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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Joaquim Santos Júnior

Retrato de Joaquim Santos Júnior Joaquim Santos Júnior
1901-1990
Médico, antropólogo, ornitólogo e professor universitário



Joaquim Rodrigues dos Santos Júnior nasceu em Barcelos, em 1901.
Estudou no Porto. Nesta cidade, frequentou e concluiu o curso do liceu entre 1911 e 1918, após o qual se matriculou no curso de Engenharia-agronómica do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa durante o ano letivo de 1918-1919. Porém, por motivos de saúde, frequentou apenas o 1.º semestre. No ano letivo seguinte transferiu-se para o curso de Ciências Histórico-naturais da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que concluiu em 1923 com a classificação final de Bom (15 valores).
Durante e após o curso frequentou a cadeira de Grego (1922-1923) e inscreveu-se nas cadeiras de Etnologia, Estética e História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade do Porto entre 1923 e 1924.
Em 1926 fez o curso de especialização de Química Coloidal na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ministrado pelo Professor Kopaczewski, na sequência do qual passou a estudar Medicina e Cirurgia nessa Faculdade. Licenciou-se com a classificação de Bom (16 valores).
Em 1944 doutorou-se em Ciências Histórico-naturais na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, tendo apresentado a dissertação "Contribuição para o estudo da antropologia de Moçambique: Nhúngüés e Antumbas".

Santos Júnior iniciou a sua vida profissional na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde, em 1923, foi nomeado assistente supranumerário de Antropologia e contratado como 2.º assistente do 7.º grupo (Zoologia e Antropologia) no final da década de 20. Nos anos 30 e 40 regeu a cadeira de Zoologia. Lecionou, também, disciplinas de Ciências Naturais nos liceus centrais de Alexandre Herculano e Rodrigues de Freitas entre 1924 e 1926. Durante o ano letivo de 1935-1936, foi assistente de Paleontologia. No ano letivo seguinte regeu a cadeira de Antropologia, durante a ausência do Professor Mendes Correia. Seguidamente ministrou o curso de Ecologia Animal e Zoogeografia, regeu as disciplinas de Anatomia e Fisiologia Comparadas e a cadeira de Zoologia Geral e teve a seu cargo o curso de Ecologia Animal e Zoologia Médica. No ano letivo de 1952-1953 lecionou a cadeira de Anatomia e Fisiologia Comparadas e a de Antropologia e a partir de 1965 foi regente do curso de Sociologia.
Foi nomeado professor extraordinário do 3.º grupo – Zoologia e Antropologia, da 3.ª secção – Ciências Histórico-Naturais da FCUP, em 1948, e no ano seguinte foi-lhe conferido o título de professor agregado do mesmo grupo. A 8 de junho de 1951 foi reconduzido definitivamente no lugar de professor extraordinário e em 1954 foi nomeado professor catedrático.

Na Universidade do Porto, Joaquim Santos Júnior desempenhou, ainda, outras funções, como a de preparador-conservador do Museu e Laboratório Antropológico (atual sala de Antropologia e Pré-História Mendes Corrêa do Museu de História Natural), entre 1926 a 1937, e de seu diretor, para o que foi nomeado por portaria publicada no Diário do Governo, 2.ª série, n.º 133, de 6 de junho de 1959. Foi diretor interino do Instituto de Zoologia e Estação de Zoologia Marítima "Dr. Augusto Nobre" durante o impedimento do professor Mendes Correia. Em 1954 foi nomeado diretor efetivo por portaria publicada no Diário do Governo, 2.ª série, n.º 197, e exerceu o cargo até 8 de junho de 1959, data em que foi exonerado a seu pedido.

Hospital de Santo António, Edifícios do Porto em 1833. Álbum de Desenhos de Joaquim Cardoso Vitória VilanovaSantos Júnior exerceu clínica e foi médico da enfermaria 4 do Hospital Geral de Santo António entre 1932 e 1936. Nos anos 30 e 40 foi bolseiro da Junta de Educação Nacional e do Instituto para a Alta Cultura. Mais tarde, em 1968, foi professor convidado da Universidade de Luanda. Aqui, ensinou Zoologia até Junho de 1971, ano em que se jubilou. Foi chefe da Missão Antropológica de Moçambique, que realizou 6 campanhas entre 1936 e 1956.

Publicou numerosos trabalhos nas áreas da Antropologia, Etnografia, Pré-História e Zoologia e participou em conferências e congressos em Portugal, França, Espanha, Bélgica e Moçambique.
Fotografia da Casa Tait, PortoNa área da Ornitologia, Santos Júnior foi um dos pioneiros da anilhagem científica das aves em Portugal e o responsável pela criação da Reserva Ornitológica de Mindelo, da Direção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas.
Santos Júnior fez parte de várias associações científicas portuguesas e internacionais. Foi membro da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, do Porto, da Sociedade Anatómica Portuguesa, da Associação dos Arqueólogos Portugueses (sócio correspondente), da Sociedade Martins Sarmento, de Guimarães (sócio correspondente), do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, de Lisboa (sócio correspondente), da Sociedade Broteriana e da Sociedade Portuguesa de Estudos Eugénicos, de Coimbra, do Seminário de Estudos Galegos, de Santiago de Compostela, da Sociedade de Geografia de Lisboa (sócio efetivo) e do Grupo Português de História das Ciências.

A nível internacional, fez parte do Institut International d'Anthropologie, da Société d'Ethnographie de Paris (membre titulaire), do Bureau Bibliographique de Torino (correpondant d'honneur), da Real Academia Galega, da Corunha (sócio correspondente), da Sociedade Brasileira de Folclore, de Natal, do Club Internacional de Folclore, do Brasil (sócio efetivo), do International African Institute, de Londres e da Real Academia de la Historia, de Madrid (académico correspondente). Foi, ainda, "Honorary Fellow" da The Epigraphic Society, de San Diego, nos E.U.A.

Fotografia da Quinta da Caverneira, MaiaSantos Júnior viveu cerca de meio século na Quinta da Caverneira, na Maia, numa "casa de brasileiro" do século XIX. Passava férias na Quinta Judite em Torre de Moncorvo, propriedade de sua mulher, e frequentava as Caldas Santas de Carvalhelhos, em Boticas, dirigidas por Augusto Gonçalves Moreno, seu amigo. Faleceu na sua casa de Águas Santas, em 1990.

Depois da sua morte, a família doou o arquivo e a biblioteca e alguns objetos pessoais à Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo e a sua casa foi convertida num espaço cultural do município da Maia que nele pretende instalar um Centro de Estudos da Ruralidade.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2011)

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