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Memória U.Porto

Docentes e Estudantes da Escola Médico-Cirúrgica do Porto

António de Oliveira Monteiro

Fotografia de António Oliveira Monteiro / Photo of António Oliveira Monteiro António de Oliveira Monteiro
1842-1903
Médico, professor universitário e presidente da Câmara Municipal
do Porto



António de Oliveira Monteiro, filho do combatente liberal Sebastião de Oliveira Monteiro e de Maria Emília de Azevedo Robalo, nasceu em Alcafozes, Idanha-a-Nova, a 2 de janeiro de 1842.

Estudou Matemática e formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. Em seguida, assumiu as funções de demonstrador da secção médica da Escola Médico-Cirúrgica do Porto pelo decreto de 18 de janeiro de 1870, tendo tomado posse a 11 de março desse ano. Em 1872 foi nomeado lente proprietário (despacho de 11 de setembro), tomando posse a 15 do mesmo mês. Em 1890 foi foi-lhe concedido o aumento do terço do vencimento, por despacho de 11 de março.

Oliveira Monteiro, Charivari (12 de janeiro de 1889) / Oliveira Monteiro, Charivari (January 12, 1889)A carreira académica não o impediu de dedicar-se à vida política. Filiado no Partido Progressista e membro da comissão executiva partidária no Porto, foi eleito deputado pelo Círculo do Porto (nas legislaturas de 1890, 1890-1892 e 1894). Foi também vereador (1887-1889 e 1896-1998), responsável pelo pelouro dos incêndios, vice-presidente, presidente da Câmara Municipal do Porto (eleito em 1887 e reeleito em 1892) e governador civil do distrito do Porto (entre 11 de fevereiro e 17 de novembro de 1897). No exercício destes cargos não deixou de defender as suas opiniões pessoais embora respeitando a ideologia do partido a que pertencia.

Como parlamentar, bateu-se pela recuperação e reaproveitamento de equipamentos, nomeadamente as obras em falta no Porto de Leixões (1899 e 1902), a reconstrução e readaptação do edifício da Academia Politécnica do Porto e a reorganização do Instituto Industrial do Porto (1901).

Durante os seus mandatos na edilidade do Porto, transferiu o mercado do gado para a Corujeira, em 1890, participou na campanha de solidariedade a favor das vítimas do incêndio do Teatro Baquet, em 1888, e acordou com o governo a construção de uma estrada de circunvalação entre o Esteiro de Campanhã e o Castelo do Queijo. Nomeou uma comissão de estudo para a edificação dos novos Paços do Concelho e do Mercado do Bolhão e uma comissão para coordenar a catalogação dos documentos do arquivo da Câmara do Porto. Iniciou a colocação de condutores subterrâneos de iluminação na cidade e instaurou o Serviço Municipal de Saúde e Higiene do Porto (1892).

Oliveira Monteiro foi também Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto (1895), Presidente da Mesa da Assembleia-geral do Banco Comercial do Porto e Par do Reino (tomou posse na respetiva Câmara a 17 de março de 1898).

Foi casado com D. Maria da Graça de Oliveira Monteiro, filha de José Gaspar da Graça, abastado comerciante do Porto, com quem teve três filhos (Mateus, Manuel e Maria Adelaide). Era frequentador habitual do Café Guichard, na antiga Praça Nova.

Morreu no Estoril a 6 de julho de 1903.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2012)

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