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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Francisco da Costa Gomes

Fotografia de Costa Gomes Francisco da Costa Gomes
1914-2001
Matemático, militar e político



Costa GomesFrancisco da Costa Gomes nasceu em Chaves a 30 de Junho de 1914 e faleceu a 31 de Julho de 2001. Filho de António José Gomes e de Idalina Júlia Moreira da Costa, a sua infância foi marcada pela morte do pai nas vésperas do seu 8.º aniversário.
As dificuldades económicas da família levaram a que, uma vez terminada a instrução primária, ingressasse no Colégio Militar em Lisboa, em 1925, com dez anos de idade. Em 1931, passou a frequentar a Escola Militar, na Arma de Cavalaria, tendo sido promovido a Alferes em 1935. Colocado no Regimento de Cavalaria nº 3, em Estremoz, em 1936, dois anos mais tarde foi transferido para o Batalhão nº4 da Guarda Nacional Republicana, no Porto. Em 1939 ascendeu ao lugar de Tenente.
No mesmo ano em que se licenciou com distinção em Ciências Matemáticas pela Universidade do Porto - 1944 -, foi promovido ao posto de Capitão. Exerceu as funções de subchefe e chefe do Estado-Maior de província de Macau entre 1949 e 1951, tendo sido colocado no Estado-Maior do Exército com a missão de estudar as possibilidades de mobilizar as forças cometidas à NATO.

Em 1952 casou-se com Maria Estela Veloso de Antas Varejão, de quem teve um filho. Promovido a Major, deu aulas no Colégio São João de Deus, em Lisboa. No ano seguinte, ficou responsável pela instrução das tropas portuguesas a integrar na NATO, prestando serviço no quartel-general do Supremo Comando Aliado do Atlântico, em Norfolk, nos Estados Unidos, e acabando por se tornar um profundo conhecedor dos assuntos da NATO. Participou em várias conferências desta organização, acabando por assumir funções de coordenação dos planos de utilização da energia atómica.

Retrato do Presidente Costa Gomes no Museu da PresidênciaEm 1965 foi nomeado segundo comandante da Região Militar de Moçambique e, em 1968, promovido a General. Em 1972, foi indigitado Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e, em 1974, exonerado deste cargo juntamente com António de Spínola. A 30 de Abril do mesmo ano retomou as funções de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas para, no dia 30 de Setembro, assumir a Presidência da República por indicação da Junta de Salvação Nacional, devido à demissão do General Spínola. Foi o primeiro Chefe de Estado português a discursar na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas.

A 25 de Novembro de 1975, Costa Gomes desempenhou um papel crucial durante as movimentações militares, chamando a Belém Otelo Saraiva de Carvalho e colocando sob seu comando direto as unidades militares da região de Lisboa, ao mesmo tempo que voltava a contactar a direção do PCP, solicitando que os militantes deste partido não tomassem parte ativa nas movimentações.

Depois de o General Ramalho Eanes ter tomado posse como Presidente da República, Costa Gomes decidiu retirar-se da atividade política. No entanto, manteve-se, ainda, muito ativo, através da sua participação no Conselho Mundial da Paz, de que foi presidente. Integrou, ainda, o Grupo de Generais e Almirantes para a Paz e o Desarmamento, em 1981, e participou na Conferência dos Movimentos da Paz, em Atenas, em 1984. Uma ação reconhecida pelo próprio Secretário-Geral das Nações Unidas, que lhe atribuiu o galardão de Mensageiro para a Paz em 1986.
(Texto de Cátia Manuela Silva Gonçalves, 2008)

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