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Intervenção Comunitária e Desenvolvimento Local

Código: E503     Sigla: ICDL

Áreas Científicas
Classificação Área Científica
OFICIAL Educação de Adultos

Ocorrência: 2021/2022 - 1S Ícone do Moodle

Ativa? Sim
Unidade Responsável: Ciências da Educação
Curso/CE Responsável: Licenciatura em Ciências da Educação

Ciclos de Estudo/Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Anos Curriculares Créditos UCN Créditos ECTS Horas de Contacto Horas Totais
LCED 42 Plano Oficial 3 - 6 57 162

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
João Carlos Pereira Caramelo Regente

Docência - Horas

Teorico-Prática: 3,00
Tipo Docente Turmas Horas
Teorico-Prática Totais 2 6,00
João Carlos Pereira Caramelo 6,00

Língua de trabalho

Português - Suitable for English-speaking students

Objetivos

Apresentação e objetivos da UC

A uc tem como principal finalidade constituir-se num espaço de exploração da intervenção comunitária e do desenvolvimento local enquanto dinâmicas de carácter educativo e problemáticas teóricas complexificadoras do pensamento sobre os processos educativos e sobre as modalidades praxeológicas de inscrição da intervenção socioeducativa na realidade social.


Considerando os objectivos de adquirir conhecimentos sobre opções teóricas e metodológicas envolvidas nos processos de intervenção comunitária, de modo a compreender as implicações sócio-educativas da intervenção comunitária para o desenvolvimento local, e de poder vir a utilizá-los para fundamentar projetos de intervenção educativa numa lógica de animação comunitária, a metodologia de ensino nesta uc privilegia: i) a reflexão sobre as opções teóricas e metodológicas da intervenção comunitária e do desenvolvimento local e seus diversos sentidos educativos de modo a realçar a natureza complexa do seu objecto, designadamente a partir da apresentação e análise, individualmente e em grupo, de projectos de intervenção comunitária e/ou de desenvolvimento local e ii) a problematização dos modos de acção profissional dos licenciados em Ciências da Educação neste domínio, particularmente a partir da exposição e discussão dos processos implicados nas diferentes etapas da concepção, implementação e avaliação de processos de intervenção comunitária, por referência às funções, papéis e saberes que os especialistas em educação e formação aí podem desempenhar.

Deste modo, a UC remete para o confronto entre diversas fontes e processos de legitimação da intervenção comunitária, formas de acção social e projectos societários/comunitários que configuram sentidos de desenvolvimento social e têm em si inscritas distintas concepções de trabalho educativo, pretendendo afirmar-se como um contributo no plano curricular da LCE para a discussão das tensões entre educação conservadora e educação crítica e transformadora.

No seu contributo para o perfil de competências dos especialistas em educação e formação, e em coerência com a natureza praxeológica entre conhecimento e acção no campo da intervenção comunitária, a UC coloca a tónica no desenvolvimento de disposições que, em situações de intervenção sempre singulares, permitam aos licenciados accionar procedimentos de definição/diagnóstico de problemas, a partir de processos fundamentados de recolha e análise de informação, promover processos de comunicação sensíveis   às subjectividades e culturas presentes em diferentes contextos de intervenção e no interior de possíveis equipas multidisciplinares de trabalho e construir dispositivos de intervenção comunitária e para o desenvolvimento local que relevem de uma aplicação negociada contextualmente dos saberes técnico-científicos adquiridos.


O caráter dinâmico dos processos de  intervenção comunitária e a sua natureza praxeológica supõem igualmente que as disposições a promover no âmbito da UC se constituam em disposições formativas, ou seja, que permitam, em futuros contextos de intervenção profissional, fazer emergir dinâmicas de auto e co-formação a partir da reflexão sobre a experiência e/ou da aquisição e apropriação de novos saberes teórico-metodológicos.



