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4 de janeiro, dia mundial do Braille

A escrita a branco

Cartaz da exposição na FLUP em 2017

Esta data evoca o nascimento de Luis Braille, criador do sistema que leva o seu nome e que ficou mundialmente conhecido por possibilitar o acesso dos cegos à leitura e escrita.


Ainda hoje, mais de 200 anos depois, o Braille continua a ser o único meio de leitura para os cegos.
A música, a matemática e até mesmo a informática conseguem representar-se na grafia Braille usando apenas a combinação de 6 pontos.


A transcrição para Braille de obras literárias, manuais, revistas e outras publicações diversas é fundamental para a cultura e a literacia das pessoas cegas.


Em Portugal destacam-se na edição de livros em Braille a Biblioteca Nacional e a Imprensa Braille (Centro Professor Albuquerque e Castro), mantendo esta última um notável trabalho na edição de livros e publicações diversas.


Fundada em 1956 por José de Albuquerque e Castro, professor no Instituto de S. Manuel, a American Foundation for Overseas Blind ofereceu ao Prof. Albuquerque uma máquina de estereotipar e outra de imprimir, bem como grande quantidade de zinco para a estereotipia e de papel para a impressão. Todo este material foi doado à Santa Casa da Misericórdia do Porto para criação, numa sala daquele Instituto, do Centro de Produção do Livro para o Cego, de que o Professor veio a ser o primeiro diretor até 1967, data do seu falecimento.


No Plano Anual de Atividades do Centro Prof. Albuquerque e Castro podemos encontrar as revistas mensais "Poliedro" e "Rosa-dos-Ventos", o Jornal de Notícias, a Visão e diversos títulos de obras de autores portugueses e estrangeiros.


Para o acesso, divulgação e preservação do livro em Braille, muito têm contribuído várias bibliotecas públicas com núcleos Braille e das quais se destacam pelo seu trabalho e empenho a Biblioteca Municipal de Matosinhos e a Biblioteca Municipal de Gaia, com serviço de empréstimo, sala de leitura e eventos de divulgação do seu acervo. Mas muitas outras, com acervos menores mas localizadas fora dos grandes centros têm tido um papel fundamental na divulgação do Braille entre os cegos residentes em zonas rurais, longe das grandes cidades.


A biblioteca da Faculdade de Letras da UP tem um pequeno núcleo Braille pesquisável através do catálogo geral e a que qualquer estudante da UP pode ter acesso.


Assista a um vídeo criado a partir de imagens recolhidas por Dolores Tomé no museu Luís Braille em Paris.


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