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Semana Dos Gémeos: One Event, Two Experiences

14 a 18 JUN '21

Semana Dos Gémeos: One Event, Two Experiences
Pátio do Museu de História Natural e Ciência da U.Porto (entrada pela Cordoaria)

Exposição: Galeria II da Casa Comum (entrada pela Praça Gomes Teixeira)

Entrada Livre

Todos os eventos têm entrada livre, ainda que sujeita a marcação prévia no portal Eventbrite. Para reservar bilhetes, procure o evento aqui.

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Semana Dos Gémeos: One Event, Two Experiences

A ideia deste evento partiu da publicação do livro DEVELOPMENTAL AND FETAL ORIGINS OF DIFFERENCES IN MONOZYGOTIC TWINS (Alexandra Matias e Isaac Blickstein, 2020) sobre as diferenças entre gémeos monozigóticos. Há cada vez mais gémeos devido à idade mais avançada em que as mulheres decidem a maternidade e há um recurso cada vez mais frequente à procriação medicamente assistida. Assim a problemática dos gémeos está na ordem do dia, nomeadamente os gémeos monozigóticos cuja prevalência está 6 vezes aumentada mesmo se só existir transferência de um zigoto.

Considerando a evidência incontornável de que gémeos idênticos são, na realidade, não idênticos, senti a necessidade de escrever um livro clínico, abrangente e descontraído, uma espécie de livro de cabeceira com uma lista de diferenças entre gémeos monozigóticos (MZ) e como lidar com eles. O objetivo foi ser o mais inclusivo possível para atingir um público mais amplo: de pais a profissionais, médicos a juízes, psicólogos e educadores, irmãos e gémeos eles próprios.Trata-se de um tema provocatório que assume e justifica que gémeos idênticos nunca são iguais. Neste livro são analisadas as principais causas de discordância entre gémeos monozigóticos que parecem resultar de uma combinação de influências genéticas, epigenéticas e ambientais durante os períodos pré-natal, perinatal e pós-natal. Esta combinação complexa e dinâmica de múltiplos fatores atua em conjunto para moldar o genótipo e redefinir o fenótipo dos dois indivíduos.

Organizar uma semana sobre os gémeos foi uma forma de chamar a atenção sobre o tema e aliar este tópico a várias manifestações culturais, desde uma exposição de fotografias sobre as diferenças entre gémeos idênticos, uma mesa redonda com abordagem multidisciplinar deste tipo de gémeos, passando por conferências que ligam os gémeos à arte, à cultura e ao cinema. 

Este programa sob a coordenação da Alexandra Matias (FMUP), e produção da Casa Comum da U.Porto, irá acontecer entre 14 e 18 de junho.

Local dos eventos: Pátio do Edifício Histórico da U.Porto (entrada pela Cordoaria) 

Exposição: Galeria II da Casa Comum (enntrada pela Praça Gomes Teixeira)

PROGRAMA:

14 JUN’ 21 | 18:00

Inauguração da Exposição “16 fotografias: a voz da alma – diferenças entre gémeos idênticos”

Gémeos idênticos. Afinal a sua história pode ser diferente… Apesar de sua enorme semelhança, o termo é um tanto inadequado e usado no dia a dia com pouco rigor. Descobertas recentes mostram que diferenças fenotípicas (aparência exterior), assim como genéticas, entre gémeos "idênticos" são a regra, e não a exceção como seria de esperar. Nesta exposição o Tiago Martins procurou capturar as diferenças (quase inesperadas) entre gémeos monozigóticos (vulgo idênticos) ao longo de várias idades desde recém-nascidos pré-termo até uma idade mais avançada. Estas fotografias procuram ser a extensão artística e a tradução em papel da diferença na dualidade quase igual.

Fotografia: Tiago Martins

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14 JUN’ 21 | 18:30

Mesa Redonda “A multidisciplinaridade na orientação dos gémeos: muitos ainda são poucos”

Gémeos idênticos. Apesar de sua enorme semelhança, o termo é um tanto inadequado e usado no dia a dia com pouco rigor. Descobertas recentes mostram que diferenças fenotípicas (aparência exterior), assim como genéticas, entre gémeos "idênticos" são a regra, e não a excepção como seria de esperar. Dada a especificidade deste tipo de gémeos pretende-se nesta mesa redonda multidisciplinar explorar as várias vertentes dos gémeos monozigóticos e com um painel alargado de especialistas em diferentes áreas melhorar a abordagem e orientação deste tipo de gémeos: iguais mas diferentes.  São vários os especialistas envolvidos mas dada a complexidade destes gémeos, muitos especialistas se calhar ainda são poucos. É clinicamente relevante saber que os gémeos MZ podem não ser totalmente idênticos, de modo a reformular a abordagem clínica, acompanhamento, orientação, tratamento, educação e compreensão das possíveis diferenças que possam surgir ao longo da sua vida. Na verdade, estes gémeos existem. Eles são reais.

Participantes: Alexandra Matias (obstetra), Henrique Soares (pediatra), Ana Granjeia (geneticista), Narcisa Bandarra (nutricionista), Maria João Padrão (psicóloga), e Mafalda Gagliardini Graça (juíza);   

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15 JUN’ 21 | 21:00

Mesa Redonda “Os Gémeos nas Artes e No Pensamento”

Sinopse: Apresentar e discutir pontos de vista da História da Arte e da Filosofia, sobre a gemelaridade não só como questão biológica e genética, mas como tópico ou referencial artístico, literário e filosófico. Do cinema à pintura, da mitologia ao pensamento e à cultura, de que forma têm sido apresentados, representados e até omitidos os gémeos? 

Participantes: Nuno Resende e José Higuera

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16 JUN’ 21 | 18:30

Mesa Redonda “Gémeos na educação e psicologia – singularidades e desafios”

Sinopse: Há uma longa e forte tradição de estudos com gémeos na investigação em psicologia e educação que permitiu avançar no conhecimento sobre as características psicológicas, o comportamento humano, o bem-estar e a saúde, mas também na compreensão crítica das influências relativas da genética e do ambiente. Esta mesa redonda parte dessa tradição, atualizando o nosso olhar para a vida contemporânea de crianças e jovens e para as singularidades dessas vivências entre iguais/diferentes no contexto da família e da escola.

Participantes: Isabel Menezes, Iva Tendais, Margarida Rangel Henriques, Paula Aguiar 

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18 JUN’ 21 | 21:30

Exibição do filme La Double Vie de Veronique de Krzysztof Kieslowsk, 1991, 98‘

Sinopse: Weronika vive na Polónia. Véronique vive em Paris. Não se conhecem e não tem nenhuma relação. No entanto, são idênticas: ambas são esquerdinas,  gostam de andar descalças, têm o mesmo brilho no olhar, uma voz sublime, um sentido musical absoluto e, acima de tudo, partilham o mesmo problema cardíaco dificilmente detetável. Sem o saber, uma irá beneficiar das experiências e sabedoria da outra. Como se cada vez que a primeira se magoasse com um qualquer objeto a segunda evitasse tocar no mesmo.  Uma história de amor, simples e comovente de uma vida que continua, deixando um ser para se perpetuar no corpo e alma de outro.

Sessão comentada por: Dario Oliveira, diretor do Porto/ Post/ Doc

cartaz

Contacto: cultura@reit.up.pt


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