Resultados de aprendizagem e competências

- Aquisição de conhecimentos sobre opções teóricas e metodológicas envolvidas nos processos de intervenção comunitária;

- Utilização de referenciais teóricos na análise da dimensão educativa de processos de IC e de DL

- Compreensão das implicações socioeducativas da intervenção comunitária para o desenvolvimento local;

- Análise de processos de intervenção comunitária e de desenvolvimento comunitário local;

- Fundamentação de projetos de intervenção educativa numa lógica de animação comunitária e DL;

- Utilização adequada ferramentas específicas da metodologia sócio-educativa na prática de intervenção educativa comunitária. 

Modo de trabalho

Presencial

Pré-requisitos (conhecimentos prévios) e co-requisitos (conhecimentos simultâneos)

N/A

Programa

 

I. Intervenção comunitária e desenvolvimento local:

1. Intervenção, comunidade e desenvolvimento: problematização dos conceitos e filiações teóricas

2. Abordagem sociohistórica das teorias e práticas do desenvolvimento comunitário local: da organização comunitária ao desenvolvimento humano

3. As relações entre educação e intervenção comunitária: da subordinação à interpelação mútua

 

II. Contributos para uma metododologia socioeducativa de intervenção comunitária no desenvolvimento comunitário

1. As opções sociopolíticas na intervenção e sua complexidade: participação, democracia, cidadania e empoderamento

2. As etapas metodológicas dos processos de intervenção comunitária e suas dimensões educativas

3. Os processos e itinerários do desenvolvimento comunitário: animação, educação/formação e investigação

4. Os agentes de intervenção comunitária como actores educativos: da intervenção à mediação comunitária

5. A avaliação em projectos de intervenção comunitária no desenvolvimento comunitário

Bibliografia Obrigatória

Matos Manuel Santos e; Intervenção comunitária em educação
Caramelo João Carlos Pereira; Educação e desenvolvimento comunitário num processo de transição autogestionário
Berger, G.; Reflexões sobre democracia, participação e cidadania. Cadernos Ice “Inovação, Cidadania e Desenvolvimento Local" 7: 13-30., 2004
Guerra, I. C.; Fundamentos e Processos de uma Sociologia da Acção: o planeamento em Ciências Sociais. São João do Estoril, Principia., 2006
Melo, A.; Educação e Formação para o desenvolvimento rural. Fórum Educação de Adultos. L. Lima. Braga, Universidade do Minho/Unidade de Educação de Adultos. I: 137-149., 1994
Matos, Manuel; Desenvolvimento e Cidadania: intervenção associativa e acção comunitária, in Cadernos ICE 7 (Inovação, Cidadania e Desenvolvimento Local), Setúbal, ICE: 135-149, 2004
Nóvoa António 070; Formação para o desenvolvimento
Vachon, B. ; Le développement local: théorie et pratique: Réintroduire l’humain dans la logique de développement. Montréal, Gaëtan Morin Éditeur., 1993
Melo, A.; A acção local dos cidadãos como forma de resistência à nova onda de colonização global: o caso da Associação In Loco no Sul de Portugal. Produzir para viver: os caminhos da produção não capitalista. B. d. S. Santos. Rio de Janeiro, Civilização, 2002
Correia, J. A. and R. D’Espiney, Eds.; Inovação, Cidadania e Desenvolvimento Local. Cadernos do ICE. Setúbal., 2004
Gómez José António Caride; Educação e desenvolvimento comunitário local. ISBN: 978-972-8562-44-1
Matos, M.; "Da Intervenção Comunitária à Mediação Comunitária." Educação, Sociedade & Culturas 29: 175-189., 2009
Menezes, Isabel; Intervenção Comunitária: uma perspectiva psicológica, Porto, Livpsic/Legis Editora, 2007
Correia, J. A.; Políticas e lógicas da territorialização: contributos para a produção emancipatória do local. Fênix - Revista Pernambucana de Educação Popular e de Educação de Adultos Ano 4 - Nº5(1): 33-42., 2005

