Saltar para:
Logótipo SIGARRA U.Porto
This page in english A Ajuda Contextual não se encontra disponível Autenticar-se
Você está em: U. Porto > Memória U.Porto > Antigos Estudantes Ilustres U.Porto: Celestino de Castro

Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Celestino de Castro

Fotografia de Celestino de Castro Celestino de Castro
1920-2007
Arquiteto



Celestino Joaquim de Abreu Castro nasceu a 21 de Junho de 1920 na freguesia de Paranhos, no Porto. Era filho de Baltazar da Silva Castro, arquiteto e diretor dos Monumentos Nacionais, e de Mariana Amélia de Abreu Castro, professora primária.

No Porto, frequentou o estabelecimento de ensino anexo à Escola do Magistério Primário e, mais tarde, o liceu. Em 1937 fez o exame de admissão à Escola de Belas Artes da mesma cidade.

Em 1940, com o 3.º ano do curso especial da Escola Superior de Belas Artes do Porto, transferiu-se, por motivos familiares, para a Escola de Belas Artes de Lisboa, onde concluiu a licenciatura no ano letivo de 1943-1944.

Fotografia do Prof. Cristino da SilvaTerminada a formação académica, estagiou com o Professor Cristino da Silva na Direção de Edifícios de Lisboa, do Ministério das Obras Públicas, entre 1944 e 1947.

Durante essa década, Celestino participou nas Exposições Gerais de Artes Plásticas da Sociedade Nacional de Belas Artes (1946/1956); integrou um grupo de arquitetos de Lisboa que visitou, a título profissional, os colegas da cidade do Porto (1947); associou-se ao I Congresso Nacional de Arquitetura e ao I Congresso da União Internacional dos Arquitetos, em Lausanne (1948), e viu publicada na revista "Arquitectura" a primeira tradução integral da "Carta de Atenas", um documento fundamental para as novas gerações de arquitetos, elaborado em parceria com Castro Rodrigues (1948).

Logotipo do Jornal AvanteEm 1951 trabalhou na Junta de Colonização Interna e, em 1953, filiou-se no Partido Comunista Português por influência de José Dias Coelho.

No Verão de 1955 fez parte da equipa n.º 6 do "Inquérito à Arquitectura Popular em Portugal", onde trabalhou com os arquitetos Artur Pires Martins e Fernando Torres. No âmbito deste projeto também contribuiu para a composição da maqueta final do livro, editado em 1961.

Entre o final dos anos 50 e o início da década de 60 organizou com Manuel Barreira a "Exposição Itinerante de Arquitectura Portuguesa Contemporânea", destinada ao Smithsonian Institution, enquanto delegado do Sindicato junto do Secretariado Nacional de Informação; trabalhou, ainda, no Gabinete de Urbanização da Câmara Municipal de Almada (1958/1960) e no Gabinete Técnico de Habitação da Câmara Municipal de Lisboa (1960/1962).

A sua militância no PCP conduziu-o à clandestinidade em Agosto de 1963 e, mais tarde, ao exílio, em 1965. Nesses tempos difíceis vividos em Paris, trabalhou nos gabinetes dos arquitetos Lucien Billard e André Mahé e no de André Laborie, assim como no "Service des Bâtiments et Jardins du Sénat".

Em 1974 regressou a Portugal, no mesmo avião onde viajava Álvaro Cunhal, para participar nas celebrações do 1.º de Maio.

Em Março do ano seguinte ingressou na função pública, inicialmente nas Brigadas de Apoio Local da Câmara Municipal de Lisboa e, depois, na Direção das Instalações e Equipamentos de Saúde, onde se manteve até Junho de 1990.

Em 1976 ajudou a converter o Sindicato Nacional dos Arquitetos na Associação dos Arquitetos Portugueses, entidade na qual participou ativamente até ao seu III Congresso.

Em 1990 aposentou-se, passando então a dedicar boa parte do seu tempo ao gabinete do projeto do "Avante!". Em 2003 passou a Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos, juntamente com outros colegas de profissão como Fernando Távora.

Moradia na Rua Santos Pousada, PortoDa sua obra arquitetónica devem salientar-se a Habitação José Braga, na Rua Santos Pousada, Porto (1950/1951), a Habitação do Amial, Porto (projeto de 1949, construção de 1950-1952), que hoje se encontra muito descaracterizada, e o Bloco de Citologia do Hospital de Santo António (1989), também no Porto; e os blocos residenciais da Avenida dos E.U.A., em Lisboa, em colaboração com Huertas Lobo, João Simões, Hernâni Gandra e Francisco Castro Rodrigues.

Celestino de Castro morreu em Agosto de 2007. O seu corpo esteve em câmara ardente na Igreja do Campo Grande, em Lisboa, e no dia 15 foi cremado no cemitério dos Olivais.

Figura cimeira do modernismo português, foi um homem fiel aos seus princípios; conheceu a privação da liberdade, visitou Paris, Moscovo e Washington, e nunca usou gravata, apresentando-se sempre de camisa completamente abotoada.

O espólio do seu atelier, que doara ao Partido Comunista Português, encontra-se atualmente na posse da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, responsável pelo seu estudo e preservação.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2010)

Recomendar Página Voltar ao Topo
Copyright 1996-2018 © Universidade do Porto Termos e Condições Acessibilidade Índice A-Z Livro de Visitas
Última actualização: 2016-06-29 Página gerada em: 2018-12-13 às 04:40:41