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Memória U.Porto

Figura Eminente da Universidade do Porto

Óscar Lopes

Fotografia de Óscar Lopes / Photo of Óscar Lopes Óscar Lopes
1917-2013
Professor, ensaísta e linguista



Óscar Luso de Freitas Lopes nasceu em Leça da Palmeira, Matosinhos, a 2 de outubro de 1917. Era filho de Armando Lopes (1891-1977), compositor e etnomusicólogo, conhecido pelo pseudónimo Armando Leça, e de Irene Freitas, violoncelista, e irmão de Rui, Martim, Fernão e Mécia (que viria a casar com Jorge de Sena).

Fez o ensino básico em Leça, o 1.º e 2.ºciclos do Ensino Secundário no Colégio da Boa Nova, em Matosinhos, e concluiu o 3.º ciclo do Ensino Secundário no Liceu Rodrigues de Freitas, no Porto.

Licenciou-se em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1941) e em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Obteve diplomas superiores no Instituto Britânico do Porto e no Conservatório de Música do Porto e foi bolseiro do Instituto de Estudos Pedagógicos da Fundação Calouste Gulbenkian, equiparado a bolseiro pelo Instituto de Alta Cultura (1967 a 1971).

Entre 1941 e 1947 foi professor do ensino secundário em escolas como o Liceu Nacional de Vila Real e os liceus Alexandre Herculano e Rodrigues de Freitas, na cidade do Porto.

Óscar Lopes é autor de uma vasta obra nas áreas da crítica, do ensaio e da história literárias e da Linguística. Como crítico e ensaísta literário teve um papel fulcral no estudo e na problematização do neorrealismo em Portugal.
Em colaboração com o historiador António José Saraiva (1917-1993) escreveu a História da Literatura Portuguesa, obra didática e de consulta, editada em 1955, objeto de inúmeras reedições, corrigidas e atualizadas, ao longo dos anos.
Colaborou em revistas literárias como: Seara Nova, Vértice, Mundo Literário, Colóquio/Letras e no suplemento literário do jornal O Comércio do Porto. Em 1980 dirigiu dois números da revista Camões, nas comemorações do IV centenário da morte do poeta. Prefaciou obras de escritores de língua portuguesa como Jorge Amado, Urbano Tavares Rodrigues, Eugénio de Andrade e Manuel Tiago (pseudónimo literário de Álvaro Cunhal, 1913-2005).

Foi, também, ativista político, muito participativo nas acções da oposição democrática antifascista (Movimento de Unidade Nacional Antifascista, Movimento de Unidade Democrática, Movimento Nacional Democrático, Comissão Democrática Eleitoral e Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos). Militante (1944) e dirigente do Partido Comunista Português, passou pela prisão (1955-1956) e após o 25 de abril de 1974 colaborou na direção da organização regional e no Comité do PCP. Foi candidato à Assembleia da República e membro eleito da Assembleia Municipal do Porto.
A instauração do regime democrático no país permitiu-lhe lecionar na Faculdade de Letras da U.Porto, onde foi nomeado professor catedrático. Jubilou-se em 1987. Em 1990 foi distinguido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Clássica de Lisboa.

Foi diretor da FLUP entre 1974 e 1976 e responsável pela criação do Centro de Linguística da Universidade do Porto. Desempenhou funções como vice-reitor (1974-75) durante o mandato de Ruy Luís Gomes (12.º reitor da Universidade do Porto, entre 1974 e 1975).

Óscar Lopes, figura ímpar da história da Universidade do Porto e da cultura portuguesa da segunda metade do século XX ao início do século XXI, recebeu diversas distinções. Os trabalhos de ensaio e crítica mereceram-lhe o Prémio Rodrigues Sampaio, da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto (1968), bem como o Prémio Jacinto do Prado Coelho, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários (1985) e o Prémio P.E.N. Club Português de Ensaio com A Busca de Sentido: Questões da Literatura Portuguesa. Em 2002 pelo conjunto da sua obra alcançou o Prémio Vergílio Ferreira.
Pela sua carreira foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública (1989) e pela sua intervenção democrática com a Ordem da Liberdade (2006).

Morreu no dia 22 de março de 2013, aos 95 anos de idade.

Em 2017 foi homenageado pela FLUP através da mostra “Óscar Lopes. Centenário do seu nascimento. Exposição Bibliográfica e Documental. Biblioteca da FLUP, 17 de abril a 30 de junho de 2017”. Em 2018 foi escolhido como Figura Eminente da Universidade do Porto.
(Universidade do Porto Digital / Gestão de Documentação e Informação, 2018)

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