Bibliografia Complementar

Paulo, J. C.; O que faz falta. Educação de Adultos e Intervenção Comunitária. Instituto de Educação e Psicologia. Braga, Universidade do Minho: 23-59., 1999
Freire, P.; Extensão ou comunicação. Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra., 1971
Enriquez, E.; Problématique du changement. Connexions 4: 5-45., 1972
Veen, R. V. D. ; Community development as citizen education. International Journal of Lifelong Education 22 (6): 580-596., 2003
Busino, G. ; Comunidade. Enciclopédia Einaudi. Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda. 38: 146-160., 1998
Nisbet, R.; Comunidade. Sociologias e Sociedades. Leituras de Introdução à Sociologia. M. Foracchi and J. S. Martins. São Paulo, Livros Técnicos e Científicos: 255-262., 1977
Teisserenc, P.; Développement local et mobilisation des acteurs. Contemporaines 18/19: 187-213., 1994
Melo, A.; Formação de adultos e desenvolvimento local. Educação e Formação de Adultos: mutações e convergências. R. Canário and B. Cabrito. Lisboa, Educa. 11: 97-113., 2005
Fraser, H.; Four different approaches to community participation. Community Development Journal 40(3): 286-300., 2005
Freire, P.; Extensão ou comunicação. Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra., 1971
Laverack, G.; Using a "domains" approach to build community empowerment. Community Development Journal 41(1): 4-12., 2005
Silva, A. S.; Sociedade civil, democracia local e desenvolvimento. Democracia: novos desafios e novos horizontes. J. M. L. Viegas, A. C. Pinto & S. Faria. Oeiras, Celta Editora: 11-34., 2004
Silva Augusto Santos; Cultura e desenvolvimento. ISBN: ISBN 972-774-077-4
Silva Augusto Santos; Educação de adultos
Garcia, O.; Animação comunitária nos processos de desenvolvimento. Inovação, Cidadania e Desenvolvimento Local. J. A. Correia & R. D’Espiney. Setúbal, ICE. 7: 123-134., 2004

Métodos de ensino e atividades de aprendizagem

Metodologias de ensino e aprendizagem nas horas de contacto

Exposição dialogada
Análise em grupo de projectos de intervenção comunitária e desenvolvimento local
Visionamento de registos audiovisuais e sua discussão em grande grupo
Leitura e análise dos materiais bibliográficos de apoio à UC
Avaliação das aprendizagens

Modos de aprendizagem nas horas de trabalho autónomo

Pesquisa bibliográfica e documental
Leitura e análise da bibliografia principal e complementar
Preparação e organização em grupo da dinamização de actividades lectivas
Análise de projectos de intervenção comunitária e desenvolvimento local
Participação em iniciativas de carácter científico no domínio da intervenção comunitária e do desenvolvimento local 

Software

N/A

Palavras Chave

Ciências Sociais > Ética nas ciências sociais
Ciências Sociais > Ciências da educação > Educação > Pedagogia social
Ciências Sociais > Ciências da educação > Educação > Educação de adultos

Tipo de avaliação

Avaliação distribuída com exame final

Componentes de Avaliação

Designação Peso (%)
Teste 60,00
Trabalho escrito 40,00
Total: 100,00

Componentes de Ocupação

Designação Tempo (Horas)
Estudo autónomo 102,00
Frequência das aulas 45,00
Trabalho de investigação 15,00
Total: 162,00

Obtenção de frequência

O regime de avaliação adoptado pressupõe obrigatoriamente o cumprimento da assiduidade sem prejuízo do disposto no ponto 4 do artigo 9º do regulamento de avaliação dos discentes. O cumprimento do requisito assiduidade pressupõe a presença em 75% das aulas previstas no início do semestre.

Fórmula de cálculo da classificação final

A classificação final na UC será obtida através da aprovação em duas componentes de avaliação: i) trabalho de grupo; ii) comentário individual: 

- O trabalho de grupo consiste na realização de um trabalho escrito que tome como ponto de partida um texto, a disponibilizar pelo docente nas primeiras aulas do semestre, relativo a um processo de intervenção comunitária e/ou desenvolvimento comunitário. Os grupos deverão ser constituídos por 4 ou, excepcionalmente, por 3 estudantes. Pretende-se que o trabalho realizado demonstre competências no domínio da compreensão, interpretação, análise e integração crítica das temáticas abordadas na uc por referência a relatos e reflexões disponíveis acerca de processos concretos de intervenção comunitária e/ou de desenvolvimento comunitário. O trabalho de grupo deverá ter uma extensão entre 8 e 10 páginas, compreendendo a apresentação sistemática da interpretação realizada sobre o texto trabalhado e uma reflexão sobre as implicações dos seus contributos para equacionar a intervenção comunitária e/ou o desenvolvimento local, mobilizando os quadros teóricos e conceitos apreendidos na uc. Ao longo do semestre irão sendo disponibilizados pelo docente elementos de suporte à estruturação e desenvolvimento do trabalho de grupo.

