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Queer Focus | Queer Porto - International Queer Film Festival

13, 14 e 15 OUT'21 | 18h00

Queer Focus | Queer Porto - International Queer Film Festival  Reitoria da U.Porto

Depois de uma edição completamente atípica no ano passado, o Queer Porto regressa recuperando uma das premissas que fundaram o Festival: a de trabalhar com vários espaços da cidade. Assim, a par do Teatro Rivoli, os festival estará na Reitoria da Universidade do Porto, na Faculdade de Belas Artes, no Maus Hábitos e na mala voadora.

Para além de retomar uma programação que inclui atividades como masterclasses e performances; será anunciada também a criação de uma nova secção competitiva em parceria com a Reitoria da Universidade do Porto, o Prémio Casa Comum, dedicado exclusivamente ao cinema queer português.

A Casa Comum vai acolher as sessões Queer Focus que terão uma componente de debates após o visionamento dos filmes, trazendo para a Reitoria da Universidade do Porto The City Was Ours. Radical Feminism in the Seventies, de Netty van Hoorn, seguido de conversa com Ana Luísa Amaral, poeta, professora jubilada, pioneira dos estudos feministas e dos estudos queer na FLUP; e Cured, de Patrick Sammon e Bennett Singer, juntando-se ao debate Jorge Gato, psicólogo clínico e docente da FPCEUP, e Mia de Seixas, representante da Rede Ex-Aequo Porto. Ausente no programa lisboeta, exibido numa sessão especial no Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia, chega-nos Famille tu me hais, de Gaël Morel, um retrato de um conjunto de jovens expulsos de casa devido à sua orientação sexual, e acolhidos pela associação Le Refuge. O documentário é seguido de uma conversa com Telmo Fernandes, sociólogo, representante da ILGA Portugal, e Paula Allen, psicóloga e diretora técnica do Centro Gis.


A entrada é livre limitada à lotação da sala.

Mais informações sobre o festival em: https://queerlisboa.pt/

Contacto: cultura@reit.up.pt

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PROGRAMA U.PORTO

  • 13 OUT |18h00

The City Was Ours. Radical Feminism in the Seventies,
de Netty van Hoorn
O movimento lésbico na Holanda foi uma força motriz no seio do feminismo holandês, tendo-se fortalecido na década de 1970. Foi para além da participação em grupos de consciencialização, das manifestações e dos squats. As suas protagonistas estiveram na vanguarda de movimentos ativistas como o Purple September e a Lesbian Nation, e foram responsáveis ​​pela abertura de cafés, livrarias, revistas, arquivos, gráficas e um coletivo de filmes, todos dirigidos a mulheres. The City Was Ours oferece-nos também um raro relato na primeira pessoa da ocupação da Embaixada de Portugal em Haia, num gesto de solidariedade e chamada de atenção internacional para o caso das “três Marias”, o mediático julgamento das escritoras Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, por causa da publicação do “Novas Cartas Portuguesas”, proibida pela censura.  

Debate: Ana Luísa Amaral
(poeta, professora jubilada, pioneira dos estudos feministas e dos estudos queer na FLUP)


  • 14 OUT |18h00
Cured, de Patrick Sammon e Bennett Singer
Doentes mentais. Desviados. Enfermos. Com necessidade urgente de cura. Estes foram alguns dos termos que os psiquiatras usaram para descrever lésbicas e gays nas décadas de 1950, 60 e início de 70. De acordo com as instituições médicas, todo o sujeito gay sofria de um transtorno mental. E enquanto lésbicas e gays estivessem “doentes”, o caminho em direção à igualdade seria impossível. Cured narra a batalha travada por um grupo de ativistas pioneiros – a Mattachine Society e as Daughters of Bilitis -, que declarou guerra a uma instituição inabalável, e que obteve uma vitória crucial no movimento moderno pela igualdade LGBTQI+. Além de um retrato da importância destes movimentos, Cured serve também de mote para uma reflexão à volta das questões da saúde mental – são hoje ainda muitos os preconceitos clínicos em relação a indivíduos queer e há questões de saúde mental especificas destas comunidades.

Debate: Jorge Gato (psicólogo clínico e docente da FPCEUP) e Mia de Seixas (representante da Rede Ex-Aequo Porto)

  • 15 OUT |18h00
Famille tu me hais, de Gaël Morel
Documentário que marca a estreia do ator e realizador Gaël Morel – celebrizado ainda na adolescência pela sua participação nos Juncos Silvestres, de André Téchiné – no registo documental, e onde somos confrontados com sete poderosos testemunhos que ilustram episódios quotidianos de homofobia e transfobia no seio familiar. A ideia para este projeto resulta do envolvimento de Morel com a associação Le Refuge, que acolhe jovens LGBTQI+ em situações de emergência doméstica, e que nos últimos anos tem registado um aumento galopante de pedidos de ajuda. Num contexto em que os discursos homofóbicos são legitimados pelos próprios líderes políticos, e uma crescente onda de violência ameaça a comunidade LGBTQI+ em França (e um pouco por todo o mundo), torna-se urgente ampliar as vozes destes jovens que, através da violência exercida pelas suas famílias, e o seu consequente abandono, procuram um lugar seguro para construir a sua identidade.

Debate: Telmo Fernandes (sociólogo, representante da ILGA Portugal) e Paula Allen (psicóloga e diretora técnica do Centro Gis).

cartaz


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