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Estudantes

Projetos LIDERA

 

Imagem Logotipo dos Projetos LIDERA

LIDERA: os projetos liderados por estudantes da Universidade do Porto

O que são?

São projetos multidisciplinares liderados por estudantes, com vista a desenvolverem as suas capacidades:

  • de identificação, avaliação e formulação de problemas, após observação e análise crítica da realidade,
  • de comunicação e de trabalho em grupo multidisciplinar,
  • de gestão de recursos humanos, financeiros, naturais e outros,
  • de fazer a aplicação prática da teoria e de transformar ideias em realidades,
  • de liderança e
  • de empreendedorismo.


Nestes projetos, de autoaprendizagem com outros, é posta em prática uma pedagogia de desenvolvimento de capacidades e competências (soft skills) por trabalho de projeto que tem em conta o que já Confucius dizia há dois mil e quinhentos anos:

      "O que ouço, esqueço,
                o que vejo, recordo,
                      o que faço, aprendo."

Quais as suas principais caraterísticas?

  • Serem liderados por estudantes.

    Isto implica que a equipa envolvida em cada projeto seja escolhida pelo respetivo líder (estudante), que deverá dirigir o grupo e gerir o projeto em todos os seus aspetos, humanos, técnicos, financeiros, etc.
    Normalmente caberá ao líder de cada projeto a responsabilidade de reunir os fundos necessários para a sua concretização, com recurso a apoios de empresas e de outras entidades. Um pequeno financiamento inicial através do programa de promoção da inovação da Universidade do Porto (Viver a Inovação) não deverá ser mais do que um estímulo, podendo ser reforçado por programas específicos das unidades orgânicas da Universidade do Porto, como é o caso do programa PESC da Faculdade de Engenharia (FEUP) ou financiamentos de outras entidades públicas ou privadas.
     
  • Promoverem a autoaprendizagem e a aprendizagem com outros estudantes e com outras pessoas, docentes ou não.

    Para isso cada grupo deve incluir estudantes de diferentes anos e incluir, se possível, estudantes de diferentes graus, inclusive do Ensino Secundário.
    Normalmente qualquer equipa LIDERA deverá ter estudantes de pelo menos três níveis (anos curriculares ou graus) diferentes dos seus programas de estudos.
     
  • Serem multidisciplinares.

    Para isso cada grupo deve ter estudantes de diferentes especialidades e, sempre que possível, de mais do que uma faculdade.
    Normalmente um projeto só será considerado LIDERA, quando envolver, na sua execução, estudantes de pelo menos duas faculdades ou escolas diferentes.
  • Conduzirem à concretização de qualquer coisa, real ou virtual, útil e com valor comercial.

    Para chegarem à concretização, estes projetos podem durar mais do que um ano, embora no início de cada ano letivo tenham que ser reavaliados e, em função dessa reavaliação, ser aceites pela Equipa Coordenadora para continuarem ou não.
  • Terem, pelo menos, dois supervisores.

    Um dos orientadores (Orientador Principal), deverá ser docente da U.Porto. Compete-lhe ajudar o grupo, se e quando necessário, e dar pareceres sobre os respetivos relatórios, que são da responsabilidade do líder.
    Os restantes orientadores, pelo menos mais um, para que ao nível da orientação haja também pessoas e opiniões diferentes, deverão ser, de preferência, de diferentes cursos, faculdades ou outras instituições.
    Os coorientadores podem ser docentes ou não, da U.Porto ou pertencer a quaisquer outras instituições, nomeadamente empresas, institutos ou associações.

Como nasceram os projetos liderados por estudantes na FEUP, primeiro, e como o modelo foi generalizado para toda a U.Porto?

A ideia inicial, foi apresentada em reunião informal, na FEUP, por Barbedo de Magalhães, em 19 de abril de 2004. Em 3 de maio de 2004 foi feita uma proposta formal à Direção e ao Conselho Pedagógico da FEUP, subscrita por sete docentes do DEMEGI, para o lançamento, na FEUP, de projetos PESC (Projetar, Empreender e Saber Concretizar) ou PUKHA (“Projecting, Undertaking and Knowing How to Achieve”).

Depois de ouvido o Conselho Pedagógico da FEUP, a Direção da Faculdade de Engenharia aprovou o modelo e atribuiu um financiamento de cerca de vinte e cinco mil euros para dez projetos PESC experimentais iniciais, que arrancaram em 2004/2005.

Nos anos letivos seguintes (2005 a 2008), o número de projetos PESC, da Faculdade de Engenharia, aumentou, e os financiamentos atribuídos pela faculdade aumentaram também, para cerca de quarenta a cinquenta mil euros por ano.

No quadro seguinte pode ver-se a evolução do número de projetos propostos (a vermelho) e aprovados (a azul), e o número de estudantes envolvidos, nos três primeiros anos de funcionamento do programa PESC na FEUP.

Gráfico representativo da evolução do número de projetos propostos
 

No quadro abaixo está quantificada a distribuição dos membros das equipas PESC por anos e por cursos, em 2005/06 e em 2006/07.

2005/2006 2006/2007
5th year 22 21% 41 28%
4th year 24 22% 35 23%
3rd year 40 37% 33 22%
2nd year 20 19% 32 21%
1st year 1 1% 8 5%
Mechanical Engineering 63 59% 88 45%
Industrial Engineering and Management 10 9% 14 7%
Electrical Engineering and Computation 14 13% 37 19%
Civil Engineering 13 12% 28 14%
Informatics and Computing Engineering 3 3% 15 8%
Journalism and Communication Sciences 4 4% 5 3%
Environmental Engineering 0 3 2%
MSc in Automation, Instrumentation and Control 0 4 2%
TOTAL 107 194


Em abril de 2007 a COTEC Portugal, Associação Empresarial para a Inovação, criada em 2003 com o impulso do então Presidente da República Jorge Sampaio, lançou o Concurso «Fomento do Empreendedorismo nos alunos do Ensino Superior Português».

