Saltar para:
Logótipo SIGARRA U.Porto
This page in english A Ajuda Contextual não se encontra disponível Autenticar-se
Você está em: U. Porto > Memória U.Porto > Docentes e Estudantes da 1ª Faculdade de Letras da Universidade do Porto: José Freitas de Bragança

Memória U.Porto

Docentes e Estudantes da Primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto

José Freitas de Bragança


Fotografia de José Freitas de Bragança / Photo of José Freitas de Bragança

1892-1982
Professor, Historiador e Crítico de Arte



Nasceu a 17 de Abril de 1892 no Porto e nesta cidade concluiu os estudos liceais em 1910. Partiu, depois, para Paris, onde se licenciou em Filologia Moderna pela Sorbonne. Durante a 1.ª Guerra Mundial foi professor no Collège Sainte-Barbe, iniciando a sua colaboração com jornais franceses e assumindo a direção da secção portuguesa de uma reputada casa editorial francesa.

Voltando ao Porto em 1922, foi proposto pelo Dr. Hernâni Cidade para Assistente do 2.º Grupo (Filologia Românica) da 1.ª Faculdade de Letras do Porto, lugar de que tomou posse a 16 de Junho de 1923. Nesta instituição, regeu a cadeira de Latim Medieval e Bárbaro. No ano seguinte, solicitou autorização ao Conselho Escolar para lecionar um curso de Literatura Francesa Moderna, mas este não chegou a concretizar-se. Em inícios de 1925 esteve destacado em comissão de serviço no Ministério de Trabalho. No final deste ano letivo, cessou o seu contrato com a Faculdade, o qual não foi renovado, supostamente devido a divergências que mantinha com o Dr. Hernâni Cidade.

Fixou, então, a residência familiar em Lisboa, passando a dedicar-se ao aprofundamento dos estudos históricos no domínio da Arte, em particular no do retrato na Arte Europeia do Renascimento. O seu prestígio enquanto historiador e crítico de Arte ficou certamente marcado pelas posições políticas anti-autoritárias que assumiu, como o atestam o encerramento da Universidade Livre de Lisboa após a sua participação num colóquio e o cancelamento de uma palestra sua no Palácio das Belas-Artes de Lisboa.

Ao longo das investigações que levou a cabo, tomou parte em diversas polémicas relativas a aspetos histórico-culturais portugueses, como, por exemplo, atribuindo a Grão-Vasco a autoria na famosa "Questão dos painéis" de S. Vicente e defendendo que a "Crónica Geral de Espanha de 1344" era originalmente portuguesa e que Fernão Lopes não era o autor das Crónicas dos Reis da I Dinastia anteriores a D. Pedro I.

Faleceu em Lisboa em 1982, encontrando-se o espólio da sua biblioteca à guarda da Biblioteca Nacional de Portugal.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008)

Recomendar Página Voltar ao Topo
Copyright 1996-2020 © Universidade do Porto Termos e Condições Acessibilidade Índice A-Z Livro de Visitas
Última actualização: 2016-06-21 Página gerada em: 2020-04-07 às 09:16:36