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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

António Alves de Sousa

Fotografia de António Alves de Sousa António Alves de Sousa
1884-1922
Escultor



Fotografia do Busto de António Alves de Sousa - Vila Nova de GaiaAntónio Alves de Sousa nasceu em Vilar de Andorinho, Vila Nova de Gaia, a 9 de Janeiro de 1884. Era filho de Joaquim de Sousa, pedreiro, e de Felicidade Francisca Alves, costureira.
Desde muito cedo ajudou o pai no desempenho da sua atividade e, desde tenra idade, também, revelou talento para a escultura.

Em 1897 ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, tendo concluído o curso de Escultura em 1905 com a classificação de 18 valores. Na Academia, este singular discípulo da escola gaiense de Escultura foi muito elogiado por mestres e colegas, nomeadamente pelo professor António Teixeira Lopes, pelo colega Pinto do Couto e por João Chagas.

Depois de ter concluído os estudos começou a dar a conhecer a sua obra, apresentando Uma mulher do povo conduzindo duas crianças, cai debilitada pela fome em um banco de praça pública, uma obra bem acolhida, quer pela crítica quer pelo público.

Em 1907 concorreu ao lugar de pensionista na classe de Escultura em Paris, juntamente com os condiscípulos Rodolfo Pinto do Couto e José de Oliveira Ferreira, que este último haveria de alcançar. Apesar de Paris ser, ao tempo, o grande referencial para os artistas plásticos europeus, este fracasso não esmoreceu a vontade do escultor. Alves de Sousa e Pinto do Couto voltaram a candidatar-se à bolsa, em 1908, e, desta vez, o primeiro venceu o concurso com a escultura Escravo romano sucumbindo ao veneno, um trabalho que foi novamente aclamado pelos críticos.

Fotografia do Monumento aos mortos da Guerra Peninsular, PortoEm 1909 partiu para a capital francesa, cidade onde viria a casar e a ter descendência. Mas, nesse ano participou, ainda, com o arquiteto Marques da Silva, no concurso para o Monumento aos mortos da Guerra Peninsular, a construir no Porto. A sua partida para Paris determinou que as figuras para a conceção da obra fossem executadas na capital francesa, o que já não veio a suceder devido ao seu falecimento. Anos depois, o trabalho iria ser continuado pelos artistas Sousa Caldas e Henrique Moreira.

Em 1914, numa outra parceria com Marques da Silva, participou no concurso para o Monumento dedicado ao Marquês de Pombal, em Lisboa, que, no entanto, foi vencido por Francisco dos Santos. Esta decisão não foi, contudo, consensual. Pelo contrário, foi polémica e gerou debates de opinião. António Arroio e Guerra Junqueiro, entre outros, preferiam o projeto apresentado pela dupla nortenha.

No regresso de Paris trouxe consigo dois filhos de tenra idade, órfãos de mãe, e um conjunto de obras que após a sua morte vieram a ser compradas à sua família pelo Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, onde se encontram expostas (Garoto dos jornais, Desespero, A Mãe de Jesus Cristo, Vítimas da Miséria, Estudo académico, Orfeu, Cristo preso à coluna (1911), Retrato do escultor Pinto de Couto, Avant l’opération, Procissão de Fome, Sousanne Bouré, Bacante, três obras sobre Orfeu e a prova final Édipo e Antígona que enviou à Escola de Belas-Artes).

Fotografia do Museu Nacional de Soares dos Reis, PortoEsta figura, que todos descrevem como de compleição e temperamento românticos, faleceu, prematuramente e em grande sofrimento, aos 38 anos, a 5 de Março de 1922, vítima de tuberculose que, pouco antes, o havia conduzido à loucura.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2009)

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