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Memória U.Porto

Docentes e Estudantes da Real Escola de Cirurgia e da Escola Médico-Cirúrgica do Porto

Agostinho Albano da Silveira Pinto

Litografia de Agostinho Albano da Silveira Pinto / Lithography of Agostinho Albano da Silveira Pinto Agostinho Albano da Silveira Pinto
1785-1852
Médico, professor, escritor e político



Agostinho Albano da Silveira Pinto nasceu no Porto a 17 de julho de 1785. Era filho de José Xavier da Silveira Pinto, bacharel em Medicina, e de D. Maria Perpétua Pereira da Silveira, e irmão de Adrião Acácio da Silveira Pinto, deputado e governador de Macau e de Angola, e de Alípio Antero da Silveira Pinto, combatente liberal e juiz da Relação do Porto e do Supremo Tribunal.

Matriculou-se em Filosofia e Matemática na Universidade de Coimbra, em 1801, e em Medicina, em 1804. Nesta Universidade obteve os graus de bacharel em Filosofia, em 1804, de licenciado, em 1805, e de doutor, em 1806; e de bacharel em Medicina, em 1813, tendo concluído o curso em 1814. Na Faculdade de Filosofia trabalhou como opositor (1806-1807 e 1809-1811), demonstrador de História Natural (1807-1809), substituto extraordinário de Química (1811), substituto extraordinário de Metalurgia (1811-1812), demonstrador de Zoologia (1811-1812), de Mineralogia (1811-1814) e de Botânica (1812-1814) e ainda como secretário da faculdade (1811).

Preleções Preliminares ao Curso D'Economia Política / Book Preleções Preliminares ao Curso D'Economia PolíticaDe volta ao Porto exerceu clínica médica, fez carreira académica e participou na vida pública. Na Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto lecionou língua francesa entre 1814 e 1828 (nomeado lente por carta régia de 28 de fevereiro de 1815, apesar de lecionar a cadeira desde 1814. Regeu igualmente a cadeira de Agricultura (1818-1834), instituída pela resolução régia de 16 de setembro de 1818, e ocupou o lugar de diretor da Academia entre 1833 e 1836 (nomeado interinamente pelo decreto de 28 de outubro de 1833 e em definitivo pelo decreto de 6 de dezembro de 1834; foi exonerado a 19 de outubro de 1836).

Agostinho da Silveira Pinto dirigiu, também, a Real Escola de Cirurgia, no Porto. Nomeado em 1826 pelo decreto de 26 de agosto, foi substituído interinamente por José Duarte Salustiano Andrade pelo aviso da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino de 25 de Agosto de 1828. Foi demitido pelo governo de D. Miguel no dia 14 de maio de 1829, regressando ao exercício de funções após o triunfo liberal, em 1832.

Na Associação Comercial do Porto regeu um curso pioneiro de Economia Política entre maio de 1837 e outubro de 1838, supostamente devido ao facto de ser um homem da confiança do fundador da associação, José Ferreira Borges.

Agostinho Pinto foi ajudante do Batalhão Académico (1808) e mais tarde alferes de Infantaria n.º 12; presidiu à comissão de reforma e melhoramento das cadeias da comarca do Porto; foi candidato a deputado em 1822 (não eleito); foi presidente da Comissão Sanitária do Porto durante a epidemia de cólera de 1833; foi deputado às Cortes entre 1834 e 1852; foi vice-presidente do Tribunal de Contas, ministro e secretário de estado dos Negócios da Marinha e Ultramar (1847-1848) e membro do Tribunal do Tesouro Público.

Tratado de Farmaconomia / Book Tratado de FarmaconomiaEscreveu numerosas obras de Ciências Naturais, Medicina, Farmácia, Economia, Política e Finanças, entre as quais se podem citar o Código Pharmaceutico lusitano ou tratado de Pharmaconomia (Coimbra, 1835), adotado como Farmacopeia oficial em 1835 e considerado pela Academia Imperial do Rio de Janeiro como Código Pharmaceutico Legal no Imperio do Brasil; e o 1.º folheto médico sobre homeopatia – Doutrina Homeopatica - editado na revista Repositório Literário da Sociedade das Ciências Médicas e de Literatura do Porto (1835).
Colaborou na Memória estatístico-histórica sobre a administração dos expostos na cidade do Porto redigido pela camara municipal do Porto da mesma cidade (1823) e no Relatório que a comissão sanitária da cidade do Porto fez subir à augusta presença de S. M. Imperial o Duque de Bragança (1833). Deixou prontos para edição os dois volumes da História Financeira de Portugal desde o tempo do Conde D. Henrique até ao nosso.
Com Alexandre Herculano participou na Sociedade das Ciências Médicas e da Literatura do Porto, a que presidiu, e foi redator principal da Revista Estrangeira (Coimbra, 1837-1838) e da Revista Litteraria (Porto, 1838-1843).

Foi ainda médico da Real Câmara (1827), sócio efectivo da Academia Real das Ciências de Lisboa, comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (1845) e membro da Maçonaria, com o nome Hyperion.

Foi pai de Antero Albano da Silveira Pinto, médico e político, proprietário do palacete romântico de S. Paio, na Afurada, na marginal de Vila Nova de Gaia.
Morreu em Águas Santas, na Maia, a 18 de outubro de 1852.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2013)

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