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Proposta: Faculdade de Medicina |
Nasceu em Gehlsdorf, no norte da Alemanha, a 31 de dezembro de 1922. Era o mais novo dos quatro filhos de Paul Trendelenburg (1884-1931), especialista em Farmacologia, e de Veronika Wilcken (1892-1973). Um dos seus avós foi o professor de Cirurgia que criou a técnica da apendicectomia e ficou conhecido pela posição de Trendelenburg (descrita para facilitar o exame da pequena bacia) e o filósofo Friedrich Adolf Trendelenburg foi seu bisavô.
Em 1941, quando se preparava para cursar Medicina, foi incorporado na Luftwaffe, em plena II Guerra Mundial. Entrou ao serviço como piloto em março de 1945 e foi aprisionado a 19 de abril.
Depois de 19 meses passados num campo de concentração, regressou à Alemanha. Licenciou-se em Medicina, na Universidade de Göttingen (1952) e, de seguida, foi convidado a lecionar durante 6 meses na Universidade de Uppsala, na Suécia. Durante este período, teve oportunidade de contactar com a área da Farmacologia através de E. Barany e de conhecer J. H. Burn.
Entre 1952 e 1954 foi bolseiro do British Council, em Oxford e, em 1956, doutorou-se em Farmacologia pela Universidade de Oxford.
Nesse ano regressou à Alemanha e, depois de um ano a trabalhar em Mainz com G. Kuschinski, transferiu-se para a Universidade de Harvard, nos E.U.A., a convite de Otto Krayer. Entre 1957 e 1968 lecionou e investigou nesta Universidade - foi nomeado professor associado de Farmacologia em 1963 e diretor de departamento em 1966. Em 1963 foi professor visitante na Universidade de Hamburgo.
Em 1968 ocupou a cátedra de Wurzburg, na República Federal da Alemanha.
No domínio da Farmacologia Experimental do sistema nervoso autónomo, Ulrich Georg Trendelenburg desenvolveu inúmeras investigações, entre as quais as referentes à transmissão ganglionar, à super e sub-sensibilização dos órgãos efetores com inervação adrenérgica, à metabolização das catecolaminas e ao papel fisiológico e farmacológico dos sistemas neuronal e extra-neuronal nos processos de mediação adrenérgica. Foi autor de capítulos de obras consideradas indispensáveis para a Farmacologia atual e assumiu responsabilidades editoriais em revistas científicas americanas e europeias.
Foi presidente da Sociedade Alemã de Farmacologia e consultor da Comissão Executiva da União Internacional de Farmacologia, membro da American Society for Pharmacology and Experimental Therapeutics, da British Physiological Society, da British Pharmacology Society e da Deutsche Pharmakologische Gesellschaft.
Foi sócio honorário das sociedades de farmacologia da Polónia, Índia, República Checa, Alemanha e Venezuela. Foi-lhe atribuído o título de doutor honoris causa pelas universidades de Tampere (Finlândia), do Porto, do Ohio (E.U.A.), de Lublin (Polónia) e de Praga (República Checa). Recebeu, também, o prémio “Oswald Schmiedeberg”, da Sociedade Alemã de Farmacologia.
Morreu a 21 de novembro de 2006.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2013)