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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Carlos Barreira

Inexistência de fotografia Carlos Barreira
1945-
Escultor e professor universitário



Casa de Alberto BarreiraCarlos Alberto Pinto Barreira nasceu em Chaves, a 4 de Março de 1945; tinha 6 anos quando se fixou com a família em Moçambique.

Aqui passou a infância e a juventude. Com o tio Augusto César começou a desenvolver, por brincadeira, mecanismos que foram uma referência na sua carreira futura, e recebeu motivação dos professores de Técnicas Manuais para se ligar às práticas oficinais.

Em 1965 regressou a Portugal para continuar os estudos no Porto; primeiro, na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, depois na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1968).

Durante a formação na ESBAP beneficiou de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian (1969-1973). Nesse tempo, conviveu com outros artistas plásticos, como Jorge Pinheiro, Gustavo Bastos, Eduardo Tavares, José Rodrigues, Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa, Zulmiro de Carvalho e ainda Manuel Cabral e Guilherme Camarinha, fez parte da Associação de Estudantes e ganhou vários prémios: o Prémio "Fernando de Castro", o prémio "Teixeira Lopes", por duas ocasiões, e o Prémio da Fundação Engenheiro António de Almeida, para a melhor classificação no curso de 1973.

Em 1972 iniciou a atividade como designer gráfico no gabinete de Estudos e Projectos João Baptista, com José Grade, Fernando Pinto Coelho e Luís Casal, e como cenógrafo e figurinista, tendo trabalhado com o Teatro Experimental do Porto até 1978; e concluiu o Curso Geral de Escultura com a obra "Um metro cúbico contém uma infinidade de metros quadrados".
No ano seguinte terminou o Curso Complementar de Escultura, e, pela primeira vez, vendeu uma obra da sua autoria, no leilão de final do curso, tendo em vista reunir fundos para a viagem de finalistas.

Em 1974 participou no I Encontro Internacional de Arte, em Valadares, associou-se ao "Manifesto de Vigo", que também teve como signatários Egídio Álvaro, P. A. Hubert, Serge III Oldenburg, M. Moucha e João Dixo.
Nos dois anos subsequentes integrou o Projeto SAAL (Serviço Ambulatório de Apoio Local), assumindo a responsabilidade técnica da brigada do Seixo, em S. Mamede de Infesta.

Obra escultórica Seara MecânicaEm 1977 passou a integrar o quadro de professores da ESBAP (Professor Agregado em 1988, e Professor Associado em 2000), e em 1978 ajudou a fundar a Bienal de Cerveira. Nesta Escola colaborou com os colegas Zulmiro de Carvalho e Carlos Marques na renovação do ensino de Escultura e participou em Assembleias, Conselhos Pedagógicos e Científicos e em júris de provas académicas como aconteceu com a agregação de Amaral da Cunha, Artur Moreira e Jorge Ulisses. Foi, também, Professor Residente da Academia Kassel, na Alemanha, e participou como docente na Oficina de Canteiros, promovida pela Pedra a Pedra, e realizada no Solar dos Condes de Resende, em Canelas, Vila Nova de Gaia (1986).

A sua obra escultórica, caracterizada pelo engenho, sentido de humor e intervenção social, e dividida em 6 séries (as Primeiras Máquinas, as Máquinas de Bater Palmas, as Pedras Bulideiras, as Searas Mecânicas, Atrito Nulo e Obras Públicas) tem vindo a ser exposta em Portugal e no estrangeiro, desde o início dos anos 70, de forma individual e colectiva, e integra colecções privadas e locais públicos dos continentes Europeu e Africano.

Bulideira, VinhaisDa sua produção nas áreas do Design Gráfico e de Equipamentos podem enumerar-se os catálogos da I e da VII Bienal de Cerveira, e os trabalhos realizados para a RAR, a partir de 1977, e nos domínios da Cenografia e do Figurinismo, a ampla colaboração com grupos de Teatro amadores (Roda-Viva, Banzé, Saltimbancos, Arte e Imagem) e profissionais. Para o Teatro da Comuna fez uma Máquina de Cena (1981), para a Seiva Trupe criou a cenografia e o programa da representação de "O Vendedor de Milagres", de Gabriel Garcia Marquez (1993), e a cenografia, o programa e o cartaz da peça "Á espera de Godot", de Samuel Beckett (1998). Foi responsável pela cenografia de "Mais Mar Houvesse", de Joaquim Castro Caldas com encenação de João Paulo Seara Cardoso, apresentada no Teatro Rivoli, e promovida pela Comissão Municipal Infante 94, e de "Dias Felizes" de Samuel Becket, representada pelo Cendrev, Teatro Garcia de Resende, Évora (2009).

Nos anos noventa do século XX Carlos Barreira recebeu dois importantes prémios: o Prémio de Escultura Sonae e o Grande Prémio da X Bienal de Vila Nova de Cerveira.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2010)

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