Honoris Causa pela Universidade do Porto

Augusto de Castro


Fotografia de Augusto de Castro

Proposta: Faculdade de Letras
Data: 20 de dezembro de 1969


Augusto de Castro Sampaio Corte-Real nasceu no número 501 da rua de Cedofeita, no Porto, a 11 de janeiro de 1883, no seio da família dos Viscondes/Condes de Fijô.

Com 16 anos escreveu o seu primeiro livro, intitulado “Religião do Sol (Prosas Rústicas)”, no qual expressou a amizade que sentia por Amadeu de Cunha, jovem escritor com quem colaborou nas revistas literárias “Os Livres” e “A Revista Literária”, juntamente como Óscar Pratt.
Os tempos do liceu foram marcados “pelo convívio e pelas iniciativas literárias” de Carlos Malheiro Dias, António Patrício, Rodrigo Solano, Paulo Osório, Alberto de Oliveira e Agostinho de Campos. Na cidade de Coimbra, onde cursou Direito, foi influenciado pelo ambiente literário da geração de 90.

Em 1903 começou a exercer advocacia no Porto e assumiu a direção do diário “A Província”, fundado por Oliveira Martins. Nos anos seguintes, passou pelas direções dos periódicos “Folha da Noite” (1904-1905), “A Noite” (1939) e “Diário de Notícias” (1919-1924, 1939-1945 e 1947-1971). Foi redator-principal do “Jornal do Comércio” (1907-1909) e cronista de “O Século”, onde assinou a secção “Fumo do meu cigarro”. Além de crónicas e reportagens, foi autor de contos como “O Amor e o Tempo” (1929), de peças de teatro como “Vertigem” (1910) e “Amor” (1934), de ensaios como “A crise internacional e a política externa portuguesa” (1949) e “Garrett e o teatro português” (1954).

Paralelamente à escrita desenvolveu as atividades de político e de diplomata. Foi eleito deputado pelo Partido Progressista durante a monarquia constitucional, foi ministro plenipotenciário em Londres e junto da Santa Sé (1924), ministro de Portugal em Bruxelas (1929-1931), ministro de Portugal no Quirinal (Roma, 1931-1935), ministro plenipotenciário em Bruxelas (1935-1938), ministro de Portugal em Paris, embaixador extraordinário do governo português à Assembleia-geral da ONU (1948) e representante de Portugal nas conferências sobre o “Plano Marshall” (1948-1949).

Augusto de Castro foi comissário geral da Exposição do Mundo Português em 1938 e, no mesmo ano, comissário-geral da Exposição do Mundo Português em Paris. Presidiu ao Grémio Nacional da Imprensa Diária e da Corporação da Imprensa e integrou os conselhos de administração das Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade (1953) e da Companhia Angolana de Agricultura.

Era sócio da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Brasileira de Letras e da Academia Internacional de Cultura Portuguesa. Em 1969, foi-lhe atribuído o grau de Doutor honoris causa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Morreu em 1971.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2013)

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