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Memória U.Porto

Docentes e Estudantes da Primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Armando Soeiro Moreira de Lacerda


Fotografia de Armando Lacerda cedida por Teresa Lacerda / Photo Armando Lacerda courtesy of Teresa Lacerda

1902-1984
Fonetista e Professor Universitário



Natural da cidade do Porto, aí nasceu a 15 de Agosto de 1902. Depois de concluído o curso liceal matriculou-se na 1.ª Faculdade de Letras do Porto, onde se graduou com a licenciatura em Filologia Germânica, a 29 de Julho de 1930, tendo obtido a classificação final de 17 valores. No ano seguinte, na qualidade de bolseiro da Junta de Educação Nacional, partiu para a Alemanha em missão de estudo para se especializar em Fonética Experimental no Laboratório de Fonética da Universidade de Hamburgo, criando aí o seu primeiro aparelho científico: o labiógrafo inscritor oral, para suprir as deficiências do método quimográfico então em voga.

Ainda no final de 1931, prosseguiu as suas investigações no Instituto de Fonética da Universidade de Bona, sob orientação do Dr. Paul Meuzerath, concebendo, nos anos seguintes, uma série de aparelhos científicos para o estudo da Fonética: o electro-cromógrafo, o tonómetro multiplicador, tradutor de figurações tonais em configurações luminosas, e o tonómetro. Durante esta missão de estudo criou ainda um novo método fonético – a Cromografia –, método de registo sonoro para análise dos sons da linguagem, que lhe valeu o convite para reger um curso universitário dedicado ao tema naquela Universidade. Pelo reconhecimento da sua atividade científica foi igualmente convidado a tomar parte em conferências internacionais sobre Fonética, como o Congresso Internacional de Ciências Fonéticas, em Amesterdão, onde apresentou um novo aparelho: o policromógrafo.

Já distinguido como o percursor da Fonética Experimental em Portugal, regressou ao país em 1935, contando com o apoio do Instituto para a Alta Cultura para a instalação do primeiro Laboratório de Fonética Experimental na Faculdade de Letras de Coimbra, tendo assumido a sua direção e trabalhado na especialização de fonetistas nacionais e internacionais segundo os seus métodos de investigação. Em 1938 apresentou nova comunicação no Congresso Internacional de Fonologia de Ghent e, entre 1950 e 1951, realizou uma missão de estudo na Universidade de Wisconsin para o estudo da Espectografia, com o Dr. M. Joos. Fundador da “Revista do Laboratório de Fonética Experimental” da Universidade de Coimbra (1952), recebeu convites para lecionar cursos em universidades estrangeiras, orientando a criação dos primeiros laboratórios de Fonética Experimental na Baía (1956) e no Rio de Janeiro (1957) e regressando à Universidade de Wisconsin como professor convidado.

Em 1972, jubilou-se como diretor do Laboratório de Fonética Experimental da Universidade de Coimbra, cidade onde veio a falecer a 30 de Agosto de 1984, consagrado como cientista de excepcional valor no domínio da Fonética.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008)

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