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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Manuel da Fonseca Pinto

Retrato de Manoel Pinto da Fonseca por Manuel António de Moura / Portrait of Manoel Pinto da Fonseca by Manuel António de Moura Manuel da Fonseca Pinto
1802-1882
Professor e escultor



Manuel da Fonseca Pinto, filho de João da Fonseca e de Quitéria Maria, nasceu a 20 de dezembro de 1802 na freguesia de Divino Salvador de Magrelos, concelho do Marco de Canaveses.

O seu irmão Alexandre da Fonseca Pinto, administrador do Correio de Coimbra, conduziu-o a uma vida no comércio, como caixeiro-viajante, apesar de sonhar estudar desenho e escultura. Este desejo pôde concretizá-lo no Porto, onde frequentou a oficina do escultor João Joaquim e a aula de desenho, de francês e o 1.º ano Matemático na Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto. Em 1827, e no âmbito da cadeira de Desenho tutelada pelo professor Raymundo Joaquim da Costa e pelo substituto João Baptista Ribeiro, recebeu um 1.º prémio.

Retrato de Manoel da Fonseca Pinto, desenho de Marques de Oliveira na A Arte Portugueza n.º 9 / Portrait of Manoel da Fonseca Pinto, draw by Marques de Oliveira in A Arte Portugueza revue n.º 9Manuel da Fonseca Pinto rapidamente granjeou simpatias nesta cidade e as suas obras tornaram-se conhecidas. Produziu arte sacra. Foi autor da decoração escultórica da Real Escuna de D. Miguel, de figuras e ornamentos de talha para a popa, proa e alforges de navios de vela construídos nos estaleiros do Ouro, no Porto, e nos de Vila Nova de Gaia. Desenhou e litografou retratos de celebridades políticas e produziu miniaturas.

Participou em várias exposições da Academia Portuense de Belas Artes, onde apresentou obras como Vénus deitada (1854), O tempo (1863), Viriato jurando sobre o cadáver de uma jovem na guerra eterna aos romanos (baixo-relevo 1866), o Busto do conde de Samodães (1874) e o autorretrato de D. Pedro IV, a cavalo (barro cozido e bronzeado, 1878).

Em paralelo com a carreira artística desenvolveu atividades educativas. Em 1834 foi nomeado professor substituto da Aula de Desenho da Academia Real, embora tenha sido exonerado da função pelo decreto de 19 de outubro de 1836 devido ao facto de se ter recusado jurar a Constituição de 1822. Em 1840 foi nomeado para servir interinamente na cadeira de Desenho da Universidade de Coimbra, anexa à Faculdade de Matemática.

Em 1842 foi nomeado lente de Escultura da Academia Portuense de Belas Artes, onde foi mestre de Soares dos Reis. Dirigiu esta Academia (1864-1882) e jubilou-se em 1880.

Faleceu a 5 de outubro de 1882. Foi casado com D. Cândida Peregrina Pereira de Vasconcelos, filha única do retratista António Simões Pereira de Vasconcelos.
(Universidade Digital / Gestão de Documentação e Informação, 2017)

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