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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Francisco de Salles Gomes Cardoso

Retrato de Francisco Salles Gomes Cardoso / Portrait of Francisco Salles Gomes Cardoso Francisco de Salles Gomes Cardoso
1816-1891
Doutor em Filosofia, oficial da armada e lente da Academia
Politécnica do Porto



Francisco de Salles Gomes Cardoso, filho de Miguel Joaquim Gomes Cardoso Sénior e de D. Maria Inácia Alvares de Queirós, nasceu no Porto a 28 de fevereiro de 1816. Viveu em Matosinhos, na Rua Direita, n.º 20.

Com a entrada do exército de D. Pedro na cidade do Porto, a 9 de julho de 1832, Francisco Cardoso abandonou a frequência dos estudos preparatórios para integrar o corpo de polícia preventiva da 7.ª secção, sedeado em Cedofeita. Pela excelência dos serviços que então prestou, foi agraciado com a medalha da liberdade n.º 2, de D. Pedro e D. Maria, e com o hábito de Torre e Espada. Em 1833 assentou praça como voluntário na Marinha, onde foi capitão-de-mar-e-guerra.

Após o termo das campanhas liberais, matriculou-se no curso de oficiais da Armada da Academia Real da Marinha e Comércio da Cidade do Porto, que concluiu em Lisboa, em 1842. Em outubro do ano seguinte ingressou nas faculdades de Matemática e Filosofia da Universidade de Coimbra, onde, desde o primeiro ano, foi um aluno premiado. Nesta universidade obteve o grau de Doutor em Filosofia e o de Bacharel em Matemática.

Gravura de Joaquim Villanova da construção da Academia Politécnica do Porto / Picture of the building of the Polytechnic Academy of Porto by Joaquim VillanovaFrancisco Cardoso pediu licença à Marinha para concorrer a um lugar de lente da Academia Politécnica do Porto, a qual lhe foi concedida por portaria de 5 de agosto de 1851. Ainda neste ano foi nomeado lente substituto da Secção de Filosofia por decreto de 23 de junho e carta régia de 30 de agosto, tomando posse do lugar a 20 de setembro. Foi regente das cadeiras da secção de Filosofia.

Em 1859, por decreto de 2 de março e apostilla de 29 do mesmo mês, foi promovido à categoria de Lente Proprietário da 10.ª cadeira – "Botânica, Agricultura, Metalurgia e Artes de Minas" (renomeada "Botânica" com a reforma da Academia de 1885) - sucedendo ao Barão de Castelo de Paiva, que fora o 1.º lente da disciplina entre 1838 e 1858. Tomou posse do lugar no dia 30 de abril. Por essa altura, foi colocado em inatividade no quadro dos oficiais de marinha.
Anos mais tarde, em 1876, recebeu o aumento do terço do ordenado, determinado pelo decreto de 10 de agosto e por carta régia de 31 de dezembro.

Na Academia Politécnica do Porto, para além de lecionar Botânica – tendo chegado a ser presidente do júri de um concurso de Horticultura -, ministrou, excecionalmente, a 1.ª cadeira da secção de Matemática, o que lhe valeu um voto de agradecimento do Conselho Académico. Foi presidente da Secção de Filosofia, director do Jardim Botânico e diretor interino da Academia, pelo facto de ser o seu lente mais antigo. Apenas abandonou a Academia Politécnica depois de várias décadas de serviço, quando foi atingido por uma apoplexia que o deixou muito debilitado.

Fora da Academia Politécnica do Porto colaborou na organização dos trabalhos preparatórios para a secção portuguesa da Exposição Internacional de Londres de 1862, ação que lhe valeu um louvor publicado por portaria de 11 de julho de 1863. Integrou a comissão de avaliação das habilitações dos candidatos a aspirantes e guardas-marinhas, em 1847. Por diversas vezes foi membro do Conselho do Distrito do Porto e regeu graciosamente a cadeira de Aritmética e Geometria aplicada às Artes Industriais, na Associação Industrial Portuense.

Comendador da Ordem Militar de S. Bento de Avis e Cavaleiro da Ordem de Avis, Francisco Cardoso aposentou-se como almirante da Marinha em 1889. Morreu a 21 de janeiro de 1891, vítima de um ataque de influenza.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2012)

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