A Universidade do Porto concorreu com o projeto «VIVER A INOVAÇÃO», com a duração de três anos, no qual se previa generalizar a toda a Universidade do Porto o modelo pedagógico dos projetos liderados por estudantes, com a designação de projetos LIDERA.

Em outubro de 2007 a COTEC atribuiu o prémio desse concurso, no valor de cem mil euros, à Universidade do Porto. Em janeiro de 2008 arrancou o Projeto Viver a Inovação, sob a responsabilidade do ex-Reitor, Professor José Novais Barbosa. Inseridos neste quadro, deu-se início à preparação do lançamento, sob a liderança do Professor António Barbedo de Magalhães, dos projetos LIDERA em todas as faculdades da Universidade do Porto que se sentissem motivadas para esta experiência pedagógica.

Na sequência de contactos com as direções de todas as faculdades da U.Porto criaram-se equipas coordenadoras e dinamizadoras dos LIDERA nas respetivas faculdades, depois de se criar uma Equipa Coordenadora da U.Porto constituída pelos professores António Barbedo de Magalhães, Francisco Taveira Pinto e Sérgio Reis Cunha.

Na Faculdade de Engenharia manteve-se em funcionamento o Programa PESC (Projetar, Empreender e Saber Concretizar) e uma Equipa Coordenadora e Dinamizadora dos Projetos LIDERA/PESC da FEUP constituída pelos professores António Barbedo de Magalhães, Mário Vaz e Sérgio Reis Cunha.

Em setembro de 2008 foram apresentadas oitenta pré-propostas de projetos LIDERA. Depois da constituição de equipas de acordo com o modelo LIDERA, em outubro de 2008 cinquenta e duas dessas pré-propostas, de nove faculdades, tornaram-se projetos, que arrancaram no início de novembro de 2008.

Estes projetos envolvem perto de quinhentos estudantes de quase todas as faculdades da Universidade do Porto e ainda estudantes do Instituto Superior de Serviço Social do Porto (ISSSP), do Instituto Superior de Engenharia do Porto, de algumas escolas do ensino secundário e de outras instituições.

Entre os orientadores destes projetos figuram perto de uma centena de docentes da U.Porto, alguns docentes do ISSSP, da Escola Superior de Enfermagem do Porto, alguns empresários e dirigentes de institutos de solidariedade social e de outras instituições. Alguns projetos têm uma componente internacional significativa.

Qual a filiação e imagem que devem ter os programas LIDERA das diferentes faculdades e escolas da Universidade do Porto?

Embora os projetos LIDERA sejam, pela sua própria natureza, projetos multidisciplinares e só sejam aceites como tais projetos em que participem estudantes de diferentes cursos de, pelo menos, duas faculdades ou escolas da U.Porto, desde o início se estabeleceram, sempre que possível, equipas coordenadoras e dinamizadoras específicas de cada faculdade.

Com efeito, mantendo o modelo pedagógico com as suas caraterísticas específicas acima referidas e a coordenação geral ao nível da Universidade do Porto, considera-se desejável que cada faculdade e escola da U.Porto tenham a sua dinâmica própria na promoção destes projetos liderados por estudantes.

Desde o início se estabeleceu, também, o critério de considerar de uma faculdade o projeto cujo líder seja estudante dessa faculdade. É frequente o orientador principal ser um docente da mesma escola do líder, mas não é imprescindível que assim aconteça. Em todo o caso é a filiação (inscrição) do líder e não a do orientador principal que define a faculdade ou escola a que está ligado o projeto, mesmo que os orientadores e a maior parte dos membros pertençam (total ou predominantemente) a outras escolas.

A Reitoria da Universidade do Porto solicitou às direções das escolas da U.Porto a sua participação no financiamento dos projetos LIDERA das respetivas escolas. Admite-se que, com o reforço do financiamento destas atividades se dará mais visibilidade a estas iniciativas e se maximize o esforço que cada faculdade pode fazer individualmente.

Até à data apenas a Faculdade de Engenharia se mostrou disponível para financiar os projetos liderados por estudantes seus, no quadro do programa PESC/FEUP, que desde 2004/2005 tem vindo a apoiar de forma muito significativa. No sentido de dar visibilidade a todas as contribuições deve, em toda a documentação e iniciativas públicas destes projetos figurar os logótipos das entidades ou programas contribuintes juntamente com a indicação do programa LIDERA, dando assim o seu reconhecimento às entidades que o suportam.

As unidades orgânicas da U.Porto que assumam, em pleno, isolada ou conjuntamente, a componente de financiamento interno à Universidade do Porto (sem exclusão dos financiamentos exteriores à U.Porto e às suas unidades orgânicas, sempre desejável) poderão, se assim o entenderem, acrescentar ao título LIDERA, a sigla que as identifica. Assim, os projetos liderados por estudantes da FEUP de que a FEUP assuma o financiamento interno, deverão chamar-se Projetos LIDERA-FEUP. Aqueles cujo financiamento interno provenha do Programa Viver a Inovação da U.Porto, deverão chamar-se Projetos LIDERA-UP.

Independentemente da unidade orgânica financiadora, todos serão Projetos LIDERA da Universidade do Porto, designação geral de todos os projetos liderados por estudantes da U.Porto que se enquadrem no modelo LIDERA.

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