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Memória U.Porto

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto

Duarte Gustavo Roboredo e Castro (Tito Roboredo)

Inexistência de fotografia Duarte Gustavo Roboredo e Castro (Tito Roboredo)
1934-1980
Pintor e professor universitário



Duarte Gustavo de Albuquerque Roboredo e Castro nasceu a 4 de Junho de 1934 no concelho da Mêda.

Cinco anos depois, em 1939, instalou-se com a família em Leça da Palmeira, onde Tito fez vela desportiva com os irmãos.

Têmpera de Tito ReboredoEm 1955 concluiu os estudos liceais na Póvoa de Varzim e matriculou-se na Academia Alvarez para iniciar os estudos de pintura, contrariando, assim, a vontade da família, em particular a do pai que o queira ver seguir outro caminho.
Nesta academia portuense, fundada um ano antes por Jaime Isidoro e António Sampaio no n.º 171 da Rua da Alegria, integrou duas mostras anuais dos trabalhos escolares, concretamente a II Exposição da Academia Alvarez, em 1956, e a III Exposição Anual de Desenhos e Pinturas da Academia Alvarez, em 1958, para a qual desenhou a capa do respetivo catálogo.

Entretanto, entre Abril de 1956 e Outubro de 1957, cumpriu o serviço militar.

Com 24 anos inscreveu-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, na qual frequentou o Curso Geral de Pintura (1958-1963), o Curso Geral de Escultura (1960-1962) e o Curso Complementar de Pintura (1965) e teve por colegas De Francesco, Martha Telles, Abel Mendes, António Bronze, António Quadros, Avelino Rocha, Domingos Pinho, Justino Alves, Delfina Cunha, Clara Menéres e Alfredo Queiroz Ribeiro.

Em 1959 participou na VIII Exposição Magna da ESBAP com sete trabalhos na cadeira de "Iniciação à Pintura" de Júlio Resende e um trabalho na de "Iniciação à Escultura", de Gustavo Bastos e, ainda, na I Exposição Extra-escolar, realizada no Secretariado Nacional da Informação, em Lisboa, e na ESBAP, no Porto.

Em 1960 figurou em duas mostras: na IX Exposição Magna da ESBAP, como aluno de "Tecnologias da Pintura – Vitral e Mosaico" (disciplina orientada por Júlio Resende), com a apresentação de dois estudos de mosaico, e na II Exposição Extra-Escolar.

Em 1961 integrou a III Exposição Extra-Escolar e, em 1962, participou na Exposição Itinerante de Arte Moderna da Galeria Alvarez (Museu Machado de Castro, Coimbra) e na XI Exposição Magna da ESBAP com três trabalhos da cadeira "Composições de Pintura" e com um trabalho da cadeira de "Pintura do Natural". Foi no Catálogo desta última exposição que, pela primeira vez, o artista apareceu como Tito Roboredo.

Em 1963 terminou o Curso Geral de Pintura com a classificação de 18 valores e associou-se à XII Exposição Magna da ESBAP. Foi objeto de uma exposição individual no Pavilhão de Arquitetura, tema de um retrato apresentado por Lagoa Henriques, e mostrou trabalhos na secção do 4.º ano, nas cadeiras de "Pintura Natural" e de "Composição de Pintura".

No ano seguinte viajou até França e Inglaterra e casou com Madalena von Hafe a 12 de Dezembro de 1964, passando a residir em Francelos, Vila Nova de Gaia.

Na ESBAP, participou na XIII Exposição Magna, na secção dos finalistas de Pintura, com duas pinturas e uma litografia, e nas cadeiras de "Estudos Complementares de Composição de Pintura" e de "Tecnologias de Pintura".

Em 1965 concluiu o Curso Complementar de Pintura com a classificação de 20 valores, tendo sido destacado no quadro de honra dos finalistas do ano letivo de 1964-65, na XIV Exposição Magna da ESBAP. Durante um curto período de tempo lecionou no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, e colaborou com o Teatro Experimental do Porto através da cenografia de uma das peças do espetáculo n.º 59, levado à cena em 19 de Abril de 1965, no Teatro de Bolso: "O Guiché", de Jean Tardieu, encenado por João Guedes. Neste ano viu nascer a filha Ana.

Em 1966 tomou posse como 2.º Assistente do 5.º Grupo (Pintura) da ESBAP, lecionou as cadeiras de "Desenho de Estátua" e "Desenho de Modelo Vivo" e fez parte da XV Exposição Magna.
Em 1967 passou a 2.º Assistente do 7.º Grupo (Desenho), mantendo as mesmas cadeiras que lecionava e, em 1968, participou na XVI, e última, Exposição Magna da ESBAP.
No ano letivo de 1970 lecionou a cadeira de "Iniciação à Pintura. Noções Gerais". Fora da Escola associou-se a uma exposição coletiva na Galeria Divulgação. Neste ano nasceu a sua filha Marta.

Nu feminino de Tito Reboredo de 1971Em 1971 prestou Provas Públicas para Professor Agregado do 7.º Grupo. Na primeira prova, realizada no dia 26 de Outubro, o tema escolhido foi "O Desenho na obra de Le Corbusier"; a segunda prova, que teve lugar no dia seguinte, consistiu numa aula sobre o Determinismo da linha em função da definição da forma e da sua não existência. A 2 de Novembro foram discutidos os seus trabalhos de Desenho cópia de Modelo Vivo e de Estudos Anatómicos. No final, foi aprovado com 6 votos favoráveis e 3 desfavoráveis. Em Dezembro desse ano alcançou o título desejado.

Em 1972 regeu as cadeiras de "Desenho de Estátua" e "Desenho de Modelo Vivo" e participou excecionalmente em atividades fora da ESBAP, como foi o caso da inauguração da Galeria Abel Salazar, em Matosinhos, e de uma exposição de artes plásticas em Mirandela.

Em 1973 regeu as cadeiras de "Desenho de Modelo Vivo" e de "Pintura do Natural", esteve representado na I Exposição do Ciclo de Exposições "Artistas de Matosinhos", no Orfeão de Matosinhos, juntamente com Bruno Reis, Irene Vilar, Augusto Gomes e Nelson Dias.

Em 1974 foi suspenso da atividade de professor – a sua expulsão foi decidida em Agosto desse ano. A readmissão deu-se passados três anos, a 4 de Novembro de 1977, numa época em que Júlio Resende era presidente da ESBAP. Mas era tarde demais para colher alguma satisfação desse acto. Tito encontrava-se gravemente doente e faleceu em 23 de Outubro de 1980.

Exposição no Arquivo Municipal da MedaSegundo Laura Castro, uma das suas biógrafas, Tito era um homem de aspeto simples, sensível e discreto, tolerante mas exigente, de fino trato e de firmes convicções. Artista minucioso, desinteressado em expor a sua arte e pouco habilidoso na sua venda, durante 25 anos realizou uma obra onde persistem lugares familiares (a quinta onde fazia vinho com os irmãos, a casa de Leça da Palmeira, a Academia Alvarez onde trabalhou e o Café Magno que frequentou e onde se conserva um trabalho seu inacabado). A sua arte denota o gosto pela experimentação e é dominada por relações simbólicas e por poses de quietude e estranheza.

O artista está representado no Museu Machado de Castro, em Coimbra, e em coleções privadas em Portugal e no estrangeiro.
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2010)

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