Os critérios de avaliação do trabalho de grupo são: i) o rigor formal; ii) a qualidade da argumentação e fundamentação teórica da análise; iii) a consistência lógica e científica da interpretação realizada. Embora a realização do trabalho possa ocorrer ao longo do semestre, a entrega do trabalho finalizado poderá ser feita até à data definida para o comentário individual. 

- O comentário individual sem consulta terá a duração de 2.30 horas (mais 30m de tolerância) e será realizado na data definida pelos serviços competentes no período consagrado às frequências e exames no final do semestre lectivo. O comentário individual, até um máximo de 5 páginas, incide sobre um projeto de intervenção comunitária e/ou desenvolvimento local (um excerto/resumo disponibilizado no momento) e tem como finalidade aferir o conhecimento relativo às problemáticas teóricas e aos conceitos abordados ao longo do semestre nas aulas e resultante do trabalho autónomo dos estudantes de leitura e análise da bibliografia principal da uc (a disponibilizar pelo docente).

Os critérios a aplicar para a avaliação do comentário individual são: i) o grau de coerência e consistência interna; ii) a mobilização de uma abordagem crítica, pessoal e integrada; iii) a correcção e pertinência dos contributos teóricos mobilizados; iv) a correção formal.

Para o cálculo da classificação final, ao trabalho de grupo será atribuído o peso de 40%  e ao comentário individual o peso de 60% (o trabalho de grupo e o comentário individidual serão classificados numa escala de 0-20 valores ). 

Face a eventuais situações que configurem a prática de fraude, proceder-se-á de acordo com o artigo 14º do Regulamento de avaliação dos discentes da FPCEUP onde se pode ler que “a fraude cometida na realização de uma prova implica a anulação da mesma e a comunicação ao órgão estatutariamente competente (Conselho Pedagógico) para eventual processo disciplinar. No quadro da FPCEUP, entende-se como fraude a cópia, o plágio ou qualquer outra prática de onde resulte um benefício ilícito para a classificação do aluno.”

Provas e trabalhos especiais

A obtenção de uma classificação inferior a 8 valores ou a não realização em/de um dos elementos de avaliação terá como mecanismo de recurso no âmbito da avaliação distribuída a:

- realização de novo trabalho de grupo (ou excepcionalmente de um trabalho individual por cada um dos elementos do grupo) e sua discussão com o docente;

- realização de um novo comentário individual na época de frequências e exames subsequente.

Trabalho de estágio/projeto

N/A

Avaliação especial (TE, DA, ...)

Os estudantes que estejam dispensados por lei do cumprimento do regime de assiduidade devem contactar o docente, nas primeiras 3 semanas do semestre, para combinar os mecanismos de apoio ao estudo e de tutoria que lhes garantam uma igualdade de circunstâncias em termos de aprendizagem e de avaliação, bem como para tomar conhecimento detalhado das modalidades e critérios de avaliação a que serão sujeitos. 

A avaliação dos estudantes que por lei estão dispensados da presença nas aulas envolve a realização de um ensaio crítico que tome como objecto uma obra de referência da bibliografia da UC e cuja seleção será objecto de negociação com o docente. O prazo para entrega deste ensaio não poderá exceder em mais do que uma semana o final do semestre. A obtenção de aprovação neste trabalho posssibilita que estes estudantes possam realizar o comentário individual em condições idênticas às dos restantes colegas.

Melhoria de classificação

Para efeitos de melhoria de classificação à uc na sua globalidade, os estudantes dispõem da oportunidade de realizar uma prova escrita sem consulta (exame)  que incidirá sobre os conteúdos abordados na Unidade Curricular.

Observações

N/A
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