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Proposta: Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar |
António José Cortesão Pais Lima de Faria nasceu em Cantanhede, a 4 de julho de 1921. É cidadão sueco desde 1954.
Licenciou-se em Biologia pela Universidade de Lisboa, em 1945, e iniciou a sua carreira académica como assistente de Botânica entre 1945 e 1947.
Em 1950 foi lecionar para a Universidade de Lund, na Suécia, onde se licenciou e doutorou em Genética, em 1952 e 1956, respetivamente. Nesta Universidade foi assistente de Genética (1950-1956), professor (“Associate Professor”) de Citologia entre 1957 e 1961, “Research Docent” de Citogenética Molecular entre 1964 e 1969, “Professor” de Citogenética Molecular de 1969 a 1988 e professor emérito, em 1988. Dirigiu o Laboratório de Citogenética Molecular do Instituto de Genética (1959-1969) e do Instituto de Citogenética Molecular (1969-1988).
António Lima de Faria foi fellow da Fundação Rockefeller, da International Atomic Energy Agency e do Institute for Cancer Research, em Filadélfia, e professor visitante das universidades de Duke e Cornell (E.U.A.), do Max Planck Institute für Meeres Biologie (Alemanha), do Centre de Recherches sur les Macromolecules (França), do National Institute of Genetics (Japão) e do Institute of Animal Genetics (Universidade de Edimburgo).
Desempenhou as funções de secretário da Nordic Society Cell Biology, em 1961, e foi membro do comité executivo da European Space Research Organization (1973-1977) e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (1974-1977). Foi consultor de Citogenética Molecular na UNESCO e no Biological Research Center da Hungarian Academy of Sciences (1975) e consultor de Biotecnologia no World Bank (Washington D.C.) e no Governo do Brasil (1984-1988).
É autor de mais de uma centena de publicações nas áreas da citogenética e da biologia e escreveu livros como o “Hand book of Molecular Citology” (1969), “Molecular evolution and organization of the chromosome” (1983), “Evolution without selection. Form and function by autoevolution” (1988), “Biological periodicity, its molecular mechanism and evolutionary implications” (1995), “One hundred years of chromosome research and what remains to be learned” (2004), “Praise of chromosome “folly”: confessions of an untamed molecular structure” (2008).
Em 1984 colaborou no filme científico “The fusion of human with plant cells”, co-produzido pelas televisões portuguesa e sueca.
António Lima de Faria é membro da Royal Fysiographic Society (Suécia, 1973), da New York Academy of Sciences (1981), das academias de Ciências de Portugal e do Brasil (desde 1982 e 1989, respetivamente) e da Academia Nazionale dei Lincei (1989).
Recebeu o prémio “Oscar II: s Stipendium” em 1959, as medalhas das universidades de Helsínquia (1971), de Coimbra (1980 e 1986) e de Tartu (Estónia, 1992), a medalha de ouro pelos serviços prestados ao estado Sueco (1981) e as medalhas de prata (1985) e de ouro (1996) da cidade de Cantanhede. Foi condecorado “knight of the order of the North Star”, na Suécia, e grande-oficial da Ordem de Santiago, em Portugal, e agraciado com o título de doutor honoris causa pela Universidade do Porto em 2002, por proposta do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.
Em sua homenagem, a Câmara de Cantanhede instituiu, em 1990, o “Prémio Professor Doutor Lima de Faria” para distinguir o melhor aluno do concelho.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2013)